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O que se leva dessa vida é a vida que se leva

Aqui estou eu, em Buenos Aires novamente! Dessa vez a viagem foi curta e como eu já tinha visitado todos os pontos turísticos mais importantes da outra vez, me concentrei em explorar Belgrano, o bairro em que minha irmã mora.

Pausa para contar o sofrimento que foi chegar até a capital portenha. Viajei com milhas da TAM e, creio eu que por conta disso, a dita compania aérea se sentiu no direito de colocar voos péssimos e que não fazem nenhum sentido à disposição dos clientes. Peguei um avião às 15h20 em Curitiba, desci no Rio de Janeiro às 5 da tarde de sábado e fiquei esperando até as 21h para embarcar no voo que me levaria para Buenos Aires. Detalhe importante: o voo sairia às 21h, mas só decolou às 22h30, com 1h30 de atraso. Desembarquei em Ezeiza à 1h da manhã de domingo e até pegar mala, trocar dinheiro, pegar o transfer e depois o táxi, cheguei dentro da casa da minha irmã às 3h. Resumindo, levei 12 horas entre Curitiba e Buenos Aires, que coisa impensável…

O caminho de volta vai ser um pouco menos penoso: embarco amanhã às 9h40 e vou pra São Paulo onde terei que esperar 2h pelo voo que vai me levar para Curitiba, onde vou desembarcar às 16h30. Sem comentários, por favor. Se fosse possível eu esculacharia a TAM em todos os veículos de comunicação existentes daqui até o planeta Marte.

Descontando o fato de estar toda dolorida por causa de tanto chá de cadeira, ontem visitei o Delta do Tigre onde fizemos um passeio de barco. Sinceramente? Totalmente dispensável. O lugar não tem nenhuma beleza natural de se orgulhar, as margens do rio são bem sujas e a água é feia e lamacenta. Depois de termos pago 23 pesos por pessoa para fazer o tal passeio, fomos abordadas por um vendedor de outro circuito pelo Rio Tigre em lugares praticamente inexplorados e que só faltou nos dizer que jogamos nosso dinheiro no lixo. Quando desci do barco, tive que concordar com o figura.

Delta do Tigre

Rio Tigre - Basseio de barco

Passeamos pela feira de artesanato local, vi coisas muitos legais, diferentes e também aquele tipo de artesanato que existe em toda e qualquer feira do mundo. Comprei incensos para o marido, um pacote com 100 por 9 pesos, um achado e até pensei em comprar um incensário, mas achei muito caro. Almoçamos por lá mesmo e voltamos pra casa de trem.

Feira de artesanato

À noite minha irmã nos levou a um lugar muito bacana chamado La viruta. La viruta é uma espécie de bar dentro de um centro cultural em Palermo onde se dão aulas de tango. Adorei! Os professores fazem uma pequena apresentação inicial e depois separam os grupos em nível de conhecimento para ensinar os passos da dança mais famosa da Argentina. Agora posso dizer que aprendi os 6 primeiros passos do tango. Te mete comigo!

Como hoje é segunda-feira e não é feriado aqui, voltamos cedo pois minha irmã tinha que ir trabalhar. Hoje fui explorar um pouco do bairro de Belgrano e caminhei até as Barrancas de Belgrano, praças construídas em vários níveis da rua. Bonito, diferente, mas tinha um povo meio suspeiro por lá, então tirei umas fotos e segui caminho.

Hoje é meu último dia aqui, vou sair daqui a pouco para conhecer o jóquei clube, comprar alfajores, tomar um sorvete e esperar mi hermana voltar do trabalho.

Hasta la vista!

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Fotos nos posts de Buenos Aires

Moçada, nem acredito que hoje eu finalmente consegui complementar os posts sobre Buenos Aires com algumas fotos. Depois de rezar e muito para o Deus da internet, o WordPress me brindou com um dia inteiro de eficiência.

Deem uma olhadinha lá, agora a minha saga está devidamente ilustrada.

Besitos!

Adiós, Buenos Aires

E a viagem chega ao fim. Para nos despedir da cidade, fizemos o check out às 10h, de acordo com o regulamento do Hostel e fomos tomar café no tradicional Café Tortoni. O lugar é mesmo muito bonito e cheio de charme, mas os preços são salgados. Enquanto em vários lugares da cidade é possível tomar um café com leite + tostadas ou media lunas por mais ou menos 15 pesos, gastamos 40 pesos para nos alimentar com as mesmas comidinhas. Além disso, pagamos o segundo maior mico da viagem, pedimos várias coisas achando que eram outras completamente diferentes.

