Fotos nos posts de Buenos Aires

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Moçada, nem acredito que hoje eu finalmente consegui complementar os posts sobre Buenos Aires com algumas fotos. Depois de rezar e muito para o Deus da internet, o WordPress me brindou com um dia inteiro de eficiência.

Deem uma olhadinha lá, agora a minha saga está devidamente ilustrada.

Besitos!

Eu tô tentando

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Povo, estou tentando postar algumas fotos para complementar meu diário da viagem, mas tá difícil. Se São Longuinho (e principalmente o wordpress) ajudar, em breve será possível vê-las. Enquanto isso, vou corrigindo os erros de digitação.

Adiós, Buenos Aires

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E a viagem chega ao fim. Para nos despedir da cidade, fizemos o check out às 10h, de acordo com o regulamento do Hostel e fomos tomar café no tradicional Café Tortoni. O lugar é mesmo muito bonito e cheio de charme, mas os preços são salgados. Enquanto em vários lugares da cidade é possível tomar um café com leite + tostadas ou media lunas por mais ou menos 15 pesos, gastamos 40 pesos para nos alimentar com as mesmas comidinhas. Além disso, pagamos o segundo maior mico da viagem, pedimos várias coisas achando que eram outras completamente diferentes.

Só acertei no submarino que é uma xícara de leite quente com uma barra de chocolate para você desmanchar dentro dele. Detalhe para a barra de chocolate que é em formato de submarino, uma fofura. O gosto também era bom, afinal, leite com chocolate não tem como ser ruim. Para comer pedimos duas tostadas, com pão preto e com pão branco e mais duas media lunas. Agora informo o porquê do mico gigante: nós pensávamos que tostadas eram um tipo de queijo quente e que as media lunas eram croissants salgados. Imagina a cara dos dois quando chegaram dois pratos cheios de pães de forma torrados e quando eu mordi uma media luna e descobri que ela é doce. Imediamente pensamos: a gente se fudeu! Na verdade comemos bem, mas ficamos um tanto frustrados porque não era nada daquilo que a gente queria comer de verdade. Valeu por ter conhecido o lugar e tirado mais algumas fotos.

Café Tortoni - um charme e preços caríssimos

O teto - show de bola

Uma coisa que no começo achei interessante, mas hoje me irrita é o assédio aos turistas na Calle Florida. Primeiro que parece que está escrito na nossa testa que somos turistas, não tem como fugir. Em segundo lugar, te oferecem de tudo, city tour, show de tango, câmbio, restaurante com bom preço e comida rica, jaquetas de couro… affeee… é um horror. Tem um cara que fica sempre na esquina da Florida com a Sarmiento que já decorou a nossa cara, quando ele nos vê passar sai gritando: Brasil, Brasil, Brasil! É um sarro, mas nos últimos dias começamos a mudar o nosso caminho ou entao a gente se mistura na multidao para evitar que ele nos veja. Além disso, o marido fez questão de sair hoje vestindo a camisa do Internacional, seu time do coração, aí sim quase fomos arrastados para várias lojas de couro, restaurantes e afins.

Sei que vou falar uma heresia, mas hoje estou muito a fim de almoçar fast food. Estou cansada de ficar tentando decifrar os cardápios, depois tentar decifrar o que os garçons falam e ainda assim ter uma surpresa ao receber a comida e outra maior ainda ao receber a conta. Por enquanto termina por aqui o meu relato da viagem. Em breve vou colocar algumas dicas, algumas coisas que pode ajudar aqueles que pretendem viajar para cá.

Diário de bordo – Buenos Aires 6

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E a viagem está chegando ao fim. Toda vez que penso em voltar para minha rotina, dá um frio na barriga. A gente se acostuma fácil com o que é bom, não é mesmo? Hoje fez 30 graus na Capital Federal e tiramos o dia para resolver as coisas práticas como, por exemplo, comprar algumas lembranças para as pessoas mais próximas, procurar as encomendas que a minha irmã fez, reservar o transfer que irá nos levar para o aeroporto amanhã e trocar mais algum dinheiro. Aliás, essa é a parte mais legal de tudo, como o peso argentino está mega desvalorizado em relaçao ao real, a gente sai do banco com uma sensaçao única de prazer. Imagina entregar X dinheiros brasileiros e sair com um pouco mais que o dobro de dinheiros argentinos? É praticamente a multiplicação divina dos pesos!

