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Mc Salada

Eu gosto de McDonalds! Pronto, falei!

Não acho que seja a comida mais nutritiva do mundo, não acho que valha a pena pagar 15 dinheiros por um lanche mequetrefe e não sou do tipo fanática que come junky food toda semana, mas eu gosto ué. De vez em quando, tipo assim once in a blue moon, eu tenho uma vontadinha de comer sanduíche do McDonalds e não passo vontade, vou lá e como com prazer.

E eis que agora eles servem as promoções com salada no lugar da batatinha frita e hoje eu resolvi experimentar. Tá bom, me senti uma loser saindo com aquele balde de salada na bandeja ao lado do meu sanduba e do copão de Coca Zero, mas eu resolvi tentar. E deixou a desejar, viu. As folhas estavam meio feias, meios murchas e nada convidativas. E tinha só dois tomatinhos cereja lá dentro. Me arrependi, deu vontade de trocar pelas deliciosas batatinhas gordurosas. Bom, também pudera,  é querer demais esperar que o McDonalds sirva uma salada decente.

Bem legal a iniciativa e talecousa, mas McDonalds é sinônimo de junky food e tenho dito!

 

A receita do peixe

Meninas, tô me achando a Nigela Lawson! Aqui vai a receitinha e com comentários meus, receita assim nunca se viu! Boa sorte a todas as que arriscarem os pézinhos na cozinha.

Ingredientes: 1 kg de filés de merluza, 3 batatas médias descascadas e cortadas em rodelas finas, 1 pimentão médio (da cor que vc preferir) cortado em fatias finas, 1 cebola grande cortada em fatias finas, 1 tomate grande cortado em fatias finas, azeite de oliva à gosto, hortelã fresco, salsinha, coentro, sal, pimenta, tempero completo, temperos que vocês gostam.

Modus operandi: Primeiro tempere o peixe. Eu comprei peixe congelado, então deixei fora da geladeira e eles ficaram encharcados de água. Dei uma espremida de leve em cada filé com cuidado para não despedaçá-los e o suficiente para tirar o excesso de água. Tempere cada filé com pimenta do reino, ervas finas desidratadas (daquelas de saquinho compradas em supermercado) e tempero de sal e alho de cada lado do filé. No final, deixei os filés no tempero por umas 4 horas. Na hora de preparar, o peixe soltou mais água, joguei fora e acertei o sal novamente, pois eles estavam bem encharcados e fiquei com medo de ficar sem gosto.

Cozinhe as batatas rapidamente, somente até ficarem macias em água sem sal. Em um refratário (eu usei uma marinex de vidro) monte camadas com os temperos e a batata. Coloquei azeite de oliva no fundo, uma camada de batatas, uma camada de cebola, tomate, pimentão, o peixe e por cima do peixe o que restou dos temperos e batatas. Não colocar água nenhuma, regar com mais azeite de oliva, finalizar com salsinha e hortelã picadinha e mais uma pitadinha de sal por cima de tudo.

Obs.: Eu cresci comendo peixe temperado com coentro, bastante coentro. Tem gente que não gosta, pois ele tem um gosto bem característico. Dessa vez eu não usei, pois aqui em Curitiba é bem difícil de achar coentro fresco. Mas eu recomendo que vocês usem se gostarem.

Coloquei uma pitadinha de colorau/colorífico pra dar uma corzinha, cobri com papel alumínio e foi pro forno por uns 4o minutos. Ao abrir, o peixe tinha soltado mais um montão de água. Como nós preferimos o peixe mais sequinho, tirei praticamente toda a água com uma concha, com cuidado para não desmanchar o peixe e os temperos. Eu guardei esse caldo e congelei. Pode servir pra alguma coisa no futuro. Reguei com mais azeite e voltou pro forno por mais uns 10 minutinhos. Está pronto!

O peixe

Eu sempre desconfiei bem muito daquelas pessoas que abrem um bocão pra dizer “Eu não sei cozinhar nada, nem fritar um ovo.” Porque, caras, super numa boa… eu não acredito nisso, não. Eu acredito que tenha um monte de gente que não sabe  fazer massa de coxinha ou que não tem uma mão boa para doces, sei lá. Eu mesma tenho os meus imbróglios culinários, as coisas que por mais que eu tente sempre saem tortas e sem gosto e vai tudo pro lixo. Mas não venha me dizer que a pessoa não sabe nem colocar um macarrão pra cozinhar e jogar um molho pronto por cima. Essa não cola.