Só acertei no submarino que é uma xícara de leite quente com uma barra de chocolate para você desmanchar dentro dele. Detalhe para a barra de chocolate que é em formato de submarino, uma fofura. O gosto também era bom, afinal, leite com chocolate não tem como ser ruim. Para comer pedimos duas tostadas, com pão preto e com pão branco e mais duas media lunas. Agora informo o porquê do mico gigante: nós pensávamos que tostadas eram um tipo de queijo quente e que as media lunas eram croissants salgados. Imagina a cara dos dois quando chegaram dois pratos cheios de pães de forma torrados e quando eu mordi uma media luna e descobri que ela é doce. Imediamente pensamos: a gente se fudeu! Na verdade comemos bem, mas ficamos um tanto frustrados porque não era nada daquilo que a gente queria comer de verdade. Valeu por ter conhecido o lugar e tirado mais algumas fotos.

Café Tortoni - um charme e preços caríssimos

O teto - show de bola

Uma coisa que no começo achei interessante, mas hoje me irrita é o assédio aos turistas na Calle Florida. Primeiro que parece que está escrito na nossa testa que somos turistas, não tem como fugir. Em segundo lugar, te oferecem de tudo, city tour, show de tango, câmbio, restaurante com bom preço e comida rica, jaquetas de couro… affeee… é um horror. Tem um cara que fica sempre na esquina da Florida com a Sarmiento que já decorou a nossa cara, quando ele nos vê passar sai gritando: Brasil, Brasil, Brasil! É um sarro, mas nos últimos dias começamos a mudar o nosso caminho ou entao a gente se mistura na multidao para evitar que ele nos veja. Além disso, o marido fez questão de sair hoje vestindo a camisa do Internacional, seu time do coração, aí sim quase fomos arrastados para várias lojas de couro, restaurantes e afins.

Sei que vou falar uma heresia, mas hoje estou muito a fim de almoçar fast food. Estou cansada de ficar tentando decifrar os cardápios, depois tentar decifrar o que os garçons falam e ainda assim ter uma surpresa ao receber a comida e outra maior ainda ao receber a conta. Por enquanto termina por aqui o meu relato da viagem. Em breve vou colocar algumas dicas, algumas coisas que pode ajudar aqueles que pretendem viajar para cá.

Diário de bordo – Buenos Aires 6

E a viagem está chegando ao fim. Toda vez que penso em voltar para minha rotina, dá um frio na barriga. A gente se acostuma fácil com o que é bom, não é mesmo? Hoje fez 30 graus na Capital Federal e tiramos o dia para resolver as coisas práticas como, por exemplo, comprar algumas lembranças para as pessoas mais próximas, procurar as encomendas que a minha irmã fez, reservar o transfer que irá nos levar para o aeroporto amanhã e trocar mais algum dinheiro. Aliás, essa é a parte mais legal de tudo, como o peso argentino está mega desvalorizado em relaçao ao real, a gente sai do banco com uma sensaçao única de prazer. Imagina entregar X dinheiros brasileiros e sair com um pouco mais que o dobro de dinheiros argentinos? É praticamente a multiplicação divina dos pesos!

Sendo assim, passamos o dia pelo centro comprando alfajores e outras cositas mas. Por falar em alfajores, logicamente o primeiro lugar que eu entrei para comprá-los foi uma loja da famosa marca Havana. Existem várias espalhadas pela cidade e quase caí de costas com os preços. Apesar de ser consideravelmente mais barato do que no Brasil, ainda assim achei meio salgado. Uma caixa com 12 unidades custa 38 pesos e uma com 6 unidades sai por 20 pesos. Fuçando aqui e ali na internet e conversando com algumas pessoas descobri que os portenhos nem gostam tanto assim do Havana e que o consideram um chamariz para turista. Foi então que fui provando outras marcas e conheci uma que é quase unanimidade por aqui, o alfajor Jorgito! Achei uma delícia, macio, saboroso e doce na medida certa. E o melhor, o pacote com 6 unidades comprados no mercado saiu por quase 9 pesos. Nas minhas andanças encontrei uma outra embalagem com 6 unidades também, mas num formato um pouco menor que saiu pouco mais de 4 pesos. Nem preciso dizer que enchemos uma caixa para levar para o Brasil.

