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Não é segredo pra ninguém que já faz um tempo que eu ando em crise profissional (e financeira). Já fiz muito mimimi aqui no blog falando sobre a minha falta de capacidade de conseguir um emprego decente e tudo o que eu espero da minha vida profissional pós 30 anos. Eis que, depois de algumas promessas não cumpridas no meu atual trabalho, resolvi voltar a olhar para o mercado. Mas, como eu não estou desempregada, posso olhar as oportunidades com calma, ser seletiva e procurar uma oportunidade que realmente valha a pena. Outra coisa que me encorajou a fazer isso é o fato de ter desistido de engravidar, portanto não preciso mais me preocupar com esse detalhe na hora de pensar em mudar de emprego.

E algumas coisas começaram a acontecer! Tive duas conversas interessantes hoje e que me deixaram animada. O curioso é que eu mudei e muito a minha atitude com relação a isso. Confesso que acho um saco procurar emprego… Todo o ritual que se cria em torno disso, os estereótipos chatos sobre como se portar, o que responder, seja positiva, não fale isso, não fale aquilo, a famigerada dinâmica de grupo. Isso tudo me cansa. Principalmente porque eu sempre segui todas as malditas regras e nunca consegui o emprego dos meus sonhos. Então eu decidi que estou de saco cheio delas e que o melhor é ser sincera, ser fiel ao que eu espero da vida, não florear demais as minhas qualidades e valorizar o meu passe naquilo que eu sei fazer bem. De agora em diante vai ser assim. E vai ser desse jeito porque eu estou de saco cheio de representar, se a empresa me quiser, ok, se não me quiser, tem quem queira, meu bem. E tenho dito!

 

O mundo é redondinho…

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Semana passada recebi uma notícia sobre uma pessoa. E só agora eu lembrei de falar disso aqui no blog… Justo aqui nesse blog que nasceu justamente por causa de algo que essa pessoa fez comigo. Há exatos 1 ano e meio atrás eu ficava desempregada e quem me demitiu foi um cara que eu considerava parceiro, tinha sido meu colega de trabalho, me convidou pro casamento dele, etc, etc, etc. Eu perdi bastante com essa situação, afinal fiquei sem emprego e quase surtei, mas esse cara perdeu muito mais. Perdeu o respeito das pessoas que o cercavam, mostrou que não tinha hombridade, nem presença de espírito e muito menos coragem de ser um líder de verdade. O profissional que ele mostrou ali, é o que ele será em qualquer lugar onde ele venha a trabalhar. E na semana passada eu soube que ele foi demitido daquela mesma empresa. Num primeiro momento eu admito que gostei de saber disso, achei bom saber que ele passou pela mesma situação que eu. Hoje olho em minha volta e vejo que não existe mais lugar pra pensar nele, no que me aconteceu e no rancor que eu sentia tão profundamente. Como eu já sabia que ia acontecer, o tempo se encarregou de acalmar o meu coração. Graças a Deus.

E vc vê só…

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Quando eu trabalhei naquela empresa, a “inominável”, aquela que não se pode dizer o nome sob risco de uma maldade imensa acontecer na minha vida, fiz muitos amigos. Eu tinha uma equipe show de bola! Gente comprometida, talentosa e acima de tudo, divertida pra cacete.

Depois que fui convidada a me retirar do recinto profissional em questão, soube que cada teve uma sorte diferente. E essa semana eu retomei contato com uma das meninas daquela época. Ela teve uma gravidez tubária, passou semanas complicadas em repouso até que conseguiram interromper o crescimento do embrião. Que dózinha! Agora ela está afastada do trabalho por motivo de saúde, “pelo INSS” como dizem no jargão profissional e pelo que tudo indica, quando voltar vai ser dispensada assim como eu.

Qualquer semelhança NÃO é mera coincidência.

 

1 ano

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Hoje faz exatamente um ano que eu fui mandada embora daquela empresa cujo nome não vou citar e que minha vida virou de cabeça para baixo.

Muita água já rolou embaixo dessa ponte, mas algumas mágoas ainda permanecem. O tempo já curou muitas feridas, mas vai ser preciso um pouco mais desse remédio para que eu não pense mais sobre isso. E eu sei que esse dia vai chegar.

Considerações sobre a vida profissional

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As coisas no trabalho estão caminhando bem, a saída da assistente acabou me beneficiando. Ela é uma pessoa ótima, muito querida, mas como ela tinha mais tempo que eu de empresa, eu tive a impressão de que os papéis acabaram se invertendo. No dia a dia parecia que ela era a coordenadora e eu era a assistente! Depois que ela saiu, eu fui obrigada a ficar por dentro de tudo e partir disso a chefe se aproximou de mim, acho que ela se viu obrigada a me dar mais suporte. Aquela desconfiança que eu tinha de que ela não ia muito com a minha cara e que não estava gostando do meu trabalho ficou pra trás. Eu já me sinto muito mais confiante hoje.