Hoje, feriado, acordei com vontade de cozinhar. E olha que isso é coisa rara, viu. Ontem eu e marido fizemos uma compra bem gorda para a nossa despensa e geladeira (que já estava parecendo um côco – só tinha água dentro) e eu resolvi comprar peixe. E peixe é o meu maior ponto fraco culinário ever. Marido me olha com aquela cara de “ih, lá vem gororoba sem gosto de nada” quando eu digo que vou fazer peixe. Não sei dizer o que acontece, eu já segui receitas, já improvisei, já fiz até promessa e toda vez que me arrisquei a fazer peixe foi uma negação.

Mas não dessa vez! Eu sou brasileira e não desisto nunca! Comprei filés de merluza, procurei uma receita na internet daquelas que vai um monte de legumes e temperos e coloquei as mãos na massa. E gente, eu finalmente desencantei! Consegui fazer um peixe com sabor, com tempero, com uma cara boa! Fiquei orgulhosa de mim mesma e feliz ao ver marido, pela primeira vez, repetir o peixe e ficar “cavando” os cantinhos da travessa com o garfo! Hoje uma criança está feliz.

Te mete comigo

Eu já disse por aqui que A-DO-RO programas de culinária. Eu assisto todos. Adoro a Nigela, o Jamie Oliver, o Gordon Ranson e não perco um Top Chef. E comecei a me aventurar um pouco mais nesse campo tão renegado por mim que é a cozinha. Veja bem, não é que eu não saiba nem fritar ovo, pelo contrário, me viro consideravelmente quando o assunto é a refeição nossa de cada dia. Mas eu nunca senti  muito prazer em colocar a mão na massa. Principalmente por causa da minha falta de paciência extrema e da minha sempre recorrente mania de alterar as receitas. Já cheguei a colocar água no lugar do leite porque o dito cujo acabou e eu não tinha como largar tudo na metade e ir no mercado comprar mais. E eu sempre acho que não tem problema se eu colocar só um ovo a menos e que não é assim tão necessário esperar de 30 a 40 minutos pra massa crescer.

Daí já viu, né. O negócio resulta numa massa disforme sem gosto de nada e eu desisto de cozinhar. Ontem o dia estava propício para sopa e fazia tempo que eu  queria tomar uma sopa cremosa, com gosto de legumes de verdade e não aquela água cheia de macarrão boiando que a gente compra no mercado. E daí que procurei uma receita aqui, outra acolá e descobri que não é assim tão difícil fazer uma sopa de verdade. É só comprar os legumes, cozinhar, bater no liquidificador e temperar. Simples assim!

Fui no supermercado na hora do almoço, comprei um pedação de abóbora e um maço de cebolinha. Deu um pouco de trabalho tirar a casca e cortar em cubos, mas ela cozinhou bem rápido. Fiz um refogado simples, coloquei as abóboras cozidas dentro, juntei um pouco de caldo de carne e do caldo do cozimento, bati tudo com o mixer até desmanchar e voilá!  Estava pronta a minha sopa de abóbora.

Carreguei um pouquinho no tempero e coloquei uma pitada grande de pimenta sem querer, acabou caindo do pote mais do que eu pretendia e ela ficou levemente picante. Pra finalizar e deixar cremosa, eu tinha duas opções: creme de leite ou requeijão. Preferi colocar o requeijão light que eu tinha em casa e, modéstia parte, ficou divina. Nem eu sabia que era capaz de fazer uma coisa tão gostosa e tão simples.

O marido reclamou um pouco, pois ele não é muito chegado em sopa. Mas gostou da textura e do caráter “spicy” que eu dei à ela sem querer. Fiz só um pouco achando que ia sobrar, mas não deu pra nada! Te mete comigo, tô aprendendo com os melhores!

Oi, muito prazer. Eu sou fresca com comida.

Caras, eu sou muito chata com comida. Tem uma porção de coisas que eu não como mas nem que aquilo valesse a minha vida em peso de ouro. Apesar de ter sido criada por uma mãe que oferecia de um tudo pra gente, confesso que muitas dessas minhas frescuras foram adquiridas durante a infância por influência das minhas irmãs adolescentes.

