Gente atrasada

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Gente, desculpa aí se eu vou pisar no calo de alguém, mas eu DE-TES-TO gente atrasada. Assim, de verdade verdadeira mesmo. Eu detesto. Eu super me preocupo com o bem-estar alheio e quando eu marco alguma coisa eu me esforço deveras para chegar no horário marcado. E fico fula da vida quando me deixam esperando mais que 10 minutos. Porque 10 minutinhos tudo bem, né. Até vai.

E só pra complicar mais minha vidinha, Deus colocou em meu caminho um bando de gente enrolada e que se atrasa pra caramba. Minha irmã mais velha é atrasada, meu marido é atrasado, minha irmã do meio é mega-hiper-ultra bláster atrasada. Minha assistente no trabalho é atrasada.

Com o marido eu já tive crises e pitis homéricos por causa da falta de preocupação dele em me deixar 30, 40 ou 45 minutos esperando dentro do carro até ele resolver sair do trabalho. Com a minha irmã mais velha eu aprendi a tomar o controle da situação, eu pego ela pela mão e saio arrastando mesmo, vou juntando bolsa, maquiagem, faço ela comer enquanto anda, mas se eu tiver que esperar por ela, aí não tem muito jeito. Com a irmã do meio eu aprendi a pedir que ela chegue às 9h30 se o compromisso for às 10h. Tem funcionado.

Mas o pior de tudo é o que eu escutei essa semana. Avisei minha assistente que ela vai precisar chegar mais cedo na próxima semana por causa de um aluno. Atenção ao diálogo:

- Fulana, não esquece que 3a feira que vem tem que chegar às 8h30.

- Ah, então eu vou colocar meu despertador pra tocar mais cedo e vou me programar pra chegar aqui às 8h.

- Mas não precisa chegar às 8h, é muito cedo. Se vc chegar às 8h20 já tá bom.

- Ah, mas do jeito que eu sou é melhor eu pensar que tenho que chegar às 8h.

Galera, eu juro que não entendo isso. Como que a própria pessoa se auto “engana” para chegar no horário? Desculpa, isso não é ter a cabeça fresca, isso é sacanagem mesmo. É não ter o mínimo de preocupação com os outros. Sei lá! Fico bege com bolinhas roxas.

 

Na correria

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Como é de praxe, o país só funciona mesmo depois do Carnaval. E os últimos dias têm sido de correria. Só posso dizer que além da correria, a cabecinha dessa pessoa aqui não anda boa. Já tentei inúmeras vezes colocar a angústia pra fora da maneira que eu sei melhor: escrevendo! Mas nem pra isso eu tô prestando.

Uma irritação, uma chateação, uma angústia com a vida, uma coisa de louco! E nem sei o que é dessa vez, insatisfação profissional pesada, falta de dinheiro (que acaba gerando insatisfação pessoal tb), mil vontades que não se concretizam, dois mil desejos que não se realizam.  Pára o mundo que eu quero descer!

Quando eu organizar os pensamentos, volto!

#6 Cai o pano – Agatha Christie

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Mais um livro terminado! Demorei pra pegar o jeito, mas acho que estou mandando bem agora! Nesse livro, Hercule Poirot já está velhinho, cansado e doente, mas suas células cinzentas ainda entendem do babado. Ele volta para a mansão Styles que agora é um hotel mais ou menos no meio do nada. Ele sabe que vai acontecer um assassinato, mas não sabe quem será a vítima ou quando ele vai acontecer. E seu amigo Hastings irá ajudá-lo nessa empreitada. Bacana! Fiquei de cara com a personagem Judith, filha do amigo do Poirot, que moça mais mal educada!!

Sugestões

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Meninas, vocês que, assim como eu, são loucas por livros, filmes e também seriados, tenho duas dicas para dar!

A primeira é o site Estante Virtual, que concentra vários (muitos mesmo) sebos em vários lugares do Brasil. Dá pra comprar os livros virtualmente de locais mais próximos, dá pra comprar livros novinhos em folha ou livros usados com pequenas avarias, assim como um sebo de verdade. Eu recomendo! É legal para encontrar aqueles títulos que a gente nunca acha de jeito nenhum.