Sendo assim, passamos o dia pelo centro comprando alfajores e outras cositas mas. Por falar em alfajores, logicamente o primeiro lugar que eu entrei para comprá-los foi uma loja da famosa marca Havana. Existem várias espalhadas pela cidade e quase caí de costas com os preços. Apesar de ser consideravelmente mais barato do que no Brasil, ainda assim achei meio salgado. Uma caixa com 12 unidades custa 38 pesos e uma com 6 unidades sai por 20 pesos. Fuçando aqui e ali na internet e conversando com algumas pessoas descobri que os portenhos nem gostam tanto assim do Havana e que o consideram um chamariz para turista. Foi então que fui provando outras marcas e conheci uma que é quase unanimidade por aqui, o alfajor Jorgito! Achei uma delícia, macio, saboroso e doce na medida certa. E o melhor, o pacote com 6 unidades comprados no mercado saiu por quase 9 pesos. Nas minhas andanças encontrei uma outra embalagem com 6 unidades também, mas num formato um pouco menor que saiu pouco mais de 4 pesos. Nem preciso dizer que enchemos uma caixa para levar para o Brasil.

Além de passar a manhã correndo atrás dessas coisas, hoje foi o dia de almoçar no Siga la Vaca em Puerto Madero, um restaurante super conhecido aqui e que eu mega recomendo! Principalmente se você viaja com uma pessoa que é carnívora ao extremo como o meu marido ou se você mesmo é um. Pagamos 52 pesos por pessoa no almoço (no jantar sai um pouco mais caro, algo em torno de 60 pesos) e por esse valor estão incluídos o buffet de saladas e de carnes, um litro de bebida (à sua escolha) e a sobremesa. O esquema é: toda a carne que você puder comer e toda a salada que você puder comer. E a sobremesa nao é gelatina, sagu ou salada de frutas não, é sobremesa de verdade. Eu pedi um cheesecake com calda de frutas vermelhas e o marido pediu uma pera ao vinho, ambos divinos e servidos lindamente.

Já comecei a organizar as malas, amanha vai ser o dia de tomar um café na rua, almoçar algo leve e zarpar para o aeroporto. Hasta luego!

Sobremesas de verdade - delícia!

Diário de bordo – Buenos Aires 5

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O calor continua intenso em Bs As e eu estou adorando. Hoje o dia amanheceu com cara de poucos amigos, mas em poucas horas já fazia um sol escandaloso. A programação de hoje foi conhecer o bairro da Recoleta, o Centro Cultural, o Museu de Belas Artes, o shopping Buenos Aires Design, o cemitério e obviamente o túmulo da Evita Perón.

Apesar de ser um bairro próximo da regiao central, não é assim tão perto que dê para ir a pé, portanto andamos de ônibus mais uma vez e nessa ocasião a coisa fluiu com mais tranquilidade. Fomos até a esquina das ruas Esmeralda e Lavalle e pegamos a linha de nr 17 cujo ponto final fica bem perto dos pontos turísticos da Recoleta. Não tem erro. Detalhe para a pessoinha aqui dando sinal pra descer no ponto final…

Me senti estranha fazendo turismo dentro de um cemitério e o túmulo da Evita, sinceramente, só não passa despercebido porque é o principal motivo de ter tanta gente lá. Eu esperava algo mais grandioso. O marido até perguntou se ela era pobre. Eu respondi que ela um dia foi pobre, mas quando morreu era a primeira dama do país. Vai entender. O Museu de Belas Artes surpreendeu, a entrada é gratuita e estavam expostas obras de grandes artistas: Rodin, Picasso, Monet, Gaugain, entre outros. Eu achei muito melhor que o Malba.

