Trabalho, trabalho duro, trabalho…

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Balanço da primeira semana de novo emprego? Confusão mental e cansaço físico. Sei que é normal passar por esse momento de adaptação onde você ainda está conhecendo as pessoas ao seu redor, chama um pelo nome do outro e fica o tempo todo se sentindo meio desconfortável, pois sabe que todos estão observando tudo em você discretamente.

No geral, a semana foi hiper produtiva, já percebi que terei muitas coisas para aprender e esse é o motivo da confusão mental. Eu sempre (SEMPRE!) tenho a mesma reação quando estou diante de uma situação assim. Eu sempre penso “deus do céu o que é que eu vim fazer aqui, eu não estou entendendo nada que esse povo tá me dizendo. E agora jesuiscristinho, acho que eu sou burra, não vou conseguir aprender a fazer isso nunca!“. No fundo eu sei que não passa de um momento de insegurança e desespero diante de uma situação nova e também tem a ver com o fato de que eu me cobro muito para dar conta de tudo de primeira. E eu sei que vai passar. Mas até passar, vou me sentir um pouquinho infeliz.

Por outro lado fui muito bem recebida pela equipe, tenho colegas de trabalho bem queridas e essa coisa de estar envolvida com eventos é bem legal. Aliás, esse é  motivo do cansaço físico. Eu estava acostumada a ser beeeem sedentária, sentar diante do meu computador o dia inteiro, levantava apenas para ir no café, na cozinha e no banheiro. Essa semana eu ralei, amigas! Fiquei 4 dias acompanhando os treinamentos num hotel e isso significa ficar bastante tempo em pé, subir e descer escadas várias vezes para checar se as coisas estão indo bem, correr atrás da equipe do hotel para buscar algo, andar de um lado pra outro atendendo os participantes, abre caixa, carrega caixa… Chegava em casa com os pézinhos pedindo arrego. E terminei a semana com dor no corpo todo. Achei ruim não, viu. Isso significa que de algum modo estarei me mexendo mais e isso é bom pra minha saúde e para perder os quilinhos extras que eu ganhei nos últimos anos de sedentarismo.

Nessa nova jornada tem outra coisa importante que também é novidade para mim, não sou uma funcionária contratada pelo regime CLT como sempre fui nessa vida. Agora sou uma prestadora de serviços e tenho que providenciar coisas como CNPJ, nota fiscal e conta bancária pessoa jurídica. E eu não sei lidar com essas coisas, e eu preciso da ajuda de um contador, de um guru, de um pai de santo e de um calmante. Isso tudo por conta da maldita ansiedade… Mas as coisas vão se resolvendo, aos poucos eu coloco a casa em ordem.

No mais tá tudo caminhando bem por aqui, viu. Gatinhos fofos e saudáveis, casal vivendo a vida normalmente. No big deal. E tenho dito.

 

Novos desafios!

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Então que eu estou mudando de emprego. E foi uma decisão difícil de tomar. Foi difícil porque existem certos aspectos da empresa que eu trabalhava que eram muito cômodos para mim. Ficava perto da minha casa, super tranquilo com relação ao horário, não tinha que “bater cartão”, eu tinha liberdade para resolver meus assuntos pessoais se fosse preciso… Além disso, eu curtia muito o que eu fazia lá, o meu trabalho em si, estar em contato com os professores de idiomas, com os alunos, o projeto de inglês online, as pessoas, etc etc.

Porém, sempre existe um porém, ou alguns poréns. E os poréns eram fortes também! O salário que eu recebia mal dava para pagar as contas, conversei sobre isso há alguns meses e eles não podiam me pagar o que eu precisava. Além disso não tinha nenhum benefício e estava cansada de levar “marmita” no almoço. Infelizmente a gente precisa de dinheiro pra viver, certo?

Surgiu então essa nova oportunidade, participei de um processo seletivo longo, fiz várias entrevistas e à medida que eu ia avançando comecei a ponderar os pontos positivos e negativos de mudar de emprego. Essa nova empresa fica mais longe da minha casa, é uma área diferente e isso é bom, parece que o trabalho vai demandar bastante de mim, muita atenção, organização e jogo de cintura. Nada que eu já não tenha passado antes, nada de novidades para mim, mas me questionei se era isso mesmo que eu queria. Será que estou a fim de trabalhar sob pressão novamente, horários malucos e ter que estabelecer o meu espaço novamente num lugar novo?