A segunda dica é o Netflix, um site que oferece várias séries e filmes e que a gente pode assistir no computador, na televisão (se tiver cabo HDMI) ou pelos consoles de videogame (Wii, PS3 e XBOX). Eu ainda estou provando o “primeiro mês grátis”, mas o custo mensal é de R$ 15.  Pra quem não viajou no carnaval, vamos aos filmes e séries.

Manhã de sábado

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Eu sofro daquela maldita síndrome do feriado… Nos dias que eu tenho que ir trabalhar, eu saio da cama me arrastando, eu me agarro no travesseiro, eu peço por mais 5 minutinhos e esses 5 minutos viram meia hora de maneira mágica e surpreendente. No dia que eu posso dormir até a hora que eu quiser, eu simplesmente… acordo! Às 7h da manhã! E viro me revirando na cama e pensando nas coisas que eu quero fazer naquele dia. Hoje foi assim. E eu detesto isso!

Resolvi sair da cama para não incomodar o marido. Daqui pouco vejo os gatos agitados correndo de um lado pra outro. Fiquei curiosa pra saber com o que eles estavam tão interessados. Ai, meudeusdocéu, eles estavam fazendo uma barata de brinquedo! Uma BARATA! Cascuda, nojenta, horrorosa, diabólica! E Bozó saía pra lá e pra cá com aquele bicho asqueroso na boca, soltava a barata, ela corria meio tonta e ele corria atrás, dava uns tapas, colocava na boca de novo. Ficou tão maluco com o “brinquedinho” que não deixava Jogita brincar mais, se ela chegava perto, ele rosnava!

E eu confesso que subi no sofá e só não dei um ataque histérico porque marido estava dormindo e podia ter um ataque cardíaco ao ser acordado dessa maneira. Saquei um spray de veneno e comecei a correr atrás daquele bicho nojento ao mesmo tempo em que tentava tirar o Bozó do caminho. Como é que eu ia jogar veneno na p#$@@ da barata sem matar meu gato junto? Num momento de bobeira dele, consegui descarregar o tubo de spray na maldita e foi preciso prender o bichano no outro quarto pra eu jogar o serzinho no lixo. Coitadinho, ficou órfão do brinquedo… E agora tô na dúvida se eu escovo a boca dele com sabão ou se listerine basta. Jesuis me abana!

Oficialmente habilitados!

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Gentem, 4a feira, dia 15 de fevereiro, saiu a nossa habilitação para adoção! Depois de 190 dias de tramitação, quase 7 meses de espera, agora estamos oficialmente “grávidos” e finalmente entraremos na famosa fila.

Ontem marido foi até a Vara da Infância tomar ciência, pois essa foi uma dica que a Andréa, a psicóloga, nos deu na nossa entrevista. Assim a gente já informa que estamos cientes da decisão, que sabemos que é preciso renovar nosso interesse em permanecer com o cadastro ativo uma vez por ano e não é necessário esperar o oficial de justiça vir nos procurar.

A primeira etapa se encerrou, graças a Deus. Agora é esperar e enquanto isso curtir a vida da melhor maneira possível. Marido está super mega otimista, ele diz que até o final desse ano teremos notícias boas. Que bom que ele se sente assim, eu prefiro ser mais pé no chão e deixar que a vida se encarregue. Todas as vezes que eu criei expectativas demais sobre alguma coisa, nada aconteceu quando eu queria, mas sim quanto tinha que ser.

Agradeço a todas as pessoas queridas que têm acompanhado essa minha história, amigos virtuais e reais, e que estão torcendo para que a nossa espera não seja assim tão longa! Vambora, gente! O ano mal começou!

#5 O Natal de Poirot – Agatha Christie

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O melhor dos livrinhos dela que eu já li até agora!! De verdade verdadeira. Como ela mesma diz na sinopse, esse foi um assassinato de verdade, para não deixar dúvida. É que a maioria dos assassinatos descritos nos livros dela são por envenenamento ou de alguma outra forma que sempre deixa no ar uma dúvida de que pode ter sido morte natural ou acidente. Nesse caso o assassino foi sanguinário e cortou a garganta da vítima.

Fora que os detalhes psicológicos do morto e dos membros da sua família são bem interessantes também. Suspense de verdade dessa vez e eu juro que jamais imaginei quem seria o culpado! Ane, tô quase te alcançando!

Coloquei!

