Aprendendo a controlar a maldita ansiedade

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Eu sou ansiosa, tá. Tipo assim, pra caramba, nível 200 mil. Eu me lembro quando era adolescente e tinha uma prova importante pra fazer na escola e passava a noite em claro preocupada com isso. Ou pior, eu sonhava que estava fazendo a prova e tudo dava errado. Esse negócio do sonho dando tudo errado acontece até hoje.

Na vida profissional o bicho pegou mais profundamente. Quando estou envolvida num projeto importante que envolve decisões, coisas que precisam ser organizadas mentalmente, etc… acordo de madrugada e fico rolando na cama tentando me organizar mentalmente justo no meio da noite… É o fim, gente! Eu detesto isso, me faz mal, mas ainda não achei uma forma de controlar os meus pensamentos desgovernados. A sensação que eu tenho é que a minha cabeça não pára nunca de pensar, é uma coisa que puxa a outra num ciclo interminável de pensamentos desenfreados. E tudo tem que ser agora, já. Ou no máximo amanhã de manhã bem cedo.

E tanto faz qual é o nível da decisão a ser tomada. Agora, por exemplo, estamos pesquisando carros para trocar o nosso querido carango por um melhor. Passamos o sábado visitando concessionárias, fazendo continhas, revisando o orçamento. E acabamos ficando entre duas opções que cabem no nosso bolso, só temos que estudar qual é o auto que vai nos oferecer mais coisas pelo mesmo valor. E eu acordei às 6h da manhã de domingo com um único pensamento na cabeça: qual dos dois carros vamos escolher? Vontade de levantar, trocar de roupa e ir lá fechar negócio para riscar mais essa “decisão” da minha lista mental.

Eu queria uma vez na vida relaxar completamente, curtir aquele momento qualquer, que seja passar a manhã de um domingo chuvoso na cama sem pensar em mais nada que não seja dormir e sonhar. Mas os pensamentos ficam a mil e se eu não pegar o computador e começar a escrever sobre eles, parece que vou ter um treco.

 

Recado para vocês

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Esse blog nasceu há quase 3 anos atrás num momento difícil que eu estava passando. Uma época em que eu não tinha gatos, uma época em que eu ainda digeria e tentava entender a infertilidade. Esse assunto em comum fez com que outras meninas que passavam pela mesma dificuldade interagissem comigo pela internet para trocar experiências e angústias.

Dessas meninas que dividiam angústias sobre a incapacidade de engravidar, uma hoje se prepara para ter o seu tão sonhado bebê (Marina, seja bem-vinda a esse mundo louco!) e outras continuam arrumando maneiras de enfrentar essa realidade dura. Quando comecei a trilhar os caminhos da adoção, outras meninas fofas e queridas vieram parar aqui trocando experiências e angústias sobre entrevistas com psicólogas, documentos e estatísticas sobre adoção.

Viu como as coisas mudam? Viu como viver é uma grande aventura? Viu como cada dia trás uma experiência nova para nossas vidas?  Hoje, domingo de Páscoa, tá uma baita chuva aqui na minha cidade e quero falar para as minhas queridas amigas virtuais Vivi e Camila, Paty, Déborah, Dalila e Ane. Cada uma de nós está numa parte do caminho, umas no comecinho da estrada ainda indecisa se deve trilhá-la ou não, outras já cansadas desse caminho difícil e de pedras e outras quase concluindo o processo e atingindo o objetivo que possuímos em comum.

Independente de que parte do caminho estamos, a nossa vida deve ser vivida hoje e agora. Nessa caminhada em busca da maternidade, em muitos momentos nos esquecemos de que somos mais do que isso. Somos mulheres batalhadoras, amigas, tias, irmãs, filhas, esposas. Somos muitas em uma só. E temos muito cinema pra ir, muitos livros pra ler (nem me falem em desafio nessa hora, hein!), muitos amigos para abraçar, cervejinha pra tomar de bar em bar, festinha pra festejar… Porque depois que as nossas crias chegarem (de uma maneira ou de outra), tudo nas nossas vidas vai mudar. Então, bora aproveitar essa “solteirice” de criança que ainda existe! Vamos acordar tarde, tomar café na hora do almoço, jantar pizza ou lasanha congelada, deixar os bichos de estimação dominar a casa enquanto tudo isso é permitido! E sem sofrimentos demasiados, sem angústias profundas, vamos viver um dia de cada vez.

