Recado para vocês

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Esse blog nasceu há quase 3 anos atrás num momento difícil que eu estava passando. Uma época em que eu não tinha gatos, uma época em que eu ainda digeria e tentava entender a infertilidade. Esse assunto em comum fez com que outras meninas que passavam pela mesma dificuldade interagissem comigo pela internet para trocar experiências e angústias.

Dessas meninas que dividiam angústias sobre a incapacidade de engravidar, uma hoje se prepara para ter o seu tão sonhado bebê (Marina, seja bem-vinda a esse mundo louco!) e outras continuam arrumando maneiras de enfrentar essa realidade dura. Quando comecei a trilhar os caminhos da adoção, outras meninas fofas e queridas vieram parar aqui trocando experiências e angústias sobre entrevistas com psicólogas, documentos e estatísticas sobre adoção.

Viu como as coisas mudam? Viu como viver é uma grande aventura? Viu como cada dia trás uma experiência nova para nossas vidas?  Hoje, domingo de Páscoa, tá uma baita chuva aqui na minha cidade e quero falar para as minhas queridas amigas virtuais Vivi e Camila, Paty, Déborah, Dalila e Ane. Cada uma de nós está numa parte do caminho, umas no comecinho da estrada ainda indecisa se deve trilhá-la ou não, outras já cansadas desse caminho difícil e de pedras e outras quase concluindo o processo e atingindo o objetivo que possuímos em comum.

Independente de que parte do caminho estamos, a nossa vida deve ser vivida hoje e agora. Nessa caminhada em busca da maternidade, em muitos momentos nos esquecemos de que somos mais do que isso. Somos mulheres batalhadoras, amigas, tias, irmãs, filhas, esposas. Somos muitas em uma só. E temos muito cinema pra ir, muitos livros pra ler (nem me falem em desafio nessa hora, hein!), muitos amigos para abraçar, cervejinha pra tomar de bar em bar, festinha pra festejar… Porque depois que as nossas crias chegarem (de uma maneira ou de outra), tudo nas nossas vidas vai mudar. Então, bora aproveitar essa “solteirice” de criança que ainda existe! Vamos acordar tarde, tomar café na hora do almoço, jantar pizza ou lasanha congelada, deixar os bichos de estimação dominar a casa enquanto tudo isso é permitido! E sem sofrimentos demasiados, sem angústias profundas, vamos viver um dia de cada vez.

É o meu convite para vocês, amadas. Feliz Páscoa!

Gente atrasada

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Gente, desculpa aí se eu vou pisar no calo de alguém, mas eu DE-TES-TO gente atrasada. Assim, de verdade verdadeira mesmo. Eu detesto. Eu super me preocupo com o bem-estar alheio e quando eu marco alguma coisa eu me esforço deveras para chegar no horário marcado. E fico fula da vida quando me deixam esperando mais que 10 minutos. Porque 10 minutinhos tudo bem, né. Até vai.

E só pra complicar mais minha vidinha, Deus colocou em meu caminho um bando de gente enrolada e que se atrasa pra caramba. Minha irmã mais velha é atrasada, meu marido é atrasado, minha irmã do meio é mega-hiper-ultra bláster atrasada. Minha assistente no trabalho é atrasada.

Com o marido eu já tive crises e pitis homéricos por causa da falta de preocupação dele em me deixar 30, 40 ou 45 minutos esperando dentro do carro até ele resolver sair do trabalho. Com a minha irmã mais velha eu aprendi a tomar o controle da situação, eu pego ela pela mão e saio arrastando mesmo, vou juntando bolsa, maquiagem, faço ela comer enquanto anda, mas se eu tiver que esperar por ela, aí não tem muito jeito. Com a irmã do meio eu aprendi a pedir que ela chegue às 9h30 se o compromisso for às 10h. Tem funcionado.

Mas o pior de tudo é o que eu escutei essa semana. Avisei minha assistente que ela vai precisar chegar mais cedo na próxima semana por causa de um aluno. Atenção ao diálogo:

- Fulana, não esquece que 3a feira que vem tem que chegar às 8h30.

- Ah, então eu vou colocar meu despertador pra tocar mais cedo e vou me programar pra chegar aqui às 8h.

- Mas não precisa chegar às 8h, é muito cedo. Se vc chegar às 8h20 já tá bom.

