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A Cabana

Cheguei ao fim do livro A Cabana. E dessa vez eu me forcei a demorar um pouco mais apreciando a leitura, pois já disse aqui em outras ocasiões que sou uma devoradora de livros. Acho que faz parte daquele meu probleminha de ansiedade também já comentado. É um hábito difícil de reverter, mas eu estou tentando.

Esse livro era um daqueles best-sellers que eu ouvi falar, mas não me animei muito a ler, não me chamou atenção. Até que um belo dia, uma pessoa do meu convívio perguntou se eu conhecia e recomendou a leitura. Aproveitei que tinha um crédito na livraria e comprei. Estou aqui me enrolando, pois o livro aborda um tema complicado de falar a respeito: religiosidade.

Mack é casado e tem 2 filhos crescidos. Apesar de ter uma vida estabilizada, é um homem atormentado pela perda da filha mais nova que foi sequestrada e assassinada durante uma viagem de acampamento. Seu corpo nunca foi encontrado, somente um vestidinho ensanguentado foi localizado numa cabana abandonada. Ele nunca se recuperou dessa tragédia. Como se houvesse uma maneira de se recuperar de algo assim… Apesar dessa história trágica, sua esposa tem uma relação muito próxima com Deus a ponto de sempre se referir a ele como “Papai”. Coisa que Mack nunca conseguiu entender. Numa tarde de inverno e muita neve, Mack recebe um bilhete assinado por Deus convidando-o a retornar àquela cabana. Apesar do choque inicial, Mack resolve investigar. Seria uma piada sem graça? Ou seria realmente Deus querendo conversar com ele?

Ao chegar na cabana, Mack adormece e é transportado para um mundo paralelo onde Deus, Jesus e o Espírito Santo se apresentam diante dele como uma matrona de pele negra, um carpinteiro de traços orientais e uma entidade esvoaçante difícil de focalizar. Eles são três e também são um. E pretendem curar as feridas de Mack ensinando-o que o amor de Deus e seus desígnios são maiores do que qualquer religião. Que ele ama todos os seus filhos de maneira especial e que tudo o que acontece em nosso mundo, de bom e de ruim, está ligado ao livre arbítrio que conquistamos como raça humana. Ao final desse encontro, Mack entende que precisa perdoar e ser perdoado. E esse encontro transforma sua vida para sempre.

Eu gostei do livro. Alguns dos conceitos me agradaram, alguns foram confusos, outros eu confesso que achei fantasiosos demais e irreais. Mas, se você for como eu, que acredita em Deus de uma maneira mais particular, sem ter grandes amarras religiosas, vai se interessar. Existem alguns trechos que li com desconfiança e quase desisti. Mas no geral, acho que vale a pena.

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Livro 1 – Profundamente Sua – Sylvia Day

Ok, podem atirar várias pedras em mim… Eu disse que não ia dar sequência na leitura da trilogia Crossfire da Sylvia Day e acabei lendo o segundo livro. O problema é que eu sou uma leitora compulsiva. Tem nem graça… Se for de leitura fácil então, eu termino um livro em dois dias. E foi mais ou menos o que aconteceu… Eu estava ali de férias, facinho, facinho e me mandaram o livro em PDF.

Vamos à resenha… Ai que preguiça de comentar esse livro. Bom, é o segundo da série Crossfire, mais do mesmo, erótico da mamãe como andam falando por aí. Gideon Cross continua maluco, Eva Tramell continua sendo ela mesma. Nesse volume, os dois começam a entrar nos eixos e fazem terapia de casal, já que os dois possuem um passado conturbado, ambos foram abusados sexualmente quando crianças. Mas o clima de lua de mel não dura muito. A ex-noiva do Gideon aparece na jogada realmente interessada em tê-lo de volta e o abusador da Eva também aparece fazendo chantagem com o Gideon e o padastro dela. No meio desse cenário, as já famosas “cenas picantes” que me cansaram um pouco. Sério, gente, ou esse cara tem alguma disfunção ou ele toma viagra. É possível um homem estar excitado e pronto para o “combate” o tempo todo? Gideon Cross está!

O livro termina deixando algo mais para o próximo, logicamente. Que eu não vou prometer não ler, vai que alguém me manda o arquivo novamente, né.

O desafio dos 50 livros

Ano passado aceitei o desafio de ler 50 livros em 2012. Nem preciso dizer que eu não consegui. A lista de leituras que ficou disponível ali ao lado não me deixa mentir que eu cheguei à marca de 15 livros em 12 meses. Mas eu gostei tanto desse desafio que resolvi mantê-lo para 2013. Será que conseguirei ler 50 livros esse ano?