Além de passar a manhã correndo atrás dessas coisas, hoje foi o dia de almoçar no Siga la Vaca em Puerto Madero, um restaurante super conhecido aqui e que eu mega recomendo! Principalmente se você viaja com uma pessoa que é carnívora ao extremo como o meu marido ou se você mesmo é um. Pagamos 52 pesos por pessoa no almoço (no jantar sai um pouco mais caro, algo em torno de 60 pesos) e por esse valor estão incluídos o buffet de saladas e de carnes, um litro de bebida (à sua escolha) e a sobremesa. O esquema é: toda a carne que você puder comer e toda a salada que você puder comer. E a sobremesa nao é gelatina, sagu ou salada de frutas não, é sobremesa de verdade. Eu pedi um cheesecake com calda de frutas vermelhas e o marido pediu uma pera ao vinho, ambos divinos e servidos lindamente.

Já comecei a organizar as malas, amanha vai ser o dia de tomar um café na rua, almoçar algo leve e zarpar para o aeroporto. Hasta luego!

Sobremesas de verdade - delícia!

Diário de bordo – Buenos Aires 5

O calor continua intenso em Bs As e eu estou adorando. Hoje o dia amanheceu com cara de poucos amigos, mas em poucas horas já fazia um sol escandaloso. A programação de hoje foi conhecer o bairro da Recoleta, o Centro Cultural, o Museu de Belas Artes, o shopping Buenos Aires Design, o cemitério e obviamente o túmulo da Evita Perón.

Apesar de ser um bairro próximo da regiao central, não é assim tão perto que dê para ir a pé, portanto andamos de ônibus mais uma vez e nessa ocasião a coisa fluiu com mais tranquilidade. Fomos até a esquina das ruas Esmeralda e Lavalle e pegamos a linha de nr 17 cujo ponto final fica bem perto dos pontos turísticos da Recoleta. Não tem erro. Detalhe para a pessoinha aqui dando sinal pra descer no ponto final…

Me senti estranha fazendo turismo dentro de um cemitério e o túmulo da Evita, sinceramente, só não passa despercebido porque é o principal motivo de ter tanta gente lá. Eu esperava algo mais grandioso. O marido até perguntou se ela era pobre. Eu respondi que ela um dia foi pobre, mas quando morreu era a primeira dama do país. Vai entender. O Museu de Belas Artes surpreendeu, a entrada é gratuita e estavam expostas obras de grandes artistas: Rodin, Picasso, Monet, Gaugain, entre outros. Eu achei muito melhor que o Malba.

Hard Rock Café

Museu de Belas Artes - dá de 10 no Malba

Túmulo da Evita - meio caidinho, né

Floralis Generica - homenagem à cidade

Demos uma voltas pelo Buenos Aires Design, um shopping especializado em decoração, tiramos foto na frente do Hard Rock Café e pegamos o caminho de volta para o centro para almoçar a tal parrilla argentina. Acabamos caindo num restaurante bem popular cuja qualidade deixava bem a desejar, mas pelo menos nao comi purê de batatas. Eu estava há 4 dias só comendo carne e batata, sentindo falta horrores de uma saladinha então pedimos uma parrilla pequena, para um, e uma salada mista. Na salada só tinha alface, tomate e cebola. Se essa era a mista, imagina como não seria a simples, alface puro? O marido diz que aqui batata acompanha tudo, até mesmo batata.

A minha fantástica salada mista e a parrilla do marido

Hoje infelizmente não teremos jantar surpresa do hostel, que pena! Ok, eu estou sendo irônica. Mas o motivo pelo qual não jantaremos aqui também foi surpresa. Quando chegamos na cidade, o pessoal da recepção explicou que teríamos que retirar um voucher diariamente para contar com o tal benefício da janta. Hoje, por incrível que pareça, quando fui retirar os nosso, já não tinha mais. E eles me disseram que para amanhã também já acabou. Fiquei meio de cara, afinal de contas, como que já não tem mais para amanhã se o voucher deve ser retirado diariamente? Bom, a gente vai ter que se virar de outra forma.

