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Problemas conjugais e veterinários

Ontem foi um dia de trevas… Terminei o dia chateada por causa de uma série de coisas… Magoada com coisas relacionadas ao mundo da adoção, emputecida com coisas relacionadas ao meu trabalho e cansada por ter começado a fazer academia ontem na hora do almoço. Cada um desses assuntos merece um post exclusivo, então não me prolongarei nos detalhes sórdidos agora.

Juntando tudo isso ao fato de que menstruei, o humor estava abaixo de zero e acabei brigando com o marido. Acho muito irritante o fato dos homens acharem que todas as chateações e oscilações de humor de uma mulher tem a ver com TPM. Tudo nesse mundo se resume a TPM!! Além de ser uma visão ridícula e equivocada do universo feminino, é extremamente irritante.

E aí brigamos por causa de ração de gato. Por conta da doença do Bozó, ele tem que comer uma ração medicamentosa que custa os olhos da cara. E como faço para dar um tipo de ração para um e outro tipo para o outro? É uma luta! Coloco a comida nos potinhos e vai cada um para o pote que não deveria ir, ou seja, Jogita quer comer a ração medicamentosa caríssima e Bozó quer comer a ração que ele não pode. É um malabarismo dos diabos e eu fico hiper mal humorada de ter que ficar cuidando de comida de gato às 7h da manhã!!! É muito mais fácil colocar a mesma ração (cara) para os dois e ir cuidar da minha vida.

Para melhorar tudo, marido meu reclama que a ração é cara demais para deixar que os dois comam e se eu continuar fazendo isso, vamos a falência. Então explodi! E ele disse que eu deveria ter pedido ajuda, já que está sendo difícil pra mim. Gente, sinceramente, precisa pedir??? Affeeee…. Terminamos o dia bicudos.

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Manhã de sábado

Eu sofro daquela maldita síndrome do feriado… Nos dias que eu tenho que ir trabalhar, eu saio da cama me arrastando, eu me agarro no travesseiro, eu peço por mais 5 minutinhos e esses 5 minutos viram meia hora de maneira mágica e surpreendente. No dia que eu posso dormir até a hora que eu quiser, eu simplesmente… acordo! Às 7h da manhã! E viro me revirando na cama e pensando nas coisas que eu quero fazer naquele dia. Hoje foi assim. E eu detesto isso!

Resolvi sair da cama para não incomodar o marido. Daqui pouco vejo os gatos agitados correndo de um lado pra outro. Fiquei curiosa pra saber com o que eles estavam tão interessados. Ai, meudeusdocéu, eles estavam fazendo uma barata de brinquedo! Uma BARATA! Cascuda, nojenta, horrorosa, diabólica! E Bozó saía pra lá e pra cá com aquele bicho asqueroso na boca, soltava a barata, ela corria meio tonta e ele corria atrás, dava uns tapas, colocava na boca de novo. Ficou tão maluco com o “brinquedinho” que não deixava Jogita brincar mais, se ela chegava perto, ele rosnava!

E eu confesso que subi no sofá e só não dei um ataque histérico porque marido estava dormindo e podia ter um ataque cardíaco ao ser acordado dessa maneira. Saquei um spray de veneno e comecei a correr atrás daquele bicho nojento ao mesmo tempo em que tentava tirar o Bozó do caminho. Como é que eu ia jogar veneno na p#$@@ da barata sem matar meu gato junto? Num momento de bobeira dele, consegui descarregar o tubo de spray na maldita e foi preciso prender o bichano no outro quarto pra eu jogar o serzinho no lixo. Coitadinho, ficou órfão do brinquedo… E agora tô na dúvida se eu escovo a boca dele com sabão ou se listerine basta. Jesuis me abana!

Castração

Quando eu estava de férias, lá em setembro (parece que faz anos que isso aconteceu…), eu liguei na ONG Quatro Patas para agendar a castração do Bozó. Ele cresceu e está com os hormônios em ebulição, não deixa a Jogita em paz, fica atentando ela o dia inteiro e de uns dias pra cá deu pra ficar na janela da lavanderia miando feito louco querendo dar uma “escapadinha”. O jeito era castrar o bichano, não tinha outra alternativa.