Que comece a contagem! O primeiro do ano eu já terminei e outros dois estão na fila!

#14 – Toda Sua – Sylvia Day

Primeiro, vamos à resenha e depois às considerações pessoais, ok? Eva Tramell é uma jovem de 24 anos, rica, aparentemente normal, que acabou de se mudar para New York e conseguiu um novo emprego numa agência de publicidade grandiosa.

No seu primeiro dia ela esbarra com um homem maravilhosamente lindo, sexy e podre de rico, Gideon Cross. E, mais uma vez, a fórmula atração à primeira vista é aplicada. A princípio ele propõe uma relação baseada somente em sexo, nada de envolvimento amoroso, mas no decorrer da história, os dois vão descobrindo seus traumas do passado e as coisas que possuem em comum. Será que eles conseguirão vencer as suas barreiras emocionais? Será que essa relação dará certo? Cenas do próximo capítulo…

Curioso como a indústria literária funciona, né. Quando Crepúsculo fez o sucesso que fez, foram lançados 5.329 novos títulos com histórias envolvendo vampiros. Agora, depois do lançamento da trilogia 50 tons, mais 15.284 títulos falando de sexo selvagem estão sendo publicados. Suspiro!

Eis que me disseram para ler Toda Sua que seria uma experiência muito melhor do que 50 tons. E a besta aqui, munida de curiosidade, topou a leitura.  Criei uma lista mental de likes e dislikes sobre toda essa “experiência”:

O que foi bom pra mim:

– a mocinha de Toda Sua, Eva, é menos retardada que  Ana Steele de 50 tons. Eva tem um passado e traumas que explicam muito das suas inseguranças e dificuldades em se relacionar. E ela não é uma virgem inocente que mal consegue falar um palavrão.

– a escritora, Sylvia Day, realmente merece mais mérito que E.L.James. A narrativa é mais fluida, menos repetitiva, menos exasperante de ler.

– os personagens de Toda Sua são um pouco mais profundos, talvez uns 20% mais…

– o vocabulário é pesadão, sem cortes e sem censura, viu. Se você acha legal palavrões e expressões picantes, vai ler tranquilamente. Mas se você não curte, não leia.

O que não rolou:

– só quando cheguei ao final é que descobri que Sylvia Day se baseou na história de 50 tons, então é como se você estivesse lendo a mesma história, mas com pequenos detalhes diferentes. Gente, desculpa, não dá. It´s too much! Fica chato pra caramba, aquela sensação de deja vou o tempo todo, preguiça enorme  de ler.

– qualéqueé essa de só escrever trilogia, galera? É pra vender mais, claro… Mas acho que já deu, né.

Para quem estiver curioso ou interessado, eu recomendo que leia o primeiro livro de 50 tons (Cinquenta tons de cinza) e depois leia Toda Sua. Daí você resolve qual das duas narrativas é a sua preferida para engrenar os dois livros da sequência. Eu li os 3 Cinquenta Tons e agora num vou guentar seguir a trilogia Crossfire. Sério, de verdade, deu pra mim. Achei muito legal essa onde de romances picantes, regados a sexo de verdade, eu particularmente curto. Mas chega dessa história de menina-desmiolada-apaixonada-por-ricaço-bem-dotado-problemático. Vamos ao que interessa? Vamos falar de gente que gosta de sexo por sexo? Fica a dica, hein.

#13 – Cinquenta tons de liberdade – E.L.James

Demorou, mas terminei o famigerado terceiro e último livro da série 50 Shades. O livro anterior terminava com a proposta de casamento que Christian Grey fez a Ana e esse livro começa já na lua de mel. Achei meio longo, repetitivo as ever e cansativo de ler. Agora que estão casados, eles precisam se adequar à vida a dois, aos fantasmas do passado de Christian e a algumas ameaças vindas do ex-chefe de Ana que, além de estar muito puto da vida por ter perdido o emprego ao tentar abusar dela, tem outros segredinhos envolvendo o bonitão da história.

Gente, tenho lido algumas resenhas e opiniões a respeito dessa série na internet. Como quase tudo nessa vida, há quem ame e há quem odeie. Mais uma vez eu digo que não é um livro para ser levado a sério. Você não vai aprender nada lendo esses livros, não vai se tornar mais inteligente e esperta, mas também não vai “emburrecer” só por causa de um pouquinho de leitura despretensiosa. Então, quem estiver a fins, leia! Não é muito bem escrito, e meio repetitivo, mas tem seu charme. Enjoy!

