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Dias de tempestade

Gente, os últimos 15 dias foram de grandes emoções… estressantes. Sabe quando parece que tudo acontece com você? Pois então, foi comigo dessa vez.

Minha irmã entregou o apartamento dela no final de outubro, embarcava para o México no dia 29 e foi passar uns dias comigo. Nesse meio tempo, correria para arrumar a mudança dela, desmontar bicicleta (sim, ela levou uma bicicleta no avião), vida de pernas pro ar. E aí ela fica doente. Diagnóstico médico – virose. Meu diagnóstico – crise de ansiedade aguda. Passamos uma noite no hospital, da 1h às 4h da manhã e no dia seguinte ela ainda fez um pit stop la das 15h às 19h. Ficou um dia de molho, encheu o carro com suas bugigangas e partiu para SP. No fim de semana fomos também,  reunião de família antes da partida dela.

Vamos contabilizar… uma semana inteira de correria, um fim de semana de mais correria fazendo mudança, uma semana com irmã doente e duas noites mal dormidas, um fim de semana de correria em SP. E quando eu penso que tudo tinha terminado e a paz voltaria ao meu reino… Bozó fica doente, minha gente!

Meu bichano estava com a uretra obstruída e descobrimos o problema rapidamente por causa do abençoado marido que notou que ele ficou mais de 10 minutos sentadinho na caixa de areia fazendo força em vão. Toca para o veterinário de plantão às 11h da noite. Quando o moço disse que ele precisava ficar internado, meu coração ficou apertadinho. Segurei as lágrimas e me forcei a pensar que ele estaria bem cuidado, sendo medicado e tratado. No dia seguinte, quando o moço falou que ele estava sedado e que não tinha conseguido passar a sonda para aliviar a bexiga do bichano, engoli em seco e me debulhei em lágrimas dentro do carro, dirigindo para o trabalho. E o estresse da pessoa? Tive dor de cabeça, dor de barriga, mal estar generalizado.

Marido querido tomou a frente e ficou ligando para o veterinário durante o dia todo. Fizeram exames de sangue e confirmou-se então que ele estava com a tal obstrução, o vet responsável pela clínica, não mais o mocinho do plantão, assumiu os cuidados, passou a sonda, retirou os cálculos  deu antibióticos e falou que seria preciso ficar mais uma noite lá. Ficou combinado que se ele urinasse por conta própria  seria liberado para voltar para casa no dia seguinte. Relaxei um pouco. Jogita choramingava em casa, sentia falta do irmão. E eu me entristecia.

Gente, foram 2 dias de piriri. Foi estresse demais. Na 4a feira ele foi liberado e trouxemos o bichano para casa sendo que ontem e hoje tive que levá-lo na clínica para tomar mais duas doses de antibiótico. A primeira coisa que o bichinho fez quando eu abri a caixa de transporte, foi sair em direção à caixa de areia e fazer um xixizão. Acho que nunca fiquei tão feliz com esse tipo de situação.

Espero que esse fim de semana seja de sossego. Tô precisando.

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Menos um na rua

Essa semana um gato apareceu aqui no condomínio. E o bichinho encasquetou com os meus bichanos e queria a todo custo entrar aqui em casa. E eu quase enlouqueci com essa situação, pois morri de pena dele, mas não tenho como ter mais um deles com a gente!

Isso aconteceu na 3a feira antes de sairmos para o trabalho. Saí com o coração apertado, mas quando voltamos à noite ele não estava mais aqui. Sábado ele reapareceu e eu tive uma ideia mirabolante! Liguei para o pet shop da vet dos meus peludos e perguntei se eles não podiam ficar com ele até achar alguém que o adote definitivamente. Eles aceitaram prontamente! E lá fui eu e marido levar o gatinho resgatado para o pet. Me aqueceu o coração deixá-lo em um lugar seguro e ter a certeza de que vai ser bem cuidado.

