#1 Um gato entre os pombos – Agatha Christie

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Sabe-se lá por que eu resolvi ler os clássicos que eu adorava na adolescência: suspenses policiais da Agatha Christie. O curioso é que nenhum suspense policial é o mesmo depois de CSI! Tudo descoberto por dedução e lógica, inteligência pura, as famosas células cinzentas do detetive Hercule Poirot em ação! Esqueça análises de laboratório ou impressões digitais, meu povo.

Esse livro demorou um pouco pra engrenar, o primeiro terço do livro foi totalmente descritivo, um colégio para moças na Inglaterra, as professoras, as alunas, os pais… Achei que não ia conseguir terminar. No segundo terço começaram os assassinatos e o detetive Hercule Poirot só aparece na última parte do livro levando pouquíssimo tempo para descobrir o assassino e desvendar o mistério. Sei lá, não recomendo não, já li histórias melhores da escritora. Começando o segundo!

Nada ainda

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Gente, meu processo ainda não foi julgado… A psicóloga anexou o parecer técnico favorável a nós no dia 15 de dezembro. Daí teve recesso de fim de ano e lá se vai mais de um mês sem que nada tenha acontecido. Pra não dizer que nada aconteceu, no dia 23 de janeiro o processo foi encaminhado para o Ministério Público. E só. Nada de juíza dar o parecer final. Haja paciência…

Sherlock

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Pois então, assisti o novo Sherlock Holmes ontem! Bom demais, gente. Destaque especial para a cena do tiroteio em que os heróis fogem de uma fábrica de armas. Dr. Watson segurando uma metralhadora de cabeça pra baixo também é impagável.

Não pude evitar de sentir a mesma coisa que senti quando eu assisti o primeiro filme com o Robert Downey Jr e o Jude Law. Ok, they are super hot! Mas não é isso. É que nos livros eles são tão britânicos, tão polite, tão certinhos, tão boring… E no filme eles são dois malucos beberrões, atléticos, bons de briga, tão charmosos!

Sir Arthur Conan Doyle deve estar se revirando no túmulo! Mas fizeram bem em dar essas características divertidas aos dois ou o filme seria uma chatice. Eu recomendo!

Notícia: Cadastro Nacional de Adoção

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Eu recebi essa notícia hoje, por email, pelo grupo de emails criado durante o curso preparatório que eu participei em outubro.

País tem 27 mil interessados em adotar

O Brasil tem atualmente 27.298 pessoas dispostas a adotar. É o que mostra o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), segundo dados apurados em 10 de janeiro. O CNA foi criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para reunir informações acerca de pretendentes e de quem está à espera de uma nova família. De acordo com a consulta, o número de crianças e adolescentes disponíveis para adoção mantém-se menor que o de interessados: 4.985 no país.

O juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça e coordenador do Cadastro Nacional de Adoção, Nicolau Lupianhes Neto, explicou que o banco de dados tem como objetivo acelerar o procedimento de adoção e possibilitar a realização de políticas públicas na área. Ele ressalta que o CNA também contém informações sobre o perfil dos pretendentes e que “estes são os mais variados”.

Com relação à idade, por exemplo, a maior parte dos pretendentes se concentra no grupo de 41 a 50 anos (10.741). O segundo maior grupo é composto por pessoas de 31 a 40 anos (8.533). Na sequência, estão os grupos formados por aqueles com mais de 61 anos de idade (3.456), que tem de 51 a 60 anos (3.281) e que tem de 21 e 30 anos (1.001). Dos pretendentes, 6.670 tem filhos biológicos. Outros 2.566 têm filhos adotivos.

A maioria dos interessados são casais: 21.747 do total de inscritos no CNA. Ainda de acordo com o cadastro, pessoas em união estável somam 2.286, divorciados 502, viúvos 209 e separados judicialmente 197.