Hard Rock Café

Museu de Belas Artes - dá de 10 no Malba

Túmulo da Evita - meio caidinho, né

Floralis Generica - homenagem à cidade

Demos uma voltas pelo Buenos Aires Design, um shopping especializado em decoração, tiramos foto na frente do Hard Rock Café e pegamos o caminho de volta para o centro para almoçar a tal parrilla argentina. Acabamos caindo num restaurante bem popular cuja qualidade deixava bem a desejar, mas pelo menos nao comi purê de batatas. Eu estava há 4 dias só comendo carne e batata, sentindo falta horrores de uma saladinha então pedimos uma parrilla pequena, para um, e uma salada mista. Na salada só tinha alface, tomate e cebola. Se essa era a mista, imagina como não seria a simples, alface puro? O marido diz que aqui batata acompanha tudo, até mesmo batata.

A minha fantástica salada mista e a parrilla do marido

Hoje infelizmente não teremos jantar surpresa do hostel, que pena! Ok, eu estou sendo irônica. Mas o motivo pelo qual não jantaremos aqui também foi surpresa. Quando chegamos na cidade, o pessoal da recepção explicou que teríamos que retirar um voucher diariamente para contar com o tal benefício da janta. Hoje, por incrível que pareça, quando fui retirar os nosso, já não tinha mais. E eles me disseram que para amanhã também já acabou. Fiquei meio de cara, afinal de contas, como que já não tem mais para amanhã se o voucher deve ser retirado diariamente? Bom, a gente vai ter que se virar de outra forma.

Com o passeio de hoje pela Recoleta finalizamos os principais bairros da cidade. Amanha é dia de comprar os presentes e ficar à toa pelo centro. Sinceramente, estou com preguiça de voltar para casa e para o meu cotidiano. Ai,ai…

Diário de bordo – Buenos Aires 4

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Hoje amanheceu chovendo e pensei que teríamos que mudar a programação do dia, mas logo depois do café da manha saímos para trocar alguns reais por pesos e o tempo firmou. Mais uma dica interessante que peguei na internet: trocar dinheiro no Banco Meridien, na esquina da Florida com a J.D. Peron, foi a melhor taxa até agora, cada peso saiu por R$ 0.49. Em seguida fomos para Palermo de metrô, ou subte como se diz aqui. Muito similar ao metrô de São Paulo, porém muito mais sujo, fedido e abafado. A passagem custa 1,10 e graças a Deus é possível pagar com notas e não só com moedas. Mas o ambiente é tão abafado que dá até uma coisa ruim!

Nos batemos um pouco pra acertar a plataforma e a direção correta, mas tudo correu bem. Fomos primeiro para o Jardim Japonês e depois para o Malba, o Museu de Arte Latinoamericana de Buenos Aires. O marido gostou muito do primeiro lugar, principalmente do visual e de alimentar as carpas no lago. Eu também gostei. A moça que vendia a comida pra peixes tinha um gato fofo e carinhoso, deu vontade de levar embora comigo. Agora o Malba foi uma decepção, poucas peças à mostra, dois quadros de Botero e o Abapuru da Tarsila do Amaral sao as peças que chamam mais atenção. Ainda bem que às quartas-feiras o ingresso sai pela metade do preço e desembolsamos 6 pesos cada para entrar. O preço normal é 18 pesos, na boua, não vale o investimento.

Jardim Japonês

Jardim Japonês

Malba

Em seguida resolvemos ir para Palermo Viejo conhecer a praça onde acontece o fervo no final de semana e as lojas de grife argentina. Quando colocamos os pés fora do museu, voltou a chover e a caminhada era longa até a Plaza Cortázar o que me fez resolver pegar um táxi. O taxista foi muito simpático, explicou que Palermo Viejo era um bairro decadente e cheio de fachadas velhas e mal cuidadas. Há mais ou menos um ano houve uma revolução no local, as principais lojas de roupas se mudaram para lá e o lugar super valorizou. Gostei do clima da pracinha, cheia de bares ao redor e de lojas estilosas, mas não me arrisquei muito por lá, senti falta de alguém da região que pudesse me dar o caminho das pedras. Fiquei tão perdida no bairro que nem fui nos outlets das grandes marcas que ficam por ali também. Um pouco frustrante.