Fiquei em dúvida. Há tempos quero mudar a minha vida profissional, quero trabalhar mais por conta própria, fazer meus horários e conseguir ganhar mais dinheiro com mais qualidade de vida. Mas resolvi apostar! Ainda estou numa fase em que estou construindo as coisas e acredito que tenho tempo ainda para apostar em coisas novas no futuro.

Ontem foi meu último dia de trabalho na antiga empresa. Percebi que fiz ótimos colegas de trabalho e estabeleci uma relação de confiança com a maior parte das pessoas. No final das contas, é isso que vale, não é?

Decisões difíceis

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Tudo nessa vida se baseia em escolhas, em decisões.  Com que roupa vou hoje? Com quem vou andar por aí? Quem vai ser meu amigo? Quem vai ser meu companheiro pra vida toda? Pra vida toda mesmo? Onde trabalhar? Filhos? Bichos de estimação? Sim? Ou não? Todos os dias acordamos e temos que fazer uma escolha. Dormir mais cinco minutos, fingir que está doente ou encarar mais um dia de trabalho?

E fazer escolhas não é fácil. Significa optar por um caminho e desistir do outro. Desistir, largar mão, abandonar, não escolher. E implica em ser responsável pelos seus atos. Se você escolheu sair de casa vestindo calça rasgada e tênis porque não está muito a fim de se arrumar hoje, é preciso entender que as pessoas vão te olhar esquisito e julgar você pela aparência. Mas é o preço que se paga por ter uma cabeça pensante.

Estou passando por um momento de escolha, de decidir entre uma coisa e outra. Porém, mais do que simplesmente escolher entre continuar e mudar de caminho, é um momento em que preciso pensar no que quero para o futuro, no que é prioridade para mim, no que entendo como qualidade de vida. Não está sendo fácil, viu. Mas também não está sendo sofrido, não. Pior seria não ter caminhos para escolher.

O caso das canetas

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Eu acho que todo mundo que trabalha em escritório passa por essa situação: a incrível capacidade das pessoas pegarem uma caneta “emprestada” e nunca mais devolverem. Tá, eu sei, eu sou metódica, eu sou chata, eu praticamente tenho TOC com relação ao meu material de escritório.

Eu penso que, se você precisa usar sempre, se faz parte do seu trabalho usar uma caneta marca texto então por que diabos você não pede para o pessoal do almoxarifado te dar uma? Não é mais simples do que ficar pedindo emprestado para seus colegas toda hora que você precisa usar essa merda? A mesma linha de raciocínio serve para canetas azuis, vermelhas, réguas e grampeadores, cacete!

Tem dia que eu chego no trabalho inspirada, vou lá nas meninas do administrativo e peço um lápis novo, bem apontadinho, canetas, borracha, marca texto e deixo tudo bem bonitinho no meu porta-canetas. Dali dois dias eu tenho que ficar caçando uma mísera caneta BIC pra anotar recado, pois todo o meu material sumiu. E olha que é BIC, hein… Se fosse Mont Blanc eu até entenderia, mas BIC!

Esses dias uma colega de trabalho me pediu um lápis emprestado e eu dei o meu único lápis, filho único de mãe solteira. Ela escreveu o precisava e só deu tempo de ver a pessoinha voltando para sua sala com o meu lápis na mão. Fazer o quê? Vou sair correndo atrás dela fazendo a louca do material de escritório? Não, né.

Mas o pior mesmo, o que me deixa mais irritada, é aquela que entra na minha sala para usar a impressora, pega o papel impresso, se dirige à minha mesa sem falar nem oi, nem bom dia, nem tudo bem, pega uma caneta e o marca texto do meu pote sem ao menos perguntar se pode. Na boa, eu não vou morrer por causa de uma porcaria de uma caneta BIC, posso comprar uma caixa de BIC se eu quiser, mas é a atitude que me mata, a falta de educação e bons costumes. Esse mundo tá perdido. E sim, eu sou louca.