Como se trata de uma ONG, eles fazem um precinho camarada, mas você fica numa lista de espera e eu só consegui agendar para ontem, ou seja, 3 meses de espera. Ontem de manhã lá fomos nós com o bichano na caixinha de transporte pra deixar ele pra castrar. O ambiente é meio sinistro, sabe a veterinária com cara de poucos amigos e a recepcionista quase me matou do coração quando ela disse que a anestesia é geral e eles não fazem exame cardíaco pra saber se o bicho tem algum problema. Por muito pouco eu não saí correndo de lá com a caixa de transporte embaixo do braço. Cheguei a voltar pra saber se estava tudo bem e daí ela me disse que ele já estava anestesiado.

Por volta das 10h30 eles me ligaram para dizer que o procedimento já tinha sido feito e que estava tudo bem com ele, já estava liberado para ir pra casa. Fui na hora do almoço buscar o bichano e me deu uma dor no coração quando peguei ele ainda meio grogue, meio perdidão, assustado… Mas foi por um bom motivo! Bozó está em casa, bem e com as bolinhas cortadas… hehehehe

 

A história do Bozó

Ia fazer mais ou menos um ano que tínhamos adotado a Jogita e eu andava meio incomodada com a solidão dela. A gente passa o dia inteiro na rua e a bichinha dentro de casa sozinha. Além disso, achei que ela estava com alguns desvios de conduta, achando que éramos todos da mesma espécie, sabe? E comecei a preparar o terreno pra adotar mais um gato. Mas que dúvida cruel, como é que eu ia cuidar de mais um bichano?

E um dia, sem mais nem menos, eu decidi que só adotaria um novo gato se ele fosse um filhote e aparecesse na porta da minha casa. Assim eu não teria coragem de recusar abrigo. E não é que o tempo passou e lá vamos eu e marido sair para o trabalho de manhã e vemos um gatinho todo branco na portaria do condomínio. Olhamos um pro outro, coçamos as cabeças e eu pensei: ele não está na porta da minha casa… E eu estou indo pro trabalho agora, então se a gente voltar pra casa e ele ainda estiver por aqui é porque é pra gente levar. Quem foi que disse que eu me lembrei de gato quando voltamos à noite? Mais uns dias se passaram e no sábado lá vamos nós sair para almoçar fora e dou de cara com o mesmo gatinho deitado embaixo de um carro, procurando uma sombra. Marido olhou pra minha cara de criança pedindo doce e falou pra eu ir lá dar uma olhada nele.

Cheguei devagarzinho, pois no geral bichos de rua são assustados e estão desnutridos, feiosos, cheios de pereba. E eu não posso com bicho com pereba! Mas não é que o gatinho estava em “perfeitas condições”, não tinha nem pulga! E se abriu todo pra mim quando eu brinquei com ele. Não deu outra, levei pra casa, tranquei ele no quarto do computador com um potinho de água e comida e saí pra almoçar. Jogita ficou por ali cheirando a porta, ressabiada. Voltamos umas 2 horas depois e eu toda empolgada com o novo morador da nossa residência! Abri a porta do quarto e… quem disse que tinha gato lá? Ele fugiu pelo respiro da janela!! Mais uma vez eu pensei: bom, não era pra ficar comigo então… melhor assim. Mas eu não conseguia deixar de pensar no gatinho ainda mais que estava para cair uma chuva daquelas.

Alguns minutos depois ouvi uns miadinhos e falei pro marido: é o gato! Vou dar uma olhada em volta do condomínio, ele não pode ter ido longe. Quando abri a porta do bloco adivinha quem estava lá paradinho da porta? O meu bichano branco! Tenho certeza de que ele reconheceu o caminho e se arrependeu de ter ido embora. Passou uns dois dias levando tapas e rosnados da Jogita só até entender que ela é a dona da casa e sempre será e agora eles são os melhores amigos.