Até parece que eu ia querer provar uma coisa que uma delas torceu o nariz e fez cara de nojinho. Se elas não gostavam daquilo, não era eu quem ia gostar. E então com o passar dos anos, certas frescuras se estabeleceram de vez. Quando eu era bem novinha, eu exigia que passassem margarina ou requeijão em cada cantinho existente da bolacha água e sal. Se tivesse um canto só sem margarina eu não comia. Que criança adorável, não?

Depois houve um tempo que praticamente tudo me fazia mal. Frango ensopado então, eu não podia nem ver. Um dia, era tudo o que tinha para o almoço e eu comi aquele frangão no molho com arroz. Não demorou muito pra eu colocar tudo pra fora e ficar de cama uns dias. Minha mãe, coitada, se sentiu culpada. Engraçado que Mc Donald´s nunca me deixou doente… Se bem que não era uma coisa que eu comia assim com tanta frequência.

Chegou então o dia em que eu comecei a trabalhar e tive que ser um pouco mais tolerante com o rango comido nos restaurantes da vida. Uma dorzinha de estômago aqui e outra ali e acho que realmente meu organismo se adaptou ao meio. Era isso ou viver de vento. Ou de luz.

Eis que eu me casei com um carnívoro inveterado. Justo eu que como a mesma quantidade de carne que um passarinho e tenho a maior tendência a ser vegetariana. Não sinto a menor diferença entre acém, alcatra, patinho e picanha. Pra mim é tudo bife. E que seja bem passado, faz favor. Mas se tiver um franguinho eu prefiro! Ah, claro mas só o peito. Coxas, sobrecoxas e demais partes estão cheias daqueles nervinhos e pelezinhas nojentas que eu não como.

Por outro lado eu adoro uma massinha com um molho bem engordativo. E como salada com (muito) prazer. O meu paladar fica mais apurado quando se trata de rúcula, cenoura, batata, alface americana, agrião, mostarda e acelga. Gosto até de comer quiabo. Vai entender…

Pézinho na cozinha

Eu não gosto de cozinhar. Eu sei me virar bem na cozinha, mas não gosto dessa função. Eu não gosto de cozinhar para muita gente, nem só pra mim e detesto cozinhar coisas difíceis que possuem muitos passos de preparo.  Mas eu adoro assistir programas de culinária. Fico fascinada com a habilidade dos chefs, com a quantidade de temperos existentes e com as mil possibilidades que um único ingrediente pode ter.

De uns tempos pra cá comecei a gostar de inventar algumas coisas na cozinha e me arriscar um pouco mais nessa área. Agora tenho vontade de preparar coisinhas gostosas e bonitas e também de provar comidas diferentes.

Esses dias eu fui ao Mercado Municipal de Curitiba e achei muito curioso o fato de eu já ter estado lá muitas e muitas vezes e ter a impressão de que era um lugar completamente diferente. Agora consigo ver tudo com outros olhos. Não me lembrava de ter tantas cores, frutas diferentes, opções de comidas e etc. Mas é preciso pesquisar muito antes de chegar lá e saber exatamente o que vc quer, ou vai bater uma angústia enorme de ver tanta coisa e não conseguir decidir o que comprar.

Estou com alguns ingredientes diferentes em casa só esperando que bata aquela vontade de me arrastar até a cozinha para preparar!!

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Estou montando uma lista de comidinhas que eu preciso provar antes de desaparecer desse mundo. E fico surpresa com a quantidade de coisas que eu ainda preciso experimentar! Vamos começar com lagosta, ceviche e mole mexicano. Hoje comi pela primeira vez blueberries de verdade! Fico passada como podemos chamar essa frutinha de MIRTILO aqui no Brasil…

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Já falei que não curto cozinhar, certo. Mas durante o carnaval cozinhei para amigos e servi bruschetas de entrada e panquecas de requeijão e peito de peru defumado. Eu adoro panquecas!! Acho que mandei bem, acredito que os elogios foram verdadeiros. Descobri que o que me desencanta na cozinha é o “mais do mesmo”, ou seja, a rotina da comida: arroz, feijão, bife, salada. Salada é um capítulo à parte, adoro a maioria das folhas verdes e preciso aprender a elaborar melhor esse prato. Mas o que me fascina mesmo são aqueles pratos que eu chamo de “comidinhas”: nachos, guacamole, petiscos, bruschetas, ceviche, etc. Gosto de pratos únicos, com uma quantidade que consiga satisfazer uma pessoa e que fuja do óbvio. Pena que meu marido seja um carnívoro inveterado e só consiga pensar em churrasco…