É o meu convite para vocês, amadas. Feliz Páscoa!

Blog de cara nova!

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O blog tá de cara nova, minha gente. Ser humano inconstante que sou, de tempos em tempos preciso mudar as coisas de lugar, o corte de cabelo, o make up, a vida em geral. Enjoy!!!

O caso das canetas

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Eu acho que todo mundo que trabalha em escritório passa por essa situação: a incrível capacidade das pessoas pegarem uma caneta “emprestada” e nunca mais devolverem. Tá, eu sei, eu sou metódica, eu sou chata, eu praticamente tenho TOC com relação ao meu material de escritório.

Eu penso que, se você precisa usar sempre, se faz parte do seu trabalho usar uma caneta marca texto então por que diabos você não pede para o pessoal do almoxarifado te dar uma? Não é mais simples do que ficar pedindo emprestado para seus colegas toda hora que você precisa usar essa merda? A mesma linha de raciocínio serve para canetas azuis, vermelhas, réguas e grampeadores, cacete!

Tem dia que eu chego no trabalho inspirada, vou lá nas meninas do administrativo e peço um lápis novo, bem apontadinho, canetas, borracha, marca texto e deixo tudo bem bonitinho no meu porta-canetas. Dali dois dias eu tenho que ficar caçando uma mísera caneta BIC pra anotar recado, pois todo o meu material sumiu. E olha que é BIC, hein… Se fosse Mont Blanc eu até entenderia, mas BIC!

Esses dias uma colega de trabalho me pediu um lápis emprestado e eu dei o meu único lápis, filho único de mãe solteira. Ela escreveu o precisava e só deu tempo de ver a pessoinha voltando para sua sala com o meu lápis na mão. Fazer o quê? Vou sair correndo atrás dela fazendo a louca do material de escritório? Não, né.

Mas o pior mesmo, o que me deixa mais irritada, é aquela que entra na minha sala para usar a impressora, pega o papel impresso, se dirige à minha mesa sem falar nem oi, nem bom dia, nem tudo bem, pega uma caneta e o marca texto do meu pote sem ao menos perguntar se pode. Na boa, eu não vou morrer por causa de uma porcaria de uma caneta BIC, posso comprar uma caixa de BIC se eu quiser, mas é a atitude que me mata, a falta de educação e bons costumes. Esse mundo tá perdido. E sim, eu sou louca.

PR tem o segundo maior número de pais candidatos à adoção

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Essa notícia chegou até mim pelo grupo de emails criado pelo pessoal que fez o curso de pretendentes comigo no ano passado. Infelizmente eu desconheço a fonte, por isso não citei.

 

Hoje são cerca de 2.000 casais, 600 destes estão em Curitiba, onde 153 crianças aguardam para serem adotadas

Em 2011, dados do Cadastro de Adoções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontavam a existência de 7.949 crianças disponíveis para adoção no país, em contraposição a 30.378 candidatos a pais. Segundo informações do CNJ, o Paraná é o segundo estado brasileiro com maior número de pretendentes à adoção. Hoje são cerca de 2.000 casais, 600 destes estão em Curitiba, onde 153 crianças aguardam para serem adotadas.

A falta de planejamento familiar, o perfil dos casais em relação à idade e à raça das crianças colaboram para a dificuldade em zerar o número de crianças e adolescentes aptos a serem adotados. No entanto, candidatos a pais e especialistas sobre o tema afirmam que a morosidade do Poder Judiciário tem papel determinante na espera de ambos os lados – casais que querem adotar e crianças e adolescentes que desejam uma família.