Me incomoda ainda

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Sobrou mais uma função pra mim no trabalho. Assim, aos 45 minutos do segundo tempo. Normal, estou acostumada com essas coisas, não me incomodo, gosto de me ocupar. Então passei  umas 2 horas ontem conversando com um colega de outro setor que iria me dar umas dicas sobre essa nova tarefa que agora é minha. Papo vai, papo vem, sempre tem aquele momento “desabafo” onde falamos das coisas que poderiam ser diferentes na empresa, das dificuldades de cada um, das nossas opiniões a respeito de determinadas estratégias. Momento peão mesmo.

E daí cada um fala um pouco das suas experiências profissionais, de como chegou até ali, naquela empresa familiar, pequena, que está investindo em novos projetos, mas não está disposta a investir demais, sabe? E isso é crítico pra mim. Porque em determinado ponto sempre vem aquela pergunta: “Você tem uma experiência, pós-graduação, fala inglês e… está fazendo o que aqui?” Por um momento dá vontade de dizer: “ah, eu tava sem nada melhor pra fazer e resolvi vir trabalhar aqui por caridade. Sou uma pessoa muito boa mesmo e não preciso de dinheiro.” Mas daí eu abro a boca e digo a verdade, que eu não consegui oportunidade melhor que essa apesar de ter um ótimo currículo e falar inglês. E a impressão que me dá é que a próxima frase vai ser: “deve ter alguma coisa errada com você!” e eu vou sair correndo pra cortar os pulsos no banheiro.

Caras, eu achei que tivesse superado isso, mas ontem percebi que esse tipo de coisa ainda me incomoda demais. E sabe por que? Porque EU, acima de todas as pessoas do mundo, não entendo por que eu não consegui uma colocação melhor. E me olho no espelho e me pergunto onde é que eu estou errando. Revejo mentalmente todos os meus passos e não consigo visualizar. E não suporto nem ouvir ninguém me perguntar aquelas coisas óbvias como: ver se o currículo está ok, se eu falei com as pessoas certas, se eu usei minha rede de relacionamentos, etc, etc, etc. Eu não fiquei sentada na minha casa esperando a vaga dos meus sonhos cair no meu colo. Eu ralei muito, eu usei contatos, eu conversei com as melhores consultorias de recolocação de Curitiba, eu fiz diversos processos seletivos. O problema só pode estar em mim realmente. Eu não sei. EU NÃO SEI.

E ontem eu me chateei e voltei pra casa sentida, em silêncio, murmurando monossílabas para o  marido. Não é o tipo de coisa que dá pra conversar com ele, ele tem lá as suas próprias opiniões a respeito do mundo profissional e eu sei que não dá pra entrar nesse assunto. Cheguei em casa e tentei focar novamente a minha cabeça nos meus objetivos, nas minhas conquistas, na profissional que eu sou. Tentei elencar novamente os pontos positivos de estar onde estou. Mas vai demorar uns bons dias pra passar essa sensação de fracasso. Que m…$@&! Não precisava disso agora, não.

Trabalho, trabalho duro

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Não é segredo pra ninguém que eu estou em crise profissional há algum tempo. E esse tempo tá demorando horrores pra passar. A questão é que eu vinha levando a minha vida num ritmo muito certo. Sabe quando você escolhe um caminho, ou melhor, quando parece que você descobriu o seu caminho? E coincidentemente o mundo conspira para que você siga nele? Eu demorei muito tempo para começar a trabalhar com a minha área aqui em Curitiba, fiquei anos num emprego ruim, que pagava mal, mas que foi a base do meu desenvolvimento profissional. Com o passar dos anos fui amadurecendo, aprendendo, evoluindo e oportunidades foram surgindo. Primeiro uma, depois outra e outra. E aí, quando eu penso que esse é o meu caminho, independente de eu estar feliz ou não, tudo muda. Estou me recuperando ainda dessa mudança brusca, estou aprendendo ainda a viver nessa nova situação.

