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Coisas de criança

Essa semana duas crianças, filhos de colegas meus de trabalho, visitaram a empresa. E olha que coincidência: os dois estavam com aqueles tênis que piscam uma luzinha quando eles pisam no chão! Acho que é moda agora entre os pimpolhos!

E daí fiquei cá com meus botões pensando em como é legal ser criança e poder usar certas coisas meio estapafúrdias sem se preocupar com nada. Imagina se eu, do alto dos meus 32 anos, resolvo sair por aí usando um tênis que pisca luzinhas coloridas quando eu ando!  No mínimo iam me chamar de ridícula maluca.

Mas criança pode, né. Outra coisa que eu acho o máximo é criança vestida de Batman, Homem Aranha ou de princesa na rua. É o máximo do desprendimento. Quando eu tiver meu filho vou andar com ele na rua vestido de super-herói! E vou amar!

Quando eu era criança

Quando eu era criança, eu…

…tinha medo do escuro. Aliás, tenho medo até hoje.

…não entendia a frase “Não podemos confundir liberdade com libertinagem”. Afinal, o que diabos era libertinagem?

…adorava gibis da Turma da Mônica.

…colecionava gibis da Turma da Mônica.

…não brincava de casinha e sim de secretária executiva. Pegava uma pasta velha, juntava papéis que seriam os meus “documentos importantes”, durex, tesoura, canetas, grampeador e demais artigos de escritório. Arrumava um canto para ser a minha sala e ficava escrevendo cartas e atendendo telefonemas imaginários.

…tinha uma amiga imaginária chamada Bini e eu inventava competições em que eu sempre me dava bem e ela sempre se dava mal.

…tomava banho de chuva no quintal e depois corria pro chuveiro para tomar uma ducha bem quentinha.

…assistia Xuxa, dançava lambada e era fã do Polegar. Todo mundo tem um passado negro.

…queria escrever um livro.

…desenhava infinitamente melhor do que hoje.

…não pensava tanto em sexo quanto as crianças o fazem atualmente.

…gostava de comer legumes, inclusive quiabo e abobrinha.

…provava roupas de festa das minhas irmãs mais velhas e desfilava pela casa quando estava sozinha.

…nunca tive uma Barbie e nem uma Melissinha. As Barbies estavam fora da realidade financeira da minha mãe e a Melissinha, segundo ela, era de plástico vagabundo e dava chulé.

…brincava de  empresária e fingia ser dona de uma loja de plantas (as plantas da minha mãe).

…tinha vários diários onde eu escrevia poesias e textos tristonhos.

…queria crescer logo!

…achava que o ano 2000 era uma época muito, muito distante.