O Grupo de Apoio à Adoção Recriar – Família e Adoção, ONG da capital paranaense que oferece orientação e apoio a casais candidatos a pais, realizou um levantamento que aponta uma demora de aproximadamente um ano para a habilitação dos casais interessados em adotar. Após a aprovação, são em média mais dois anos de espera para aqueles que desejam adotar grupos de irmãos; três anos para a adoção de uma criança acima de seis anos; e aproximadamente cinco anos para a adoção de um bebê de até um ano de idade.

“Neste tempo, muitas crianças vão perdendo gradativamente o ‘brilho dos olhos’ e amargando uma espera que não se concretiza de ter uma família, quer consanguínea ou não. Não há como mensurar as perdas na fase inicial da vida de um ser humano, principalmente diante de um quadro onde não há falta de pais habilitados nem impedimentos legais”, afirma Homero Cidade, parceiro da ONG Recriar e candidato a pai na fila de adoção.

O drama começa antes mesmo de ser cogitada a adoção legal. Em Curitiba, cerca de 1.300 crianças e adolescentes vivem em abrigos. Em todo o estado, são cerca de 4.500. Desde 2009, a Nova Lei de Adoção determina que os juízes das Varas da Infância e Juventude devem fazer relatórios semestrais sobre a situação de cada criança e adolescente abrigado e decidir dentro do prazo de dois anos se haverá retorno à família de origem, se um parente assume a responsabilidade de criação ou se a criança deve ser incluída no Cadastro Nacional de Adoções. São aproximadamente 1300 relatórios por semestre, além dos trabalhos rotineiros e complexos de uma Vara da Infância. O problema é que o Judiciário não possui estrutura e profissionais suficientes para atender a essa demanda de forma satisfatória. Em Curitiba, são apenas duas juízas, em duas Varas da Infância e Juventude.

Homero Cidade, engenheiro agrônomo, e Rebeca Cidade, bacharel em turismo, desejam adotar um grupo de irmãos. Candidatos a pais já habilitados à adoção, descobriram ao longo do processo que centenas de crianças crescem institucionalizadas enquanto pessoas como eles buscam constituir uma família. Em parceria com a Recriar – Família e Adoção, a outros candidatos a pais e também pessoas da comunidade, o casal decidiu encabeçar uma campanha pela criação de mais Varas da Infância e Juventude no Paraná e pela melhoria da infraestrutura das que já existem em Curitiba e em outras comarcas do estado.

O grupo recolheu, desde janeiro, cerca de 2.000 assinaturas de apoio à causa em um documento que foi entregue no dia 21 de março, ao presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), Desembargador Miguel Kfouri Neto.

“O ponto central que move estas diversas entidades e pessoas é o direito à convivência familiar e comunitária que foi sacramentado no Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990. Mas, acima do direito das crianças está a justiça para as crianças, que se encontram alijadas deste convívio familiar, que é fundamental”, afirma Homero. Em resposta, o desembargador afirmou que ainda em 2012, as Varas da Infância e Juventude do estado contarão com mais 75 servidores, sendo 60 deles analistas e 15 técnicos judiciários. Em três anos, devem ser mais 200 profissionais. “Ainda não é o ideal, mas já é significativo”, afirma o presidente do TJPR. Sobre a criação de mais uma vara em Curitiba, Miguel Kfouri Neto se comprometeu em estudar a proposta com a corregedoria do tribunal e seguir adiante com a ideia, se ela mostrar-se viável.

Participaram da audiência com o presidente do TJPR: o casal Homero e Receba Cidade; Luiz Antonio Mariano, advogado e também candidato a pai adotivo; Elza Dembinski, vive-presidente da ONG Recriar; e Ana Lucia Cavalcante, psicóloga da ONG Recriar. O parecer positivo animou os representantes e voluntários da ONG, que devem continuar os esforços para agilizar os processos de adoção e diminuir a angústia de crianças e adolescentes e candidatos a pais.