Plaza Julio Cortazar

Almoçamos por lá e fomos a pé até a estaçao de metrô para voltar para o centro. No meio do caminho, aconteceu uma situação delicada. Acabamos não indo ao banheiro no restaurante e a vontade apertou. O marido entrou no primeiro mercado que ele viu e dois segundos depois percebemos que não havia nenhum banheiro disponível para clientes. Quando passamos por aqueles aparelhos de segurança que apitam se você estiver com algum produto que não passou no caixa, uma criança passou por perto e o tal negócio fez um escândalo. Como o marido estava com uma mochila nas costas, a segurança do mercado pediu que ele a abrisse mesmo depois dele ter dito que o que fez o aparelho apitar foi a criança e não nós dois. Depois de um imbróglio danado e um estresse fora do normal porque tínhamos uma garrafa de água quase no fim dentro da mochila, saímos do tal mercadinho emputecidos, emburrados e discutindo um com o outro.

À noite, mais uma situação que poderia ter sido menos chata. O jantar “grátis” oferecido pelo hostel é servido das 20h30 às 21h30 e hoje, pela primeira vez desde que chegamos aqui, perdemos o controle da hora e chegamos no bar exatamente às 21h30. O que foi que aconteceu? Recebemos um sonoro não, não dá mais pra servir comida. Eu já estava de saco cheio de discussões infrutíferas, sem a mínima vontade de convencer a garçonete e por mim iríamos embora comer em outro lugar. O marido resolveu conversar e depois que o povo percebeu que se não fôssemos servidos nós nao consumiríamos nem uma água no bar, abriram uma exceção. Quer saber? Não quero mais morar aqui não…

E dá-lhe purê de batata no jantar!

Jantar

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Gente, hoje o bicho pegou no nosso já costumeiro jantar surpresa oferecido pelo hostel. Almoçamos pouco no Caminito, comemos apenas empanadas, então chegamos no bar mortos de fome. E a janta era espaguete com o mesmo molho insosso de domingo. Conclusão: não deu nem pro buraco do dente e apelamos para o Mc Donalds. Onde há fast food não há sufoco!

Espaguete com molho de "água" - ninguém merece

Diário de bordo – Buenos Aires 3

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Hoje visitamos o bairro de La Boca, o Caminito e o estádio do Boca Juniors! Eu queria muito ter ido de táxi porque estava ainda sofrendo as consequências da caminhada do dia anterior, mas o marido insistiu para que nós fôssemos de ônibus para entrar no clima da cidade. Nos informamos com o pessoal da recepção e era realmente muito fácil chegar lá, tínhamos que andar umas duas quadras até a Av. Saenz Peña e pegar o ônibus nr 29 cujo ponto final era bem no Caminito. Porém os ônibus aqui só aceitam pagamento em moedas, você embarca, fala para o motorista para onde vai e ele te diz se a passagem vai custar 1.20 ou 1.25. Tem uma máquina do lado dele, você coloca o valor correspondente e ela imprime um ticket.

Como não tínhamos mais moedas, tentei trocar 5 pesos nos comércios próximos, mas não fui muito bem recebida. Parece que as moedas estão em extinçao e ninguém está muito a fim de te ajudar a conseguir algumas. Sorte que o cara da banca de revistas me falou para entrar num banco e trocar o dinheiro lá. A caixa do banco foi muito atenciosa e me deu moedas de 1 peso e de 0.10 centavos para podermos pegar o ônibus tranquilamente. E ainda bem que eu acatei a sugestão do marido, foi uma experiência única ter ido de ônibus.