Não posso dizer que não tenha sido um momento de grandes descobertas. Descobri que eu não estava assim tão feliz trabalhando com marketing, descobri que não quero mais viver la vida loca profissional, não quero mais viver sob pressão, quero ter tempo pra mim, para minha família, pra curtir a vida. Descobri que todos os anos de ralação não foram em vão, que a minha essência profissional, o que eu sou no ambiente de trabalho, vai estar sempre aqui e vai ter sempre muito a oferecer onde quer que eu vá. Sinto isso hoje em dia, sinto que a minha postura se faz presente independente de ser gerente de comunicação com 5, 6 funcionários abaixo de mim ou de ser coordenadora de projetos trabalhando sozinha. E, graças a Deus, eu gosto de ser quem eu sou. Descobri também que eu quero ser só mais uma na multidão, quero sossego, quero paz, quero fazer a diferença de um jeito leve, sem que isso faça com que eu perca todas as minhas noites de sono e a minha vontade de levantar da cama de manhã.

Mas em muitas ocasiões bate a insegurança, a preocupação com o futuro, em construir alguma coisa sólida e é preciso construir hoje porque amanhã eu vou ser considerada velha para o mercado e vou acabar vivendo de empregos meia-boca com salários meia-boca. E é muito difícil fazer com que as pessoas entendam que, apesar de eu ser muito boa no que eu fazia, eu não quero mais pertencer àquela história. Quero ser muito boa no que faço hoje, quer ser muito boa para mim, para o meu marido, para o filho que eu quero ter, para os meus amigos e para o mundo. E toda a grande questão que eu enfrento hoje e que tira o meu sono é como ganhar dinheiro suficiente sem estar no olho do furação da vida profissional. Eis a grande questão.

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Hoje quando eu começo a pensar no que eu quero, em como gostaria de viver, sabe o que eu penso? Sabe o que eu queria de verdade, do fundo do meu coração? Eu queria ter a possibilidade de viver uma vida tranquila, financeiramente falando, trabalhando em casa, fazendo os meus próprios horários, tendo flexibilidade para resolver minhas questões pessoais, sem grandes estresses e com a graninha que eu preciso para viajar, curtir as coisas boas da vida. And you know what? Já passou da hora de eu começar a realmente buscar isso, de uma maneira ou de outra.

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Não sou diferente da maioria das pessoas que reclama, reclama, reclama, choraminga, sente pena de si mesma, diz que a vida é injusta, mas geralmente não faz nada para mudar a sua própria realidade. Não sou mesmo! Somos todos assim, são poucas as pessoas que têm “culhão” para virar a mesa. Assim como a maioria, eu tenho medo, tenho apego ao que é certo, pavor ao que é duvidoso. Mas estou sentindo a brisa da mudança soprar naquele espaço que fica entre as minhas orelhas. É hora de buscar o que eu quero. E talvez isso esteja acontecendo agora, porque finalmente eu consigo enxergar com clareza o que eu quero e como quero viver nos próximos anos.

Trabalho, trabalho duro

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Há algum tempo que eu venho pensando no meu futuro. Quando eu tinha vinte e poucos anos eu tinha uma paranóia com os 30. Eu tive crise dos 30 antes mesmo de ter completado 30 anos! Agora deu pra entender um pouquinho qual é o meu grau de ansiedade, né. Velocidade 5.

Eu via aquela galera com 30 e tantos anos e que vivia na mesa do bar, que morava com os pais, que ainda não tinha casado, com empregos xexelentos, enfim que não tinha construído praticamente nada na vida. E isso me apavorava profundamente.

Bom, cheguei aos meus 30 anos achando que estava no caminho do sucesso! Tinha um emprego decente, tinha conseguido financiar minha casa, estava vivendo o “sonho americano”. Daí tomei uma rasteira da qual eu tento me recuperar até hoje. Na verdade, às vezes eu acho que tudo o que me aconteceu foi uma manobra do destino para me fazer olhar o mundo com outros olhos. Minha terapeuta diz que nada é por acaso.

Só sei que hoje eu continuo me preocupando com o futuro, com a minha velhice e com o que vou construir para mim lá na frente. Agora meu medo é ver o tempo passar e ficar à margem de qualquer boa oportunidade, é ter que me contentar com o pouco de sempre e não conseguir desfrutar de um mínimo de conforto.