No que diz respeito à renda, é maior o número de pretendentes que ganham de três a cinco salários mínimos – somam 6.525 do total de inscritos. Aqueles com renda de cinco a 10 salários chegam 5.929. De dois a três salários, somam 4.236; de um a dois salários, 3.525 e de 10 a 15 salários, 2.269.

A maior parte dos interessados em adotar reside em São Paulo, onde estão 7.330 do total de inscritos no CNA. Também ocupam lugar no ranking dos cinco estados com mais pretendentes, respectivamente, Rio Grande do Sul (4.278), Paraná (3.859), Minas Gerais (3.581) e Santa Catarina (2.076).

Cadastro – O CNA foi criado em abril de 2008. Nicolau Lupianhes destacou a importância dessa ferramenta. “A possibilidade de adoção
passou ser nacional com o CNA. Antes os pretendentes tinham que comparecer a diversos juízos a fim de se habilitar. Com a criação do
cadastro nacional, essa habilitação passou a ser nacional”, afirmou.

Giselle Souza
Agência CNJ de Notícias

Ciclos

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Hoje vou falar de coisa chata… ciclos menstruais. E dos meus ciclos que ficaram malucos e dessa porcaria de endometriose que eu tenho e que só me dá dor de cabeça. Quando descobri que tinha endometriose, como sempre, corri para o Google e li tudo o que eu consegui a respeito. Os sintomas clássicos e mais comuns dessa doença são cólicas absurdas (daquelas de fazer com que a pessoa não consiga sair da cama) e dores durante a relação sexual. Me senti uma afortunada, pois eu sou assintomática de certa forma. Tinha cólicas, mas nada que me fizesse perder um dia de trabalho, um Buscopan já era suficiente para me deixar bem e nunca tive desconforto durante as relações.

Mas todos os médicos com quem me consultei foram unânimes ao dizer que o melhor tratamento é interromper a menstruação. Depois que desisti da gravidez, procurei o médico com quem eu mais me identifiquei e ele me indicou o DIU Mirena. Mas é caro e na época eu não estava em condições de investir por volta de 1.500 dinheiro assim, de uma só vez. Fui fazendo uma poupancinha e enquanto isso, dá-lhe anticoncepcional de uso contínuo. E tem sido uma droga! Nos primeiros 3 meses tudo correu bem, mas daí começaram os tais “escapes” que são sangramentos pequenos assim do nada e que não tem dia certo nem pra vir e nem pra acabar. Porra, que parte do “não menstruar mais” esse remédio não entendeu?

Estou com esse sangramento maldito desde antes do Natal, ou seja, praticamente 1 mês usando absorvente diário e com sintomas de TPM, seios inchados e doloridos. E isso afeta tudo na minha vida, fico irritada, sem vontade de “namorar”, de saco cheio dessa história de estar sempre sangrando… Além disso, tenho uma pequena desconfiança que engordei horrores nos últimos meses também em virtude desse hormônio…

Bom, consultei o cofrinho das economias e resolvi que agora é a hora de botar esse Mirena. É o que vou providenciar nas próximas semanas.

Tudo quase errado

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Ontem o combinado era sairmos do trabalho e irmos ao cinema assistir o novo filme do Sherlock Holmes. Larguei tudo às 18h em ponto, peguei o marido no trabalho e fomos para o shopping, pois a sessão começava às 19h20. Trânsito… Quebra-quebra nas ruas… Prefeitura trabalhando, aham… Procura vaga, estaciona, sobe escada rolante… Chegamos na frente do cinema às 18h50 e tinha uma fila quilométrica!

Esqueci que estamos ainda no meio das férias escolares e ontem era dia de desconto na rede Cinesystem. Ok, pega fila e torce para que todo aquele povo queira assistir As aventuras de Tim Tim. Dei a maior gafe falando do nariz absurdamente enorme da menina que estava na minha frente, marido diz que morre de vergonha de mim nesses momentos. Quando faltavam uns dois casais na nossa frente, passa um funcionário gritando que para a sessão das 19h10 não tinha mais ingressos, agora só às 21h30. Eu fico p@#$ com essas coisas!!!

