Essa semana fui deixar o nosso bom e já calejado carango para a revisão de 30 mil km. Como eu andava bem insatisfeita com o atendimento da concessionária onde eu costumava fazer esse tipo de serviço, agendei com uma outra, mais próxima do centro da cidade. Feitos os primeiros procedimentos, sentei na frente da mocinha para pegar o orçamento e quando ela me mostrou a tabela com as opções de pacotes, eu quase infartei. Gente, 700 dinheiros o pacote mais basicão!! Engoli em seco e mandei fazer o básico mesmo, sendo que eu ainda perguntei se esse básico incluía verificação dos freios.
Eis que estou no shopping, na maior muvuca dentro de uma loja cheia de promoções de fim de ano, quando a moça da Super Fiat me liga para dizer que será preciso trocar as pastilhas de freio e ia me custar mais uns 100 e tantos dinheiros. Aí eu enlouqueci de vez, falei uma meia dúzia de barbaridades pra ela, perguntei se ainda podia tirar meu carro de lá e diante dos olhares assustados das vendedoras, falei pra ela ligar pro marido que ele ia resolver a parada.
Ah, galera, numa boua, tem certas coisas que eu insisto em fazer, mas que é trabalho de homem. Levar carro pra arrumar é uma delas. Primeiro porque ele tem um poder de argumentação muito maior que o meu. Se um mecânico me diz que tem que trocar a repimboca da parafuseta, pois pode dar problema no futuro, só me resta dizer “ok, então troca”. Agora com o marido isso não existe, ele pede até pro cara mostrar onde é que está o problema pra ele ter certeza de que realmente é preciso trocar. E nenhum mecânico faz cara de engraçadinho com ele, só comigo. E depois, não existe melhor negociador nessa família do que o marido! O conserto final ficaria em mais de R$ 900 e depois de uma boa conversa, ficou em R$ 755.
Fiat, vocês são movidos pela paixão ao meu suado dinheirinho.