E é aí que entra a minha crise. Vou confessar uma coisa pra vocês, eu ando de saco cheio de trabalhar. Outro dia uma amiga minha me perguntou se estou feliz fazendo o que faço agora. Eu só não sou feliz porque não ganho dinheiro suficiente para dormir e acordar tranquila. Eu passei anos perseguindo cargos, adquirindo experiência em liderança, gerenciando pessoas, criando e fazendo a diferença para a empresa. E agora, o que eu mais quero é ser mais uma na multidão, é poder ficar doente sem ter que me preocupar com o que vai deixar de ser feito, é ter hora para entrar e para sair, é viver as minhas horas livres na sua totalidade. É assim que eu vivo hoje. O problema é que no mundo em que vivemos, quem opta por uma coisa, acaba ficando sem a outra. Ou seja, não dá pra ser mais uma na multidão e ganhar uma grana legal. E hoje eu quebro a minha cabeça para descobrir uma maneira de conseguir as duas coisas. Quando eu descobrir, ah, aí sim eu vou ser uma pessoa feliz.

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Seguindo essa linha de raciocínio, comecei a amadurecer a ideia de abrir um negócio próprio.  Já tive vivi essa experiência através dos meus pais que fizeram isso e sei muito bem quais são os bônus e os ônus de investir em algo seu. Por enquanto é uma sementinha. Espero saber fazê-la crescer.

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Não, eu não fui ainda no Procon. As últimas duas semanas têm sido absurdamente corridas no trabalho e não consegui me organizar (nem acordar) para ir até lá. Acontece que acabei tendo que pagar mais uma parcela do financiamento para não ficar em atraso e agora estou falida. Que beleza! Mas amanhã eu REALMENTE vou ao Procon. Aguardem novidades.

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Como eu disse antes, as últimas duas semanas têm sido complicadas no trabalho, estou fazendo processo seletivo para encontrar professores de inglês e a coisa tá realmente complicada. Como eu sou uma pessoa que se preocupa com os outros e recentemente passei 5 meses indo e vindo de processos seletivos, gosto de dar retorno até mesmo para aqueles que não foram aprovados. Acho que essa é uma atitude profissional, de bom tom e humana. Criei um email de agradecimento e alguns dias depois das entrevistas, mandei para alguns candidatos que não foram aprovados. Essa semana recebi um “feedback” do meu feedback e fiquei realmente surpresa com o que li.

Primeiramente gostaria de falar um pouco sobre a candidata em questão. Uma moça muito bonita, bem vestida, bem maquiada, enfim que teve uma apresentação pessoal muito boa. Sua trajetória profissional era meio confusa, formada em engenharia, porém nunca atuou na área, cursando direito como segunda graduação, fez um curso de comissária de bordo, mas só porque a mãe dela a obrigou e por achar que ela devia definir uma profissão. Em meio a tudo isso, ela deu aulas de inglês por mais ou menos 9 meses e estava em busca de outra oportunidade nessa mesma área. Durante a entrevista ela apresentou um ótimo domínio da língua, mas cometeu alguns deslizes como, por exemplo, falar mal dos empregadores anteriores e mostrar certa mágoa com essas situações. Essa postura foi o que fez com que a minha diretora a considerasse inadequada para ocupar a vaga.

Pois bem, essa semana mandei para ela o email de agradecimento por participar do processo seletivo e informei que infelizmente ela não iria continuar nele. Ontem recebi uma resposta dessa moça muito mal educada, cheia de palavrões e indignada por não termos continuado com ela. Chamou a empresa de “escola de merda”, afirmou que o nosso nível na língua inglesa era inferior ao dela chegando a se  irritar com o nosso “sotaque brasileiro”, mas não falou nada por educação. Nos chamou de exploradores e sacanas e disse que “gente qualificada não precisa se sujeitar a isso”.  Fiquei surpresa com essa reação e, sinceramente, acho que ela precisa de ajuda profissional. Imagina se todas as vezes que ela ouvir um não, ela reagir dessa maneira? Dificilmente vai voltar para o mercado e vai sofrer bastante nessa vida. Apesar das ofensas, fiquei com pena dela. Tem gente muito mais desequilibrada do que eu nesse mundo!

