Fim de ano é época de reciclar sentimentos, de colocar na balança o que foi bom, o que foi ruim, o que podia ser melhor e como agir daqui pra frente.
Eu ando me sentindo cansada. Cansada de maneira geral, das coisas como elas são. Isso já aconteceu antes e eu não tenho ilusões de que esse sentimento nunca mais vai voltar. Eu sou assim, eu racionalizo tudo, eu crio expectativas para várias coisas na minha vida e me frustro um bocado comigo mesma. Eu já disse que sou insegura e que sou uma eterna insatisfeita. Nesse momento estou assim, insatisfeita comigo mesma, com o meu corpo, com o meu cabelo, com o meu trabalho, com a minha vida. Fico me perguntando o que há de errado comigo? Cobrança demais? Tenho que relaxar mais e deixar a vida me levar? Pode ser, pode ser…
Estou numa fase mais reservada, sem vontade de sair muito, sem vontade de me expor muito. E estou respeitando isso. Acho saudável, tenho que dar ouvidos aos meus limites também. Com relação à adoção, como não existem grandes possibilidades de que o meu processo ande esse ano, eu deixei o assunto assentar um pouco. Continuo pesquisando uma coisa ou outra, acho importante estar por dentro do assunto, estudar, ler… Mas confesso que o curso preparatório foi over pra mim. Passei um mês respirando o assunto adoção, falando e ouvindo histórias, preciso de um descanso pra cabeça. No curso eles insistiram muito para que nós continuemos participando das reuniões mensais nos grupos de apoio, mas eu resolvi que esse ano preciso dar um tempo. Ano que vem pode ser que a gente se organize para participar. Uma vez por mês não mata ninguém, certo.
E o trabalho? Ah, uma crise enorme no trabalho. Cheguei até a sonhar que pedia demissão. Estou novamente repensando o que quero pro futuro e como atingir esses meus objetivos. Quem falou que viver é fácil, não é verdade?