Coisas de criança

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Essa semana duas crianças, filhos de colegas meus de trabalho, visitaram a empresa. E olha que coincidência: os dois estavam com aqueles tênis que piscam uma luzinha quando eles pisam no chão! Acho que é moda agora entre os pimpolhos!

E daí fiquei cá com meus botões pensando em como é legal ser criança e poder usar certas coisas meio estapafúrdias sem se preocupar com nada. Imagina se eu, do alto dos meus 32 anos, resolvo sair por aí usando um tênis que pisca luzinhas coloridas quando eu ando!  No mínimo iam me chamar de ridícula maluca.

Mas criança pode, né. Outra coisa que eu acho o máximo é criança vestida de Batman, Homem Aranha ou de princesa na rua. É o máximo do desprendimento. Quando eu tiver meu filho vou andar com ele na rua vestido de super-herói! E vou amar!

Confissões

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Hoje em dia eu nem sei direito porque, mas durante muito tempo da minha vida eu tentei não ser “mulherzinha”. Tinha horror às “patricinhas” cheias de maquiagem e roupa com glitter cor de rosa. E mais, sempre procurei me afastar horrores das atividades consideradas de “mulherzinha”.

Então que eu fui uma adolescente esquisitona (como se todos nós não ficassemos meio esquisitos nessa fase da vida…), ouvia rock pesado, andava toda de preto, camiseta de bandas como Metallica e Iron Maiden e tinha sérios problemas de auto estima. Me achava feia, magrela e sem graça. Também, né gente, com o visual que eu tinha, sinceramente… Eu gostava de me enfeiar! Não curtia meu cabelo cacheado, queria ser lisa e loira como todas as meninas lindas da escola, eu confesso que eu era muito desconfortável com o meu exterior. E eu não sei se com vocês foi assim, mas na minha família, apesar de estar rodeada de mulheres, eu não tive muito apoio para enfrentar essa fase maluca de guerra contra o espelho.

Um exemplo de como poucas palavras fazem milagre é que eu passei a gostar do meus cachos assumidamente no dia em que um amigo me disse que o meu cabelo era parecido com o da Marisa Monte. E nessa época eu amava de paixão a Marisa Monte, era super fã. Uma atitude tão boba mudou pra sempre a forma como eu me via. Faltou na minha fase crítica de adolescente alguém que me dissesse que eu não era feia, que me mostrasse como usar maquiagem, como usar roupas que favorecessem meu corpo… Coisas que aprendi sozinha, observando as amigas mais velhas.

Com o passar dos anos, e olha que foi preciso muitos anos passarem para que eu mudasse minha visão, percebi que é legal ser “mulherzinha”, que vaidade faz bem e cuidar do corpo é tão importante quanto cuidar da alma. Lógico que tudo tem um limite, nunca fui do tipo que persegue ideais de beleza e magreza a qualquer custo.

E de uns tempos pra cá comecei a gostar de atividades mais femininas, comecei a me empolgar e arriscar mais na cozinha, comecei a curtir muito artesanato e decoração, se eu tivesse dinheiro deixava a minha casa com muito estilo! E agora tudo o que eu mais quero é ter uma máquina de costura! Era tão legal ter uma mãe que sabia costurar!  Não que eu pretenda sair por aí dando uma de estilista, mas é um saco ter que pagar para fazer uma barra de uma calça ou um ajustezinho num vestido! E eu bem que consigo me virar com essas coisas. E vocês? São do tipo “mulherzinha” ?

Filmes

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Eu sei que filmes não contam para o desafio literário, mas vi alguns filmes nos últimos dias e queria falar sobre eles, tá.