E com relação ao trabalho em si, estou dando conta. É bastante coisa pra fazer, tem dias que fico que nem louca correndo de um lado pra outro, tenho vindo trabalhar todo sábado desde que a assistente foi embora, mas por outro lado é bom não ter rotina. Por um lado eu estou me sentindo feliz com o que faço, gosto muito do ambiente de trabalho, das minhas responsabilidades, acho até que posso fazer mais, mas ainda tenho que lidar com alguns comentários que me chateiam. Tem gente que vem me perguntar “mas com inglês, curso superior e pós e você não conseguiu coisa melhor?” Não consigo evitar o sentimento de fracasso. E como explicar uma coisa que até pra mim não tem explicação? Como falar que apesar de todo o meu background, a minha experiência profissional, etc, eu não consegui um emprego melhor do que esse?

Outro dia uma das meninas de vendas me disse q vai fazer o vestibular pra Marketing e eu comentei que era a minha área de formação. Daí ela perguntou: “e você nunca tentou trabalhar nessa área?” Tive vontade de rir. Sabe quando passa um filminho na sua cabeça? Nessas horas é como se baixasse uma nuvem negra em mim, começo a ter pensamentos negativos, a me sentir fracassada… Tento me lembrar das coisas boas, tento pensar que felizmente tenho apoio de muitas pessoas e que talvez Deus tenha planos diferentes pra mim do que aqueles que eu tracei lá no passado e então essa sensação ruim passa.

Sabe como é o ambiente corporativo, sempre que tem uma rodinha de funcionários no café ou no almoço alguém começa a reclamar da vida. Eu tento me afastar nesses momentos, ou quando não consigo sair da conversa, tento dar o mínimo da minha opinião porque se a conversa continua, alguém sempre vai vir com a pergunta: mas o que é que vc está fazendo aqui com o currículo que vc tem? E eu não tenho resposta para essa pergunta. A primeira coisa que me vem à cabeça é a verdade: porque foi a empresa que me deu uma oportunidade depois de 5 meses desempregada. E aí é inevitável aquele olhar desconfiado, acho que as pessoas ficam pensando que deve ter algo errado comigo, sei lá.

Mas estou tentando não me deixar levar por essas coisas. A todo momento eu penso em tudo o que me aconteceu e que isso acontece com muita gente no mundo. A gente leva uma rasteira e é obrigado a recomeçar da forma que é possível. Eu estou recomeçando e graças a Deus não tenho do que reclamar. Podia ser pior. Acho que seria pior se eu tivesse me entregado aos problemas, se tivesse sido cabeça dura e continuasse procurando o emprego perfeito. Isso é uma coisa da qual me orgulhar, eu ergui a cabeça e procurei todos os caminhos possíveis para me reerguer.

Vaga de assistente

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Pessoal, a assistente de coordenação lá da empresa que eu trabalho deu no pé na semana passada. Ela era ótima, querida, uma pessoa incrível e recebeu uma proposta de emprego muito melhor. Desejo pra ela toda sorte do mundo!

Agora preciso achar alguém pra dividir a coordenação comigo! E urgente! Preciso de alguém que tenha um bom conhecimento de inglês, pelo menos um nível avançado, que tenha alguma experiência em atendimento, organização e tarefas administrativas e que possa trabalhar das 12h30 às 21h durante a semana e de manhã aos sábados.

Se alguém se interessar… fala comigo.

O vil metal

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Essa semana eu coloquei um assunto interessante em discussão na minha turma de inglês. A frase era a seguinte: “Existem pessoas que perdem a saúde para ganhar dinheiro e depois gastam todo o dinheiro que possuem para recuperar a saúde”.

A maioria dos alunos concordou com essa afirmação. Mas num determinado momento tivemos um impasse entre duas meninas. Uma delas, religiosa, disse que se preocupava mais com a sua saúde do que com dinheiro. A outra, com pinta de quem está batalhando profissionalmente, disse que é preciso ter objetivos e que os demais tinham uma visão muito romântica da vida.

Quer saber o que eu acho? Compreendo os dois pontos de vista perfeitamente. Tenho uma tendência a cair mais para o lado da segunda garota. Para mim é importante vencer na vida e conquistar algum conforto que só o dinheiro pode dar. E ninguém ganha dinheiro ou vence profissionalmente sem algum esforço e sem abrir mão, às vezes, do convívio com a família, do lazer e do ócio que todos merecemos. Porém, concordo que é preciso colocar limites nas suas empreitadas.

Eu passei um ano da minha vida ligada em 220w, chegava no escritório às 8h30 e ia embora às 20h todos os dias. Levava trabalho para casa que eu fazia depois do jantar, no laptop, deitada na cama. No fim de semana eu fazia relatórios, analisava peças de divulgação, elaborava briefings. Meu celular corporativo tocava às 21h durante a semana e no sábado também. Foi um período muito rico profissionalmente falando, eu me sentia um ser pensante, viva, produtiva e aprendi coisas que vou levar para sempre dentro de mim. Financeiramente, a coisa não era satisfatória. E a falta de dinheiro aliada ao estresse, me fez partir para outros desafios.