Com o passeio de hoje pela Recoleta finalizamos os principais bairros da cidade. Amanha é dia de comprar os presentes e ficar à toa pelo centro. Sinceramente, estou com preguiça de voltar para casa e para o meu cotidiano. Ai,ai…

Diário de bordo – Buenos Aires 4

Hoje amanheceu chovendo e pensei que teríamos que mudar a programação do dia, mas logo depois do café da manha saímos para trocar alguns reais por pesos e o tempo firmou. Mais uma dica interessante que peguei na internet: trocar dinheiro no Banco Meridien, na esquina da Florida com a J.D. Peron, foi a melhor taxa até agora, cada peso saiu por R$ 0.49. Em seguida fomos para Palermo de metrô, ou subte como se diz aqui. Muito similar ao metrô de São Paulo, porém muito mais sujo, fedido e abafado. A passagem custa 1,10 e graças a Deus é possível pagar com notas e não só com moedas. Mas o ambiente é tão abafado que dá até uma coisa ruim!

Nos batemos um pouco pra acertar a plataforma e a direção correta, mas tudo correu bem. Fomos primeiro para o Jardim Japonês e depois para o Malba, o Museu de Arte Latinoamericana de Buenos Aires. O marido gostou muito do primeiro lugar, principalmente do visual e de alimentar as carpas no lago. Eu também gostei. A moça que vendia a comida pra peixes tinha um gato fofo e carinhoso, deu vontade de levar embora comigo. Agora o Malba foi uma decepção, poucas peças à mostra, dois quadros de Botero e o Abapuru da Tarsila do Amaral sao as peças que chamam mais atenção. Ainda bem que às quartas-feiras o ingresso sai pela metade do preço e desembolsamos 6 pesos cada para entrar. O preço normal é 18 pesos, na boua, não vale o investimento.

Jardim Japonês

Jardim Japonês

Malba

Em seguida resolvemos ir para Palermo Viejo conhecer a praça onde acontece o fervo no final de semana e as lojas de grife argentina. Quando colocamos os pés fora do museu, voltou a chover e a caminhada era longa até a Plaza Cortázar o que me fez resolver pegar um táxi. O taxista foi muito simpático, explicou que Palermo Viejo era um bairro decadente e cheio de fachadas velhas e mal cuidadas. Há mais ou menos um ano houve uma revolução no local, as principais lojas de roupas se mudaram para lá e o lugar super valorizou. Gostei do clima da pracinha, cheia de bares ao redor e de lojas estilosas, mas não me arrisquei muito por lá, senti falta de alguém da região que pudesse me dar o caminho das pedras. Fiquei tão perdida no bairro que nem fui nos outlets das grandes marcas que ficam por ali também. Um pouco frustrante.

Plaza Julio Cortazar

Almoçamos por lá e fomos a pé até a estaçao de metrô para voltar para o centro. No meio do caminho, aconteceu uma situação delicada. Acabamos não indo ao banheiro no restaurante e a vontade apertou. O marido entrou no primeiro mercado que ele viu e dois segundos depois percebemos que não havia nenhum banheiro disponível para clientes. Quando passamos por aqueles aparelhos de segurança que apitam se você estiver com algum produto que não passou no caixa, uma criança passou por perto e o tal negócio fez um escândalo. Como o marido estava com uma mochila nas costas, a segurança do mercado pediu que ele a abrisse mesmo depois dele ter dito que o que fez o aparelho apitar foi a criança e não nós dois. Depois de um imbróglio danado e um estresse fora do normal porque tínhamos uma garrafa de água quase no fim dentro da mochila, saímos do tal mercadinho emputecidos, emburrados e discutindo um com o outro.

À noite, mais uma situação que poderia ter sido menos chata. O jantar “grátis” oferecido pelo hostel é servido das 20h30 às 21h30 e hoje, pela primeira vez desde que chegamos aqui, perdemos o controle da hora e chegamos no bar exatamente às 21h30. O que foi que aconteceu? Recebemos um sonoro não, não dá mais pra servir comida. Eu já estava de saco cheio de discussões infrutíferas, sem a mínima vontade de convencer a garçonete e por mim iríamos embora comer em outro lugar. O marido resolveu conversar e depois que o povo percebeu que se não fôssemos servidos nós nao consumiríamos nem uma água no bar, abriram uma exceção. Quer saber? Não quero mais morar aqui não…

E dá-lhe purê de batata no jantar!

Jantar

Gente, hoje o bicho pegou no nosso já costumeiro jantar surpresa oferecido pelo hostel. Almoçamos pouco no Caminito, comemos apenas empanadas, então chegamos no bar mortos de fome. E a janta era espaguete com o mesmo molho insosso de domingo. Conclusão: não deu nem pro buraco do dente e apelamos para o Mc Donalds. Onde há fast food não há sufoco!

Espaguete com molho de "água" - ninguém merece