Caminito 3

Caminito 2

Caminito

Depois de andar um pouco e tirar fotos no Caminito seguimos para o estádio do Boca, La Bombonera. Eu tinha pesquisado na internet e posso jurar que a entrada no museu boquense custava 15 pesos, mas quando chegamos lá os valores eram mais altos. A visita guiada pelo estádio, com acesso ao gramado e depois ao museu saiu por 35 pesos por pessoa. Como essa visita foi a única exigência do marido com relaçao à nossa viagem, paguei os 70 pesos sem reclamar. Mas, atenção, você não tem acesso de verdade ao gramado, se você for pensando que vai pisar no campo e fazer pose pra foto, está muy enganado. O tal acesso que eles dizem é uma espécie de passarela que te deixa muito próximo do campo e dá pra tirar umas fotinhos de longe. Mas mesmo assim foi legal e ouvir o marido dizer que esse foi o nosso melhor passeio até agora, não tem preço… rs. Aliás, ele até tirou foto dançando tango! Foram os 10 pesos que gastamos mais rápido até agora.

Voltamos para o Caminito e almoçamos as famosas empanadas de carne, uma delícia, ao som de tango e saboreando uma Quilmes bem gelada. Poderia ter ficado a tarde toda lá se não batesse aquela leseira tradicional. Chegando na Florida, fomos tomar o sorteve do Freddo novamente, mas dessa vez eu pedi de frutilla (morango) e de chocolate suiço. Delícia! Amanhã é dia de visitar Palermo, hasta luego.

La Bombonera

O gramado visto por trás das gradinhas

Banner da Coca-Cola com as cores do clube

Diário de bordo – Buenos Aires 2

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Ontem tiramos o dia para passear pelo centro e pelos pontos turísticos mais próximos do Hostel. Demos uma boa andada pela Calle Florida, o Obelisco, a Casa Rosada, Galerias Pacífico e Puerto Madero. Eu voltei acabada e com meus pés pedindo arrego. Tomei o famoso sorvete de dulce de leche do Freddo. Sinceramente? Se voce não for muito chegado a algo muito, muito doce, nem tente. Eu gosto e fiquei enjoada, quase não consigo terminar.

Fiquei encantada com a Calle Florida durante a noite. Por toda a extensão da rua, a partir das 18h ou 19h, há gente vendendo produtos dos mais variados sobre tapetes estendidos na calçada. Estou de olho em umas echarpes que eu notei que são febre por aqui, todo mundo usa mesmo no calor absurdo que está fazendo agora. Amei e vai ser uma das coisas que vou comprar antes de voltar.

A Casa Rosada e o Obelisco nao têm muita graca, é passar, fotografar e ir embora. O Hostel está bombando hoje, muita gente chegando de todo lugar do mundo. E Buenos Aires é praticamente um reduto de brasileiros, chega a ser chato e em muitas ocasiões fico com vergonha daquele povo barulhento que chega “chegando” de maneira espalhafatosa. Acho que Miami deve ser igual…

A surpresa do dia hoje foi o almoço. Achei a cidade cara nesse sentido, qualquer prato de carne e guarnição não sai por menos de 22 pesos fora a bebida. E refrigerante aqui é um roubo. Essa é a média de preços inclusive no Burger King e Mc Donald’s, o que corresponde a uns R$ 13.00 cada combo ou promoção, nada muito diferente do Brasil. Resolvemos almoçar num lugar que me pareceu simpático na Florida mesmo, perto do Hostel e nos batemos para conseguir entender o menu. Pedimos dois filés de ternera à milanesa (descobri depois que ternera é um novilho, ou seja, uma vaca pequena, jovem) com purê de batatas acompanhando. Quando a comida chegou, fiquei assustada com o tamanho do filé, ele era tão grande que mal cabia no prato. Pensei que nem ia conseguir comer tudo. Mas quando ataquei o bifão percebi que ele parecia um papel de tão fino, praticamente só tinha a milanesa mesmo. Que decepción! E isso custou 24 pesos cada.