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Gente, coloquei o DIU hoje. Foi tranquilo, jogo rápido mesmo, em 1 hora já tinha terminado tudo e estava pronta pra ir pra casa. Passei esses últimos dias bem ansiosa, pois estou apostando mesmo nesse negócio. E não foi barato, não. Tenho medo de ter reações parecidas com as que eu tinha com o AC, tenho medo de não me adaptar com essa joça ou de ter algum problema no futuro.

Acho que são encanações normais (hein?) de gente ansiosa como eu. Amanhã ficarei de molho, médico querido me deu atestado e vou aproveitar para dormir bastante. Detalhe para o que vou falar agora: gente, como é legal tomar anestesia! Parece loucura, mas é tão gostosa aquela sensação antes de apagar! Fora que eu acordei meio grogue, parecia que estava bêbada, contei minha vida toda pra enfermeira, falei pro anestesista que eu tava meio maluca… Agora que eu lembro, estou com vergonha… hehehehe

A minha amiga Bia

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A Bia é o que se pode chamar de minha BFF (Best Friend Forever). Mas a minha história com ela é muito curiosa! Nos conhecemos em 2005 quando ela começou a trabalhar na mesma empresa que eu. E a gente até já comentou (mais de uma vez, inclusive) que tínhamos tudo para não sermos amigas, afinal de contas ela foi contratada para ser minha chefe sendo que eu já era supervisora da área há alguns meses. Muitas pessoas passaram por mim e se disseram indignadas com aquela atitude da diretoria e que eu devia estar revoltada com a situação. Mas na época eu fui madura o suficiente, apesar de ter 20 e poucos anos, de entender que eu não tinha experiência suficiente e que seria muito bom finalmente ter alguém com quem dividir o rojão. E a Bia, além de ser muito inteligente, tinha um tanto mais de experiência profissional do que eu. Isso fez com que eu a recebesse muito bem e nos 2 anos que trabalhamos juntas, eu virei o braço direito e esquerdo dela. Mas ela não era fácil, não. Instável, geniosa, sem papas na língua, um tanto imatura emocionalmente… O clima do departamento variava de acordo com o humor dela. Se ela estava bem humorada, o trabalho rendia, a gente brincava, era só descontração. Mas se ela estava com a macaca… Era melhor ninguém abrir a boca ou a coisa ficava feia. Esses dois anos de parceria foram intensos, a gente discutiu, chorou, compartilhou derrotas e sucessos, enfrentou motins na equipe, bafafás e um par de diretores mais malucos que nós gritando e dando pitis. E ficamos amigas. Muito, muito amigas. Nós nunca passamos um aniversário longe uma da outra, ela foi me visitar no hospital quando fiz a videolaparoscopia, ela foi uma das pessoas a assinar a declaração de idoneidade para o meu processo de adoção e ela daria um dedo para que eu voltasse a trabalhar com ela. Aliás, isso só não aconteceu porque eu não aceitei a oferta. Ela conhece a minha irmã, meu sobrinho e considera meu marido tão amigo dela quanto eu. Eu conheço os pais dela, o irmão, a cunhada e adoro a mãe dela de paixão. Somos parecidas profissionalmente, mas muito diferentes na vida pessoal. Ela é exagerada, fala muito palavrão, é supervaidosa, fala alto, quando ri demais parece um “porquinho” e usa decotes generosíssimos. Ela é over. Ela é over querida também, parceira, carinhosa e desligada de bens materiais. E a gente se respeita demais. E sempre que possível eu digo pra ela “amiga, eu te amo”. Aprendi com o tempo que devemos dizer eu te amo para todas as pessoas especiais que existem em nossas vidas. E é o que eu e a Bia fazemos. Amiga, eu te amo, viu!

Coisa fofa

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Sábado saí com uma das minhas melhores amigas, fomos no nosso barzinho de sempre onde a gente conhece todo mundo, a cerveja é barata e tem um bolinho de carne seca divino. Lá pelas tantas, depois umas cervejotas e muito papo, chega um casal com uma menina lindinha. Sentaram numa mesa próxima e sabe-se lá o que aquela criança divina viu em mim e na minha amiga, mas ela se encantou com a gente (e eu com ela!)! Veio “bater papo” com a gente, mostrou a boneca dela, sentou no colo, uma fofura! Juro que me deu vontade de levar ela embora pra mim! Ai que vontade de ter uma coisinha simpática daquelas pra chamar de minha…

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