- Ah, mas do jeito que eu sou é melhor eu pensar que tenho que chegar às 8h.

Galera, eu juro que não entendo isso. Como que a própria pessoa se auto “engana” para chegar no horário? Desculpa, isso não é ter a cabeça fresca, isso é sacanagem mesmo. É não ter o mínimo de preocupação com os outros. Sei lá! Fico bege com bolinhas roxas.

 

Mal humor

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Caras, eu sou mal humorada mesmo… Tava lendo agorinha na internet um texto que dizia: “tem coisa pior que gente mal humorada?” e eu, na mesma hora, pensei: tem, sim! Gente que está sempre de bom humor.

*

Aquele pessoa que vive reparando em mim atacou de novo hoje. Diálogo:

- Lene…

… (eu fingindo que não era comigo)…

- Lene…

- Hum, oi?

- Será que esse colarzinho que você está usando está te dando alergia? É que está bem vermelhinho aí no seu pescoço…

- Não, fulana… Não está me dando alergia. (baixei a cabeça de novo para o computador e o silêncio reinou na sala)

Gente, pelo amor de Deus alguém me abana! A mulher teve a capacidade de não reparar que eu tinha pintado o cabelo e, quando finalmente percebeu, perguntou se eu tinha pintado de “marrom”! E agora vem com essa de “alergia do colarzinho” ?  Eu com a cabeça toda empipocada de alergia da tintura e ela pergunta se o colarzinho está me dando alergia??? Vê se me erra!!!

Quem concorda comigo põe a mão aqui!!!!

*

Pelo menos uma coisa me deixou feliz, ninguém percebeu que meu couro cabeludo está em frangalhos. Obrigada, meu Deus.

Coisa de ônibus

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Às segundas-feiras eu ando de ônibus, pois marido vai jogar futebol e eu volto pra casa de coletivo. Não, eu não gosto e sim, eu reclamo. Adoro a comodidade que o meu carrinho proporciona, principalmente na hora de voltar pra casa. Mas eu confesso que andar de ônibus é sempre uma experiência única.

Diálogo 1

Senhor e senhora atrás de mim, todos nós em pé naquele embalo do ônibus. O senhorzinho começa a contar histórias da cidade onde ele nasceu e a senhorinha firme e forte prestando atenção. Enfim ela pergunta de onde ele é.

Homem: – São Luis do Purunã.

Mulher: – São Luis do Purunã?

Homem: – É! São Luis do Purunã.

Mulher: – São Luis do Purunã? (ênfase em Purunã – como se não estivesse acreditando no que ouviu)

Ele confirma e continua a contar suas histórias e eu abstraio um pouco olhando pela janela. Lá pelas tantas escuto de novo o diálogo

Mulher – Você disse São Luis do Purunã? Não é São Luis do Paraná?

Eu juro que não consegui me conter e cheguei a olhar pra trás com vontade de gritar ” PQP é São Luis do Purunã, cacete!” Mas quando me virei e dei de cara com os dois surpresos me olhando, fiquei envergonhada.

Diálogo 2

Mulher entra no ônibus com duas crianças. Eu, como sempre, estou em pé. Atrás de mim tem um banco preferencial bem do lado da porta que deve ser usada para descer do busão. A mulher passa a catraca com filha pequena, filha maior e mochilas por todos os lados, para bem na frente do moço que tá sentado no banco preferencial e diz “Dá licença?” Ela foi tão enfática que eu até olhei pra trás a tempo de ver o rapaz levantar correndo. Até aí,ok. Banco preferencial é banco preferencial, certo. Eu não sei se eu teria esse desprendimento de mandar a pessoa levantar pra eu sentar, mas ela estava certa em exigir seu direito. Mulher senta com filha menor no colo e a filha maior, que devia ter uns 8 ou 10 anos, fica em pé bem na frente da porta de descida. Logo mais escuto o seguinte diálogo

Mãe – Senhora, ela está apertada aqui e a senhora está empurrando ela!

(Pausa. Momento em que eu e mais uma porção de gente olha em volta pra entender o que está acontecendo.

Moça – Me desculpa. Mas ela poderia ter falado pra mim que estava ruim.

Mãe  – Mas eu estou falando!

