Eu sou dramática. Na verdade eu gosto bastante de um drama. Não sei explicar, só sei que eu gosto e muito das histórias dramáticas no cinema, na música, nas artes em geral. Acho que é porque a arte imita a vida e a vida é feita de pequenos e grandes dramas. A vida não é feita só de finais felizes e sem aqueles pequenos (e grandes dramas) que enfrentamos diariamente, não seriamos as pessoas que somos hoje, não teríamos crescido internamente.
Então eu curto demais ouvir aquelas cantoras com vozes incríveis (e dramáticas) que cantam suas desilusões amorosas (Adele, Marisa Monte, Lady Antebellum e outras coisas igualmente sofridas), chego até a fechar os olhinhos e cantar junto. Ai que gostoso e libertador que é. E por isso adorei ler os livros da Marian Keyes, não tem como não se identificar com aquelas personagens que bebem demais, trocam os pés pelas mãos e precisam enfrentar coisas que podem acontecer (ou já aconteceram) com gente comum como eu e você. Quando eu li Melancia, achei tão boa a história que fiz propaganda para uma colega de trabalho e emprestei o livro pra ela. Fiquei perplexa quando ela me devolveu dizendo que era depressivo demais para ela e que os assuntos abordados a faziam imaginar que tudo aquilo ia acontecer com ela também. Tá bom, vai lá viver no seu mundinho cor de rosa, vai. Drama é para poucos e fortes.
Não gosto de comédias românticas, pelo menos não daquelas bem clichês onde tudo fica bem no final. Gosto das histórias de verdade, das heroínas imperfeitas, de histórias que mostram os defeitos da humanidade. Por isso gostei de filmes como Closer, Fale com ela e P.S. Eu te amo. Esse último é uma comedinha romântica, engraçadinha, fofa até, mas qual é a grande mensagem? A personagem principal tem que aprender a viver sem o marido e reconstruir a sua vida.
Não sou macabra, não sou masoquista, não gosto de sofrer. Mas eu me liberto quando escuto essas músicas, leio esses livros e vejo esses filmes, pois isso me mostra que somos fortes, que eu posso ser forte. Afinal, o que é que faz dos grandes artistas serem o que são se não é todo o drama que eles trazem à tona?

Oi girl!
Concordo contigo: se tem final feliz, não é história para mim.
Odeio comédia romântica.
E acho os livros da Marian Keyes muito engraçados! O único que eu achei um pouco mais triste (e que virou o meu favorito) foi o Tem alguém aí. Que coisa… Uma amiga para quem emprestei o Melancia tambem achou deprê. Agora ele esta com uma prima (tinha até esquecido que tinha esse livro, ele nao para na estante).
Odeio comedia, stand up, humor brasileiro (alias, tambem odeio cinema brasileiro. Mas gostei de Tropa de Elite. Só o primeiro)
Enfim, sou meio como vc. Gostei do Fale com Ela, gostei do Frida (acho que vc vai gostar, já viu?), e outros dramas doidos como Menina de Ouro, A Espera de um Milagre, Volver…
Bjs e boa semana!
Por: Dalila em 17/01/2012
às 11:18 PM
PS: dramas “doííídos” (descurpe pela anarfa…) e não doidos… Afffff
Hehehe
Por: Dalila em 17/01/2012
às 11:21 PM
Dalila, eu comecei a ler Tem alguém aí em inglês e que história triste, né. Bem do jeito que eu gosto! Acabei abandonando a leitura por conta de outras que eu tive que fazer, mas pretendo voltar. E como dizer que esse tipo de coisa não pode acontecer na vida real? Melancia é ótimo, é divertido, é uma lição para as mulheres não se deixarem levar numa situação como aquelas. E não tem nada de deprê!! Tem alguém aí é mais deprê, eu reconheço. Gosto de cinema brasileiro… com algumas ressalvas. Gosto do Selton Mello e das coisas que ele faz.
Adorei Frida! Só não gostei daquele Em busca da felicidade… Tipo, auto-ajuda demais pra mim. Ok, se vc se dedicar e se esforçar bastante vai dar super certo na vida, tá bom… Como se um monte de gente não fizesse isso também… Enfim, bom saber que eu não estou só com o meu gosto “duvidoso”… hehehehehe
Por: Lene em 18/01/2012
às 8:32 AM
Querida, somos iguais nisso! Sabe qual é o meu lema? Eu preciso sofrer e ir até o fundo do poço, ter uma vida com altos e baixos, mas COLORIDA, cheia de emoção, sentimentos, vivências…. do que ter uma vida “cinza”. Eu vivo mesmo, intensamente!!!! Acho que por isso que eu amei o livro da Marian Keyes (e vou reler Melancia, li há muito tempo atrás…). A vida é para ser vivida, e intensamente!
Beijos
Por: Ane em 18/01/2012
às 7:59 PM
E na vida real os finais felizes são tão escassos, não é verdade? A gente aprende a dar a volta por cima e a construir o nosso final feliz de uma outra maneira.
Por: Lene em 19/01/2012
às 8:35 AM
Eu adotei uma resposta que uma amiga deu e fez todo o sentido pra mim: “algumas pessoas gostam de assistir a filmes e ler livros que causam uma sensação boa, eu gosto de assistir a filmes e ler livros que me causem alguma sensação”. Então é isso, gosto de ser provocada, de ficar pensando depois, de passar o dia seguinte com um gostinho diferente na boca… Também gostei de Closer, Fale com ela e P.S. Eu te amo. Sobretudo Closer, de tão real, de tão imperfeito e humano que é.
Por: Vivian em 14/02/2012
às 4:06 PM
Uau, muito boa! Quanto ao Closer, é bem isso mesmo que vc disse: realista pra caramba… Quando assisti pela primeira vez no cinema, saí até pensativa. É muito real, é a vida real em evidência.
Por: Lene em 14/02/2012
às 6:51 PM