A invenção de Hugo Cabret

Filme do Scorcese, parece que tem a versão 3D também, mas eu só descobri isso depois que assisti a versão normal. Filme fofo, efeitos especiais legaizinhos, mas não posso dizer que foi um dos melhores filmes que eu já vi ever. É a história de um menino que é filho de um relojoeiro que encontra uma espécie de robô. Os dois tentam consertar o boneco que funciona com engrenagens parecidas com as dos relógio quando o pai morre de repente. O menino vai morar com um tio que mora na estação de trem de Paris e é responsável por manter os relógios da estação funcionando. Como ele mesmo diz, ele vive “entre as paredes” da estação e vive de pequenos furtos enquanto tenta consertar o boneco que é a única ligação que sobrou entre ele e o falecido pai. Tenho que confessar que chorei um tanto com aquele menino lindo, com olhos azuis enormes, que ficou órfão e morava na estação de trem em Paris. Impossível não pensar que ele não merecia viver daquele jeito e que merecia ser adotado por uma família de verdade!

Faça-me feliz

Filme francês, minha gente! Humor francês não é lá essas coisas… Mas o filme até que é bacana. Conta a história de um homem que só quer passar um tempo agradável com a namorada cheia de frescura que ele tem. E daí que enquanto ele tenta desesperadamente fazer amor com ela num sábado pela manhã, ele acaba contando pra ela uma história que um amigo de um amigo contou para ele. Trata-se de uma estratégia que esse outro cara criou para pegar a mulherada. Ele escreve um bilhete convidando a moça para se encontrar com ele dali alguns minutos e a única promessa existente é que eles devem aproveitar ao máximo aqueles momentos e nunca mais se verem novamente. E a mulherada realmente fica tentada com o convite e o cara pega geral. O personagem principal resolve tentar para ver se a técnica funciona e acaba entrando numa grande roubada com a filha do presidente da França!  Filme simpático.

Muita calma nessa hora

Filme brasileiro, roteiro do Bruno Mazzeo. Parecem várias esquetes coladas com uma história fraquinha. Muitos globais e comediantes no mesmo lugar. Algumas cenas são hilárias, mas no geral não consigo esquecer da Gianne Albertoni tentando atuar. Mas vale pelo clima praia, amigas unidas na tristeza e na alegria, etc, etc, etc.

Água para elefantes

Robert Pattinson fora da pele do vampiro Edward! Thanks God! E não é que o rapaz sabe fazer outra coisa além de morder pescoços e fazer aquela carinha blasé? Esse filme eu recomendo! Jacob é um estudante de veterinária que está na sala de aula fazendo o último exame antes de pegar o diploma quando recebe a notícia de que seus pais morreram num acidente de carro. Não bastasse a perda dos pais, os únicos parentes que ele possui, o rapaz descobre que não tem mais nem a casa pra morar, pois o pai tinha hipotecado tudo para pagar os estudos dele na faculdade. Sem eira, nem beira ele acaba pegando carona clandestina num trem que é de um circo e passa a trabalhar como cuidador dos animais. Pausa para essa pessoa aqui se debulhar em lágrimas ao saber que o leão teve os dentes arrancados, que os cavalos eram obrigados a se apresentar quase até a morte e que uma elefanta era castigada durante o seu treinamento. Pior é saber que durante muitos e muitos anos essa era a realidade dos circos em todo o planeta. Dózinha do leão, gente!! Daí tem romancezinho entre o ex-vampiro com a esposa do dono do circo e o sentimento que ele tem pelos animais. Assistam.

 

Saudades

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Hoje se completam 9 dias que marido está de férias viajando. E eu estou sentindo uma saudade tão grande…

Quando nós nos conhecemos, ambos vinhamos de relacionamentos complicados, cheios de ciúmes, sem compreensão, sem companheirismo. Uma das primeiras regras estabelecidas no nosso “contrato pessoal e intransferível” de casório é que nós não deixaríamos de ser dois, ou seja, era importante manter a nossa individualidade. É saudável ficar um pouco longe, ter atividades que cada um faz sozinho, o futebolzinho da semana só pra ele, o  boteco com as amigas só pra mim. Não me imagino vivendo de outra forma, construímos o nosso relacionamento sobre essa verdade e temos sido felizes assim.