Foi difícil educar esse bichano, vou te contar! Jogita sempre foi uma lady, nunca me deu trabalho, tirando o fato de odiar a minha árvore de natal. O Bozó rasgava o lixo, comia resto de comida, era um inferno! Cansei de chegar do trabalho e encontrar as sacolas rasgadas e espalhadas pelo chão da cozinha. Tinha dias que eu tinha ódio dele! Uma vez não consegui me conter e dei uma bela vassourada no bichano. Mas o tempo foi passando e ele entendeu que sempre vai ter comidinha no prato e que a ração é muito mais gostosa que restinhos de comida de humanos misturadas com lixo. É o bichano mais engraçado que eu já tive e o mais carente também, onde quer que eu esteja ele está lá comigo. Agora mesmo, estou na sala, digitando esse texto e ele está aqui em cima da mesa bem do meu ladinho querendo comer o meu pen drive. Êta bichano curioso!

Bichano branco!!

De olho na balança

Hoje a veterinária dos meus bichanos veio aqui em casa vacinar a Jogita. Já faz pouco mais de um ano que adotamos essa figura. Comentei que estou achando-a muito gordinha e a veterinária me disse que ela não pode engordar muito mais do que ela está agora. Sugeriu exercitá-la com brincadeiras. Oi! Eu não exercito nem a mim mesma! Adoro dormir no sábado depois do almoço e a gatinha sempre me acompanha no cochilo. Não dizem que os bichos acabam pegando as manias dos donos?

Essa é a Jogita no Natal!

Essa é a minha gata doida no Natal…

Migalhas

Eu quero muuuuito um celular novo, eu quero, eu quero, eu quero! Quero um aparelho todo fofo, touch screen, cheio de coisinhas legais e não quero nunca mais ter vergonha de mostrar o meu aparelho do tempo do epa. Mas eu sou muito mão de vaca (eu não tinha contado isso ainda?) e nada nesse mundo vai me fazer desembolsar de 500 a mais dinheiros suados para comprar um aparelhinho do capeta desses cheios de tecnologia.

Porém, em verdade eu vos digo, o mundo não é mais o mesmo desde o advento da internet! E fuçando aqui e ali encontrei sites que vendem aparelhos “xing ling”, traduzindo: aparelhos chineses de marcas jamais antes encontradas, por precinhos que cabem no meu bolso!! Mas estou em dúvida, tenho medo de comprar e nunca receber ou precisar de assistência técnica e dar com os burros n´água. Bom, em breve cenas dos próximos capítulos.

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Marido foi viajar ontem, ele está de férias e foi curtir uns dias na casa do irmão dele em Florianópolis. Sim, eu estou sozinha, on my own. Eu e os gatos. Ontem cheguei em casa relativamente cedo e nenhum bichano me esperava na janela da lavanderia. Estranho. Abri a porta de casa e nenhum dos dois estava na porta, tentando passar por entre as minhas pernas e ganhar o corredor. Mais estranho. Fui nos dois quartos e nada dos peludos. Desespero momentâneo. Abri a porta do banheiro e os dois saíram correndo de lá de dentro. Dá pra acreditar que eles conseguiram a proeza de ficar trancados dentro do banheiro??? Vai entender…

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Quem já teve infecção urinária coloca o dedo aqui!!! Um saco isso, detesto… Antigamente era só correr na farmácia e comprar um dos antibióticos genéricos que eu estava acostumada a usar. Agora que a venda desse tipo de remédio é controlada, me ferrei. A cada sintoma é uma corrida no médico. It sucks!!

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Meu pai está visitando minha irmã em Buenos Aires. Que delícia! Ontem nos conectamos para conversar todos pelo Skype. Pai, irmã e sobrinho mais velho, todos muito amados e queridos, todos juntos e eu alone at home. Ah que aperto que deu no peito… Apesar dos pesares, tenho uma família da qual eu me orgulho de fazer parte.

Essa minha irmã (eu tenho duas) é a que mais me apoia com relação à adoção. Meu pai fica meio em cima do muro, talvez ele ache que ter filhos é uma decisão complicada, sendo eles biológicos ou não. Mas foi muito reconfortante ouvir da boca dele que era melhor eu seguir esse caminho do que maltratar o meu corpo, o meu bolso e o meu coração tentando engravidar. Ontem aproveitamos para conversar um pouco sobre esse assunto e eu deixei os dois a par de como é que as coisas funcionam. Felicidadezinha aquecendo meu peito.