Marido fica bravo porque ele não quer perder a viagem e pagar estacionamento à toa e eu fico brava porque não quero ver porcaria outro filme. Não quero ver Aventuras de Tim Tim, não quero ver Alvim e os esquilos e nem Missão Impossível. Eu quero ver Sherlock Holmes, cacete! Saímos bicudos e eu sugiro entrarmos na lindíssima e supernova Livraria Cultura que finalmente abriu aqui em Curitiba, daí ele se lembra que tem um Outback naquele shopping. Meus olhinhos brilharam! Mas como nessa cidadezinha em que moro só existe UM Outback, toda vez que nós jantamos lá, a média de espera por uma mesa é de 1 hora e eu não estava a fins de esperar tudo isso, não.

Chegamos no Outback e operou-se um milagre! Não tivemos que esperar N-A-D-A, tinha mesa vaga! Até comentei com a garçonete que ia registrar esse momento. Quando sentamos, era dia de double drink e aí foi a hora em que os olhinhos do marido brilharam. Desce dois chopps, faz favor! Tá vendo como realmente se abre uma janela quando uma porta se fecha? hehehehehehe

Desafio 2012

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Dalila e Ane, está lançado o desafio! Temos que ler 50 livros em 2012! Tudo bem que eu tenho quase certeza de que ficarei na rabeira de vocês duas, mas não custa tentar! Ah e sempre que possível a gente tem que colocar uma pequena resenha no blog. Vocês estão dentro?

Ai, que drama!

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Eu sou dramática. Na verdade eu gosto bastante de um drama. Não sei explicar, só sei que eu gosto e muito das histórias dramáticas no cinema, na música, nas artes em geral. Acho que é porque a arte imita a vida e a vida é feita de pequenos e grandes dramas. A vida não é feita só de finais felizes e sem aqueles pequenos (e grandes dramas) que enfrentamos diariamente, não seriamos as pessoas que somos hoje, não teríamos crescido internamente.

Então eu curto demais ouvir aquelas cantoras com vozes incríveis (e dramáticas) que cantam suas desilusões amorosas (Adele, Marisa Monte, Lady Antebellum e outras coisas igualmente sofridas), chego até a fechar os olhinhos e cantar junto. Ai que gostoso e libertador que é. E por isso adorei ler os livros da Marian Keyes, não tem como não se identificar com aquelas personagens que bebem demais, trocam os pés pelas mãos e precisam enfrentar coisas que podem acontecer (ou já aconteceram) com gente comum como eu e você. Quando eu li Melancia, achei tão boa a história que fiz propaganda para uma colega de trabalho e emprestei o livro pra ela. Fiquei perplexa quando ela me devolveu dizendo que era depressivo demais para ela e que os assuntos abordados a faziam imaginar que tudo aquilo ia acontecer com ela também. Tá bom, vai lá viver no seu mundinho cor de rosa, vai. Drama é para poucos e fortes.

Não gosto de comédias românticas, pelo menos não daquelas bem clichês onde tudo fica bem no final. Gosto das histórias de verdade, das heroínas imperfeitas, de histórias que mostram os defeitos da humanidade. Por isso gostei de filmes como Closer, Fale com ela e P.S. Eu te amo. Esse último é uma comedinha romântica, engraçadinha, fofa até, mas qual é a grande mensagem? A personagem principal tem que aprender a viver sem o marido e reconstruir a sua vida.

Não sou macabra, não sou masoquista, não gosto de sofrer. Mas eu me liberto quando escuto essas músicas, leio esses livros e vejo esses filmes, pois isso me mostra que somos fortes, que eu posso ser forte. Afinal, o que é que faz dos grandes artistas serem o que são se não é todo o drama que eles trazem à tona?