Jantamos no hostel novamente e dessa vez a surpersa foi menor. Aproveitamos as aulas de salsa no bar e foi muito divertido ver os ingleses e alemães tentando mexer os quadris.

Galerias Pacífico

Puerto Madero

Obelisco - detalhe para o azul do céu

Diário de bordo – Buenos Aires 1

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A viagem – Saímos um pouco atrasados de Curitiba, mas a viagem foi tranquila, apesar de termos sentado bem na frente de um casal que, com certeza, estava viajando de avião pela primeira vez na vida. Foi tenso, o marido quase levantou para reclamar de tanto que eles cutucavam as nossas costas. Resolvemos trocar um pouco de dinheiro no aeroporto e pegamos um câmbio horrível, R$ 0.63 + taxas, nossos R$ 100.00 viraram míseros 148 pesos e fiquei muito preocupada porque fiz todo o cálculo da viagem considerando que cada peso custasse por volta de R$ 0.57. Lógico que o cara da casa de câmbio nao sabia dizer se na Argentina o valor seria igual ao Brasil.

Desembarcamos em Buenos Aires com os mesmos 20 minutos de atraso e depois que pegamos as malas eu peguei informaçoes em algumas casas de câmbio dentro do desembarque. O peso estava R$ 0.62 e me entristeci mais ainda. Ainda bem que pesquisei bastante na internet e sabia que havia um Banco de La Nación do lado de fora do desembarque com taxas melhores. Foi a melhor coisa que fizemos! Trocamos uma boa quantidade de dinheiro pela cotaçao de R$ 0.515 e eu voltei a sorrir.

O transfer – Como reservamos mais de 3 noites no Hostel, teríamos direito ao traslado grátis na nossa chegada, mas eu achei melhor não reservar porque na minha cabecinha oca nós chegaríamos às 15h30 e ia ser demais esperar até as 18h para pegar o transporte do Hostel. Fiquei bege quando percebi que eram 17h30 quando finalmente conseguimos sair do desembarque, trocar o dinheiro e driblar um taxista que queria cobrar 110 pesos a corrida. Preferi pagar 80 pesos por duas passagens  num ônibus parecido com o Airport Service de São Paulo. Fizemos melhor negócio, mas nada comparado a não pagar nada se eu tivesse pensado direito… O nome da empresa de transporte é Manuel Tienda León e eu super recomendo.

O Hostel – Essa foi a nossa primeira vez em um Hostel. Quando eu fiz toda a programaçao da viagem, resolvi nos hospedar dessa maneira pelo custo-benefício e principalmente pela localizaçao (Calle Florida, 328). A primeira impressao não foi das melhores, como a Calle Florida é um centro comercial, a entrada do Hostel parece um moquifo bem sinalizado. Mas uma vez lá dentro, a coisa muda de figura. O quarto é bem confortável, tem ar condicionado, água quente na pia do banheiro e um armário com chave. Só não temos TV privativa, mas é até melhor para que a gente se force a ficar na rua e aproveite tudo ao máximo. Quem quiser arriscar esse tipo de hospedagem, acho que vale a pena, clique aqui para conhecer o lugar que estamos agora. A cena mais engraçada do dia foi a hora do jantar. O Hostel oferece cena grátis no bar que fica no subsolo, desde que você obrigatoriamente consuma bebidas. Eu achei o máximo, fiquei imaginando que teríamos que comprar uma lata de refrigerante ou uma garrafa, na pior das hipóteses aqueles copos de 300 ou 500ml. Ledo engano. Pagamos 6 pesos por uma coca que foi servida num copo de plástico estiloso, cheio de gelo. Na boa, galera, você dava 3 goles generosos e a bebida já tinha acabado. Quando o prato chegou, parecia uma cena daquelas comédias da TV, nós dois nos olhamos e começamos a rir. Era uma porçao modesta de frango em cubos com um molho branco insosso e arroz. Só. Bom, ninguém mandou cair no conto da comida de graça…rs

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