Em seguida, caí de paraquedas numa empresa extremamente formal, quadrada, onde eu fui barrada na portaria quando tentei entrar antes das 8h30. E no dia que eu precisei ficar até as 19h, o segurança quase me expulsou. Todo mundo tinha que sair para almoçar ao meio-dia e uma colega de trabalho daquela época parava na frente da minha mesa, todos os dias, pontualmente às 11h57 para me convidar para almoçar.

Ou seja, eu provei os dois extremos do cotidiano profissional. Confesso que prefiro o primeiro ambiente. Mas hoje, depois de ter passado por essas peças que a vida me pregou, estou num emprego que está me satisfazendo muito e não é pelo dinheiro. Acho que a situação em que eu estava me fez aceitar uma proposta que em outro momento eu nem sequer consideraria. E estou descobrindo uma satisfação tão grande no que estou fazendo que isso até me surpreende. E caiu uma ficha em mim de que provavelmente a minha busca incessante pelo sucesso, pelo dinheiro e pelas coisas que ele pode comprar só me trouxe infelicidade.

Quando as pessoas diziam que o importante no trabalho é gostar mais do que você faz do que do dinheiro que você ganha, eu costumava desdenhar e sempre pensava que era muito fácil dizer isso quando não se tem real necessidade  financeira. Quer saber, caí do cavalo. Eu continuo tendo necessidade financeira, mas me sinto muito mais satisfeita hoje.

O que você faz?

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Marido voltou ontem! Assim de surpresa! Adorei.

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O que você faz quando a pessoa cheia de boa vontade resolve te ensinar como gravar um CD ou DVD e age como se você nunca tivesse visto esse tipo de tecnologia avançadíssima na vida?

E quando a pessoa se assusta com algo que você faz no excel porque ela pensava que você ia “estragar” a planilha e na verdade você só queria facilitar as coisas?

E quando você percebe que a pessoa não sabe usar nenhum atalho do teclado e para copiar e colar qualquer informação, ela clica com o botão direito do mouse o tempo todo?

Eu suspiro.

Meu novo emprego

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Ontem foi o meu primeiro dia no novo emprego. Primeiro dia é sempre meio traumático, meio confuso, uma etapa a se vencer realmente. Vocês se lembram dos seus primeiros dias? O primeiro dia na escola? O primeiro dia de namoro? O primeiro dia num emprego novo? O primeiro dia na faculdade ou no curso de inglês? É sempre esquisito, todo mundo te olha com curiosidade, ninguém está acostumado a te ver por ali. Ontem umas 3 pessoas vieram me perguntar se eu estava esperando alguém… E eu sorria e falava: eu comecei hoje, estou esperando a fulana de tal…

*

Prós do meu novo emprego:

- é perto de casa

- tem cozinha

- estacionamento coberto de graça

- horários flexíveis

- estou em contato com a língua inglesa o tempo todo

- oportunidade de fazer algo novo

- terei um computador com um monitor maior do que qualquer um que eu já trabalhei (mesmo quando era gerente)

- eu não sou obrigada a sair para almoçar ao meio-dia

Contras do meu novo emprego:

- não tenho nenhum benefício, nem vale refeição

- o salário não é dos melhores

- a região é cara para almoçar

- terei que trabalhar aos sábados

- ar condicionado ligado no talo e vias respiratórias em frangalhos

Rapidinhas

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Começa a campanha para vacinação da gripe A. Quem tem entre 40 e 50 anos que se foda, é isso? Ou foi só impressão minha?

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Ontem fui comemorar o aniversário do Perninha com a galera num boteco/pastelaria famoso aqui em Curitiba por ter o maior e melhor pastel da cidade. Show de bola! Ainda bem que começou cedo porque lá pelas tantas comecei a virar abóbora. Game over pra mim. Vim pra casa dormir.

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Hoje acordei perto das 6 da manhã pra dar aulas na escola de inglês. Ninguém merece, eu sei. Mas como ando meio mercenária, aceitei mais uma dose dupla de reposição. Din-din entrando no bolso.

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Recebi o retorno daquela vaga que eu fiquei super a fim. Dei com os burros n´água só pra variar. Cara, tá vendo agora porque eu aceitei o emprego duvidoso? Segunda-feira tamos aí, moçada, pegando no batente sem dó nem piedade.

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Acredita que tenho prova de concurso amanhã? A prova que eu fiz em janeiro continha erros na parte de matemática e fomos todos convocados para fazer de novo. E eu só soube disso essa semana, ou seja, não estudei nada. Nem sei o que vou fazer lá.

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Por que a internet é a melhor invenção da humanidade? Porque eu entrei no site do Ministério do Trabalho para tentar achar alguma informação sobre o meu seguro-desemprego e pude verificar que ele não foi confiscado! Ele estará disponível somente na 2a feira. Thanks God.

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