Sábado

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Sábado de chuva. Marido foi trabalhar e eu, dessa vez, fiquei em casa enrolada numa mantinha e nos dois felinos. Ai que vida chata!

*

Meus bichanos têm personalidades muito diferentes. Bozó é a doçura em formato de gato, ele está sempre por perto, até no banheiro! Enquanto eu passo maquiagem e arrumo o cabelo, ele está em cima da pia querendo brincar com meus apetrechos. Jogita é desconfiada, ela olha pra gente como quem diz: sai fora, me deixa em paz que eu estou bem aqui. Quando a gente faz carinho no Bozó ele se abre que nem uma mala véia… Arreganha as pernas, vira de barriga pra cima, esfrega a cabeça na minha mão como se dissesse: mais uma vez, mais uma vez! Jogita, por sua vez, fecha os olhinhos e fica desconfiada. Depois do terceiro carinho ela sai e vai deitar em outro lugar. Bozó agora inventou uma nova tática para me tirar da cama antes que o despertador toque: ele deita bem pertinho do meu rosto , com aquele motorzinho ligado na velocidade 5 do romrom e fica ali colocando as patinhas no meu rosto ou então a fuça gelada com aqueles bigodes que fazem coceira no nariz. Não tem como não acordar! Jogita atende pelo nome, é uma fofura, mas só obedece ao marido. Ele chega perto dela e diz: “deita, pretinha, deita pra eu fazer um carinho” e a miserável se joga onde ela estiver. No chão, na cama, no sofá… E fica esperando ele escovar ela todinha. Bozó não atende pelo nome, mas nem precisa… Ele está colado em nós mesmo.  Nesse exato momento ele está aqui, deitadinho do meu lado tomando um banho de gato. E a Jogita? Deve estar dormindo no sofá, independente como ela só.

O que eu quero para 2012

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Esse ano eu não fiz resoluções de fim de ano ou promessas para o ano que vai vir. Na verdade eu acho que nunca fiz isso… Até tentei em algumas ocasiões, mas não fui determinada o suficiente para acompanhar o meu progresso ou falta dele.

Enfim, 2011 não foi um ano dos melhores, mas também não deixou completamente a desejar. Foi o ano em que o marido sofreu bastante profissionalmente, passou por mudanças e adaptações, mas no final das contas ficou com a cabeça no lugar, emprego garantido e se era pra cair, caiu pra cima. Já no meu caso, minha vida profissional foi uma grande monotonia até meados de setembro quando assumi um projeto legal e ando sofrendo com ele até hoje. Ganhei um pouquinho mais de dinheiro (só um pouquinho), consegui colocar as contas em dia, mas não deu pra programar nenhuma viagem pra Cancún ou pra Paris, quiçá fomos pra praia… rs

Foi um ano de decisões importantes! Adotamos mais um gato, resolvi voltar a olhar para o mercado de trabalho em busca de melhores oportunidades e tocamos em frente o processo de adoção ao mesmo tempo que desistimos da gravidez. Olhando pra trás posso dizer que foi um ano equilibrado, de perdas e ganhos. Ganho de peso, principalmente…

Para 2012 eu quero que pelo menos esse equilíbrio permaneça. Mas quero coisas novas também, já que ainda não pagamos imposto por sonhar. Quem sabe um novo emprego, novos desafios, novos caminhos. Que eu tenha mais amigos e consiga dar mais atenção e carinho para os amigos que eu já tenho. Que o marido vença os obstáculos que ele tem pela frente, estarei sempre ali em volta para dar um apoio quando necessário. Que a minha família continue  saudável e vivendo as suas vidinhas da melhor maneira possível. Que eu consiga perder uns bons 5kg… E, por fim, quem sabe, né… que o meu tão esperado filho chegue em 2012! Já pensou, que coisa boa?

2012, vamos lá, faça sua parte que a minha eu já estou fazendo!

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