#12 – Cinquenta tons mais escuros – E.L. James

Pessoas, terminei o segundo livro da série Fifty Shades e sentimentos dúbios me invadem. Fiquei ligada no primeiro livro por ser uma abordagem inusitada, como eu disse antes, li as primeiras 60 páginas de uma vez. Mas também achei a narrativa meio repetitiva e a personagem-heroína meio rasa.

No segundo livro essas características não mudam, ok. O atormentado Christian Grey continua atormentado, possessivo, controlador, embora mais humano e romântico. Sim, ele descobre o amor. E a mocinha chatonilda Anastasia Steele continua com a maturidade de um grão de areia. Os contos eróticos continuam, tá.

Não quero entregar o ouro, mas tenho que comentar umas duas ou três passagens desse segundo volume. Primeiro momento indignação nível 100 é quando Anastasia sendo ameaçada por uma ex-submissa do Grey, que está com um surto psicótico e apontando uma arma para ela,  sente… (a) medo? (b) pavor? (c) se arrependimento matasse ela estaria mortinha da silva? Nãããão! Ela sente ciúmes e só consegue pensar que não é boa o suficiente para ele, que ele tem “necessidades” que ela não consegue suprir! Ah, tomar banho, né. Juro que faltou pouco pra eu largar a leitura, mas como sou compulsiva, continuei firme.

Segundo momento “senhor, dai-me paciência” é quando o amigo dela, enciumado, lógico, pergunta se a relação dela com o Grey é mesmo séria e se ele não é um pouco velho demais. Gentem, a menina tem 22 anos, mas o cara tem 27. Se ele tivesse uns 40 eu também o colocaria no patamar de velho-babão-pegando-menininha-tipo-tio-da-sukita. E para finalizar, seguindo a mesma linha de raciocínio, Anastasia em um momento de extrema maturidade pensa que será difícil se acostumar com os funcionários do Grey chamando-a de “senhora”. Afinal isso faz com que ela se sinta mais velha, tipo, perto dos 30. Uffff…

Mas sabe que tem um ou outro momento divertido, principalmente as trocas de emails entre eles. E eu que terminei de ler esse “a pulso” como dizia minha mãe, tive uma grata surpresa no final. A escritora muito da esperta, deixa um suspensezinho no ar e é claaaaro que eu vou ter que ler o terceiro e último para saber que diabos acontece com o casalzinho! Se você está procurando leitura profunda, grandes enigmas da humanidade, esqueça essa trilogia. Mas se quiser ler algo que não te faça pensar muito e que tenha uma pitadinha de erotismo e romance, be my guest!

 

#11 – Cinquenta tons de cinza – E.L.James

Ohhh yeah! Eu li o best seller mais falado do momento! E devo ter lido as primeiras 60 páginas numa sentada só. É viciante! Vou tentar resumir sem spoilers (difícil).

Anastasia Steele é uma mocinha de 22 anos, recém-formada na universidade e conhece o mega-bláster rico, bonito e poderoso empresário Christian Grey ao entrevistá-lo para o jornal da faculdade. Os dois se atraem à primeira vista e ele revela que é um “Amo”, ou seja, ele é dominador na relação (sim, ele pratica relações de sado-masô) e propõe que ela seja sua submissa. Ser sua submissa significa mais do que sexo no estilo sadomasoquista, mas também que ela deve assinar um contrato e aceitar ser punida fisicamente se não agir conforme as regras.

Agora meus breves comentários sobre o livro! Em verdade eu vos digo, é viciante! Mas no final das contas, é uma espécie de “Crepúsculo” sem vampiros e com muito sexo. Os personagens são meio rasos, principalmente a mocinha da história, inocente, virgem, em busca do amor. Se bem que acho que a maioria de nós era meio abobada aos 22 anos, né… Mas as passagens eróticas são quentes, viu amigas! Só tem um detalhe que eu fiquei meio em cima do muro. Nesse primeiro livro, lá pelas tantas, ele conta pra ela que foi adotado aos 4 anos por essa família rica e perfeita, mas sua mãe biológica era uma prostituta viciada em crack. E fica no ar aquela ideia de que ele é assim hoje, incapaz de se relacionar “normalmente” por causa dessa história de vida. Humpf! Vamos ver onde isso vai dar, a questão vai ser continuada no segundo livro da série Cinquenta tons mais escuros que eu, inclusive, já comecei a ler.

Eu não disse que era viciante? Recomendo!