A moça então pergunta se a menina, pivô do desentendimento não prefere ficar mais no canto do que ali na porta, assim ninguém ia ficar empurrando ela e gentilmente pegou a pirralha criança pela mão e a conduziu para outro lugar. Enquanto mãe e a moça pediam desculpas uma à outra num tom meio de desaprovação.

Sinceramente, gente… Fiquei passada com essa cena. Não sei se estou certa ou errada, mas achei um desaforo a mãe da criança falar daquele jeito. Ônibus é ônibus, a gente se esbarra, leva cotovelada, pisão no pé e pronto, oras. Vai reclamar pra quem? Só se for pro papa. Agora a criaturinha fica bem na frente da porta e não quer que ninguém rele na filha dela? Se fosse comigo eu ia dizer “Saia daí, minha filha, venha mais pra cá, mais perto de mim, assim você fica melhor. Vai ;andar de ônibus em Sampa, vai pra saber o que é bom.

Gente…

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Se tem uma coisa que me irrita bastante são aquelas pessoas que prestam atenção demais em você, sabe como? Eu aposto que todo mundo conhece alguém assim. Sabe aquela pessoa que conversa com você e ao mesmo tempo vai passando os olhos por todo o seu corpo, dos pés a cabeça, e diz:

“Ai, tem um pelinho aqui na sua blusa, deixa eu tirar” – e vem com aquela mão cheia de dedos tirar um dos milhares de pelos de gato que eu carrego nos meus suéters.

“Você está com um vermelhinho aqui no seu pescoço, o que foi? Você coçou?” -  e me faz sair correndo pra frente de um espelho.

“O que foi isso aqui no seu rosto? Será que foi mosquito?”

Eu O-D-E-I-O esse tipo de coisa! E trabalho com um ser que faz isso o tempo todo. Sou muito, muito branca e é muito comum eu dar uma coçacinha em qualquer lugar e ficar vermelho, mas em pouco tempo desaparece. Além disso, qualquer picadinha de qualquer bichinho costuma deixar uma marca, uma bolinha, coisa que também desaparece sozinho, graças a Deus não sou alérgica a quase nada. Então é muito chato quando alguém fica dizendo que tem uma pereba no meu rosto!!! Ou que tem um pelinho na minha roupa!! Cá pra nós, se fosse só um pelinho eu tava louca de feliz, apesar de todos os meus esforços eu não consigo sair de casa sem uma porção de pelos de gato nas minhas roupas desde que adotei os dois bichanos. Se vocês tiverem alguma dica que não seja levar na lavanderia, eu agradeço. Ah e antes que eu me esqueça, geralmente quem faz isso é sempre uma mulher…

Se não for alguém que é muito amiga sua, eu acho tão deselegante fazer essas coisas! Comentar da roupa, do botão que tá solto, da etiqueta que está a mostra, do “vermelhinho” no rosto. Se não for uma coisa bem emergencial, como por exemplo, zíper aberto, calça rasgada ou partes que não deveriam estar à mostra, eu nunca comento. Coisa feia, viu!

 

Mais uma pra descontrair

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Hoje fui bater perna pelo centro da cidade enquanto a diarista limpava minha casa. Acho uó ficar em casa durante a faxina. Não sei se eu tenho problemas, mas fico constrangida de ficar lá paradona enquanto a pessoa pega no pesado. Sei lá, acho que não nasci pra ser dondoca. Me dá um peso na consciência… mesmo sabendo que estou pagando para ter o serviço feito.

Bom, passei numa galeria para mandar gravar uma plaquinha com o nome de um dos gatos e meu telefone. A Jogita já tem a dela, faltava o Bozó ganhar sua identificação. Parei no primeiro quiosque e tinha uma senhorinha de uns, sei lá, 80 anos, e um senhor mais novo, ali na casa dos 50. Perguntei quanto custava a gravação, mostrei o que eu precisava gravar e ele me disse que eram R$ 8,00. Beleza, moço, manda bala!

Enquanto ele gravava, eu pensei em adiantar  o negócio e ir pagando pra senhorinha que estava ali sentadinha à toa. Quando eu dei o dinheiro, ela levantou e foi espiar o que estava sendo gravado e perguntou pra ele qual era o preço que deveria ser cobrado de mim. Ele falou (de novo) R$ 8,00.