E durante muito tempo não conseguimos bater as agendas das férias, outra coisa que não é assim uma coisa tão necessária para nós dois. Inclusive acho até gostoso ficar um pouco sozinha com os meus gatos e meus pensamentos, mudar a rotina, fugir do cotidiano. Teve um ano que a coisa foi até um pouco além, a coisa estava meio desgastada, a rotina consumindo comigo e com os meus sentimentos. Foi imperativo dar um tempo de 15 dias para renovar o nosso astral e o nosso romance. Quem nunca passou por um momento assim no casamento que atire a primeira pedra.

Mas dessa vez estou sentindo tudo diferente… Estou incomodada, não estou vendo muito sentido nas coisas do dia a dia, tá faltando alguma coisa. E fiquei surpresa com isso, pois desde o início sempre lidei muito bem com o afastamento do escolhido marido e dessa vez a coisa não tá fluindo não. É como se alguma coisa estivesse sempre faltando… Quando penso em sair, me dá uma sensação vazia de querer que ele estivesse comigo para fazer o que fazemos sempre, tomar café na padaria, sempre correndo, antes de ir pro trabalho,  resolver jantar fora e ficar um tempão discutindo em que lugar a gente vai pra terminar sempre no mesmo lugar: churrascaria.

Ter mais alguém que acha graça de tudo o que esses bichanos fazem, ver os programas toscos de TV juntos torcendo para alguém ficar no American Idol ou alguém sair do Top Chef…

Enfim, tô com uma saudade imensa do meu bichinho. Amore, volta logo!

O meu sobrinho

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O Guilherme foi a primeira criança que eu tive contato mais próximo nessa vida. Quando ele nasceu, eu tinha uns 13 anos e ele foi o primeiro neto, o primeiro sobrinho, o primeiro tudo. Minha irmã teve uma gravidez complicada, não tinha planejado engravidar tão cedo, mais ou menos 1 mês depois do casamento, imaginem! Ela mal teve tempo para se habituar e curtir a vida de casada e já estava grávida!

Ele nasceu miúdo, no dia 25 de janeiro, aniversário da cidade de São Paulo, numa maternidade na Avenida Paulista. Mais paulistano impossível! Tão cabeludinho, tão cheiroso… Me lembro de ter ido visitá-los na maternidade e quando eu o segurei no colo, pensei que eu ia amar demais aquele bebê. E olha que eu era uma adolescente chatíssima, não tinha nenhuma afinidade com crianças!

Ele foi uma criança fofa, inteligente, meigo demais, sempre grudado na gente, abraçando, beijando, agarrando… Minha irmã tinha uma preocupação enorme com a criação dele, ela queria que ele fosse um homem preparado para o mundo, com opiniões formadas, um bom profissional, bom amigo, o melhor que ela pudesse fazer.  Quando ele tinha uns 14 anos, foi diagnosticado com DDA (déficit de atenção) e ela travou uma batalha enorme com escolas, psicopedagogas, neurologistas…

A minha relação com ele sempre foi especial. Como eu sou a tia mais nova, eu estava sempre disponível para ajudar com a lição de casa, trabalhos da escola, levar ao cinema e a forma que eu encontrei de estar sempre perto dele foi falar a língua dele. E ele confiava em mim, me contava histórias, o que aprontava por aí… Coisas que ele não contaria para a mãe dele. Graças a Deus!

Hoje ele é um homem feito com 19 anos, estuda Gastronomia na faculdade, mora sozinho lá em Buenos Aires. Mas quando ele era pequeno, minha irmã dizia que se alguma coisa acontecesse com ela, era pra eu cuidar dele. Que responsa, né? Ela achava que eu seria capaz de educá-lo da mesma maneira que ela pretendia. O dia que o meu coração se derreteu foi quando ele me disse que eu era uma segunda mãe pra ele. Eu quase chorei na frente desse menino lindo!

E ele é lindo, viu. Não é porque é meu sobrinho, não.

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