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Por falar em gente desequilibrada, trabalhar com pessoas é praticamente como observar ratinhos de laboratório. Temos uma professora no quadro que a princípio era uma gracinha de menina. Americana, durante o processo seletivo nos contou que a mãe dela é brasileira e o pai americano de origem italiana. Fala no mínimo 5 línguas, morou em vários países e tem apenas 18 aninhos. A medida que o tempo foi passando, as histórias foram mudando um pouco. Um dia ela disse que nenhum dos pais eram brasileiros. Outra vez disse que morava com eles, na semana seguinte disse que estava morando com amigos. Chegou na escola comendo chocolate numa semana, na semana seguinte disse que era alérgica e não podia comer doces. Confunde os horários de aula, chegou atrasada umas duas vezes e cai em contradição nas explicações. Das duas uma: ou ela é meio lelé ou é uma adolescente como todas as outras assumindo prematuramente mais responsabilidade do que ela consegue lidar.

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Jogita anda descobrindo novos lugares da casa. Descobriu a janela da lavanderia e que é possível chegar lá subindo na máquina de lavar. Tirando o fato de que ela destruiu a capa plástica que cobre a máquina, acho bonitinho vê-la deitadinha no parapeito da janela olhando o movimento da rua. O marido acha que ela vai fugir e cobriu cada cantinho com tela. Pobre gatinha presidiária.

Semana difícil

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Essa semana fui fazer uma entrevista. Empresa legal, cargo interessante, nenhuma palavra sobre salário. Marquei na 3a feira às 8h30 justamente por ser um dos dias que eu posso chegar mais tarde no trabalho. Esperei até às 9h pelo diretor. Lá pelas 9 e pouco, fui entrevistada por uma gerente visto que o tal diretor ligou dizendo que ia se atrasar. Não gosto dessas coisas. Acho que perdi pontos ao não ter conversado diretamente com o cara que decide. Fora o lance do atraso, né. Se não dava pra me atender, era melhor não marcar.

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Semana que vem tenho consulta numa nova ginecologista. Estou rezando para que tudo dê certo, para que eu goste dela e para que ela entenda algo sobre endometriose. Minha irmã me deu uma indicação de um médico essa semana. Liguei no consultório e fui informada de que ele não atende mais as consultas pelo plano de saúde, somente exames. Isso existe? E pode?

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Semana difícil. Por inexperiência minha (e um pouco por falta de orientação também) dei início a umas 9 turmas sendo que 3 delas estão sem professor. Tive até que dar aulas na hora do almoço para cobrir o buraco. Fiquei bege…

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Ontem na hora do almoço fui numa loja fofíssima que está fechando e colocou tudo em promoção. Sinceramente? Mesmo em promoção ainda fica ruim pro meu bolso. A questão é que a lojinha fica quase na esquina da empresa em que eu trabalhava antes então a história toda volta na cabeça mais uma vez. E daí que me senti feliz por não estar mais lá convivendo com aquelas pessoas difíceis, naquele clima horrível de trabalho. Fiquei feliz por estar bem comigo mesma, por estar encarando um novo desafio e por ter superado a fase ruim. Fiquei feliz.

Novis

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To com o nariz em frangalhos. Parece que vivo com um resfriado constante. E tudo culpa de quem? Do maldito ar condicionado da empresa. Eu prefiro pingar de calor do que viver em ambiente com ar condicionado.

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Ontem tive que dar vermífugo pra Jorgita. Em comprimido. Sentiu o drama, né. Fazer um gato engolir um comprimido não é das tarefas mais fáceis que existem. Aliás, ainda bem que pelo fato dela ser “criança” o tal comprimido tinha que ser partido no meio, fiquei pensando nos pobres bichanos adultos que têm que engolir aquele negócio gigante inteiro. Acho que nem na minha garganta ia passar com tranquilidade.

Achei que ia ser uma batalha sangrenta para fazer isso, mas a bichinha engoliu e nem deu um pio! Pra ajudar outros donos de gatos nessa tarefa hercúlea, achei um vídeo super legal e que deu muito certo com a minha felina:

Como dar comprimido para um gato

Ah, junte todas essas dicas com mais uma que a veterinária me deu: depois de enfiar o comprimido no funda da goela do bicho, fecha a boca dele e dá uma sopradinha no nariz. Ele vai engolir com certeza!

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Continuo topando com fantasmas do passado profissional. Felizmente só gente boa e que tem servido para resgatar um histórico legal da minha vida. Mas ontem bateu uma dorzinha de cotovelo ao lembrar de tantas coisas que eu já passei e aonde eu estou agora. Bom, como eu falei outro dia, é preciso recomeçar e ninguém faz isso lá de cima.

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