Eu estendi uma nota de R$ 10 e ela me olhou com cara de poucos amigos. Daí falou: “só isso?” e eu arregalei os olhos e já olhei pro homem que estava já no meio do trabalho. Ele falou: ” sim, cobra dela R$ 8,00″. A velhinha fez outra careta, me deu o troco, mas não sem antes dizer “geralmente duas palavras saem no mínimo R$ 12″. Peguei o troco e olhei pro homem novamente. Ele me deu uma piscadinha e balançou a cabeça como quem diz: “não liga, não”.

Peguei a plaquinha e saí correndo daquele lugar. Quanto mais eu fujo, mais assombração me aparece. Estão vendo só quando eu digo que é só comigo!!

Para quem não olha para o lado

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Quem, assim como eu, quer ter filhos e descobre que a natureza foi madrasta com a gente, começa a mudar de comportamento ao longo do tempo. A gente vai ficando meio sem graça no meio das amigas que são mães, vai ficando meio sem vontade de visitar aquela colega que acabou de ter bebê e vai ficando meio sem contexto quando a mulherada do trabalho compartilha o dia a dia da família. Antes de conhecer os blogs de outras meninas na mesma situação que eu e antes de fazer terapia eu achava que eu era a pior pessoa do mundo. Agora sei que é um processo natural e que eu não preciso me martirizar por causa disso, preciso respeitar os meus sentimentos, por mais que eles não sejam nobres e preciso tentar conviver melhor com a felicidade alheia nesse sentido.

Mas apesar disso, não deixa de ser uma coisa muito minha. Não dá pra sair falando por aí que eu me sinto dessa forma ou vou ouvir muita coisa que eu dispenso completamente nessa fase da minha vida. Minha sorte é que ainda tenho amigas muito próximas que são solteiras e uma outra que não tem filhos por decisão dela e do marido e com quem é possível conversar sobre tudo menos gravidez. Mas existe uma pessoa que eu ando evitando bastante ultimamente e que insiste em “discutir a relação” de amizade comigo. Justo comigo que sou tão transparente. Sabe aquelas pessoas que chegam com aquele papo “você mudou, se eu te fiz alguma coisa, me desculpa” ? Detesto esse papinho-aranha. Gente que chega se desculpando sem você ter dito nada já assume que tem culpa no cartório. Então que seja mulher suficiente pra dizer que pisou na bola e quer passar uma borracha na história.

Maturidade realmente não tem nada a ver com idade. E o que mais me chateia é como tem gente que não consegue desviar a atenção do seu próprio umbigo. Não conseguem parar por um momento e pensar que o outro é quem está precisando de apoio, o outro é quem está passando por dificuldades e precisa de um pouco de espaço. Em nenhum momento essa pessoinha se preocupou em perguntar como eu estava me sentindo e se havia alguma coisa que ela podia fazer para ajudar. A conversa girou em torno dela o tempo todo, aquele papo adolescente de que eu me afastei e isso a magoou. Bom, quem disse que a vida é fácil, não é mesmo? Essas coisas só provam que o tempo nos mostra quem deve ficar perto e quem deve ser afastado.

Me libertei

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Hoje vou falar de coisa feia. Vou falar de inveja, de mágoa e de sentimentos ruins. E vou falar de redenção também. Eu me considero uma pessoa do bem (na grande maioria das vezes), mas reconheço que sou um ser humano imperfeito e tenho muito ainda que evoluir.

Existe um casal de conhecidos nossos com quem já convivemos muito, muito e hoje em dia acabamos nos afastando por vários motivos, um pouco por falta de afinidade, um pouco por conta da correria da vida e um pouco por causa dos sentimentos ruins que eu comecei a ter quando ela engravidou. É gente, ela engravidou aos 40 anos de idade, assim sem querer, tendo uma filha já de 15 anos e sem a vontade do marido de ser pai. E eu passei muito tempo evitando a presença dela, pois por mais incrível que possa parecer, eu não conseguia digerir aquilo tudo. Eu e o marido queríamos tanto ter um filho, o nosso primeiro filho, eu fazia de tudo que me ensinavam, de tratamento médico a simpatia e Deus não me deu essa graça. Quando ele me permitiu engravidar, nas duas ocasiões, eu perdi a gravidez. E ela engravidou assim, de maneira inconsequente, num momento financeiro difícil para a família dela e, principalmente, sem a vontade do marido. Ver tudo aquilo me magoava, me machucava, me fazia mal. E perceber que eu estava sentindo tudo isso me fazia mal duas vezes. Era horrível saber que eu tinha sentimentos tão ruins dentro de mim!!

Eu não consegui pegar na barriga dela, não consegui curtir a gravidez dela à distância, não consegui visitá-la no hospital quando o bebê nasceu. Tamanho era o sentimento de indignação (e de inveja também) que eu sentia. Achei que depois do nascimento do Pedro as coisas ficariam melhores na minha cabeça. Eu até levei esse assunto para a minha psicóloga!  Mas eu não conseguia ser sincera quando eu pegava ele no colo e via todo aquele ambiente pesado em volta daquela criança. Ter filhos é uma atitude egoísta sim, mas deve ser, no mínimo, uma decisão tomada com responsabilidade.

Esse fim de semana foi a minha rendição. Como sempre dizem que o tempo é o senhor e o remédio de todos os males, mais uma vez isso se mostrou verdadeiro. Encontrei essa família mais uma vez e senti que o peso daqueles sentimentos ruins já não existe mais. O que ficou agora foi uma pena muito grande que eu sinto dela e desse bebê. Ter um filho é pra ser curtido, é para alegrar a família inteira e é uma pena que isso não tenha acontecido entre eles. Mas sei que esse menino vai iluminar de alguma forma os caminhos à sua volta. O sentimento que eu tive ao pegar ele no colo dessa vez foi: quando é que o meu vai chegar??? E uma sensação bem gostosa de que logo, logo terei um pequeno assim na minha vida também.

Viu, eu consegui me libertar. E estou me sentindo ótima por causa disso.

Na torcida

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Comecei esse blog despretenciosamente, como uma forma de colocar pra fora todos os pensamentos que massacravam a minha cabecinha. E hoje fico muito feliz ao ver que tenho até leitoras!! Meninas que não conheço pessoalmente, mas que de maneira virtual eu aprendi a conhecer o mais importante delas: aquele cantinho escondido no coração. Acho que assim como eu, elas utilizam essa ferramenta para exorcizar seus demônios, para desopilar o fígado e para gritar silenciosamente as suas dores. Dores que são muito similares às minhas. Nos unimos de alguma maneira pela dor. E espero que possamos continuar a nossa caminhada com nossos desejos realizados, desejos tão simples, não é verdade?

Algumas dessas meninas-leitoras-blogueiras estão passando por um momento delicado, estão tentando ou pela primeira, ou pela segunda, ou pela terceira tentativa de engravidar pela FIV. Quero registrar aqui que estou super na torcida, viu!!! Que os tão esperados bebês cheguem enfim!

Esgotada

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Comecei a semana ruim, com os nervos alterados por conta de pequenos problemas familiares. Eu me considero uma pessoa muito objetiva e sempre procurei ficar meio à margem de certas coisas, sabe. Eu costumava dizer que de problemas já bastam os meus, não faz nenhum sentido gastar meu tutano com os problemas alheios. Pode parecer uma postura egoísta, mas isso não significa que eu me recusava a prestar auxílio a quem me pedisse. Na verdade eu só deixava claro que eu ia fazer o que estivesse ao meu alcance. De verdade. Ou seja, eu não ia desmarcar nada e nem sair do meu caminho pra ajudar ninguém. Se eu pudesse ajudar sem alterar o meu dia a dia ou a minha programação, beleza, pode contar comigo. Caso contrário, desculpe mas dessa vez não vai dar.

Mas acho que eu tenho passado por um processo muito louco que mudou a minha forma de encarar a vida. E pela primeira vez percebi que não tenho estrutura pra certas coisas não. Eu venho me preparando psicologicamente para a maternidade há algum tempo e toda essa relação entre pais e filhos, como educar, como ser uma mãe consciente e como preparar uma criaturinha para esse mundão de meu Deus fazem parte das minhas preocupações e me abalam quando vejo que a coisa tá desandando.

Além disso eu tenho sentido que estou em falta com muita gente. Eu poderia ser mais próxima dos meus amigos, dar mais atenção para a minha família e mesmo assim reservar algumas horas para o meu merecido descanso. Mas não consigo e muitas vezes não quero. E me culpo.

Então que alguns acontecidos me abalaram psicologicamente. E a semana começou toda errada pra mim. Se eu pudesse, começaria a Ioga hoje mesmo.

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