Pode não significar nada para a maioria das pessoas, ainda mais considerando a quantidade de bichos abandonados pelas ruas que existem… Mas consegui fazer a diferença para um!

Sobre gatos e filhos

Meus vizinhos do andar de cima têm um gato e um filho. O gato se chama Mingau e o filho se chama Lucas. Não somos assim tão chegados a ponto de um visitar a casa do outro, mas eles são legais. E parece que estou com um vazamento na minha área de serviço que vem do teto. Ou seja, o vazamento provavelmente vem do encanamento deles.

Hoje eu e marido saímos mais cedo do trabalho, pois marcamos com o “faz tudo” aqui do condomínio para dar uma espiada no tal vazamento misterioso. Misterioso porque ele some de vez em quando e de vez em quando escorre pela parede. Enfim, o rapaz veio, tirou o forro, olhou e disse que temos que pedir que os vizinhos abram as torneiras, molhem o chão e daí saberemos se a água vem do apartamento deles mesmo.

Ok, pensamos em fazer isso no final de semana ou então bater na casa deles mais tarde. Estava fazendo um solzinho bacana e resolvemos sair com os bichanos na coleira pra passear. É, meu povo, eu boto coleira em Jogita e Bozó e levo para tomar um sol e dar umas voltinhas de 30 minutos no gramado do condomínio. E gato em coleira chama uma atenção que eu vou te contar… No começo eu tinha vergonhazinha, sabe? Tipo: que loser eu aqui andando com um gato na coleira!!! Mas Jogita se comporta tão bem e ela fica tão feliz que compensa. E depois eu parei de me importar. O bicho é meu, eu que pago a ração dele então eu faço com ele o que eu bem entender.

Eu e marido então levamos os gatos para passear e eis que chega um casal aqui do bloco com o bebêzinho fofucho deles. Que menina linda! E dá-lhe mostrar o gatinho para a bebê feliz e risonha! Daí os meus vizinhos (os do vazamento) passaram e eu fiz um sinal para falar com eles sobre o tal infortúnio. Enquanto os homens tinham o famoso “papo de homem” sobre encanamento e reforma, eu e a vizinha conversávamos sobre bebês e bichos de estimação quando ela solta o texto: “esses daqui é que são os filhos dela” e aponta para os gatos.

Tá, gente… eu sorri. Amarelo, mas sorri. Ia fazer o quê? Mandar a mulher para aquele lugar onde o sol não bate? Vontade bem que deu. Vontade maior ainda me deu de dizer: “Eu amo muito meus gatos, mas eles não são os meus filhos. Eu vou ter filhos. Eu não sou a véia louca dos gatos, embora eu pareça.” E aí voltei pra casa pensando: será que as pessoas olham pra nós e pensam que somos os dois véios loucos dos gatos??? Ah, quero só ver quando o meu filhote chegar… heheheheh

A véia louca dos gatos

Nós, os velhos e velhas loucas dos gatos, somos todos iguais! Inclusive você que está aí lendo o blog enquanto acaricia o seu felino e que achou que ninguém tinha percebido a sua presença.

Bichanos meus hoje foram vacinados e eu tive a enorme (imensa, mesmo!) sorte de encontrar um pet shop pertinho de casa cuja dona é veterinária e também é uma véia louca dos gatos. Então ela vem em casa vacinar meus peludos sem cobrar um centavo a mais, sempre dá uma olhadinha nas orelhas dos dois, regula o peso da Jogita e termina com beijinho na fuça rosada de Bozó.

Essa semana descobri que um dos meus novos colegas de trabalho tem uma gata da raça Maine Coon. Aqueles gatões enooormes equivalentes a um Dogue Alemão no mundo canino. Daí ele começou a falar assim, meio tímido, da gata. Daqui a pouco veio me mostrar as fotos dela no celular. Terminou me dizendo que ela é especial, sente falta dele quando ele viaja e que ela dorme na cama entre ele e a esposa.

Ah, esses velhos loucos dos gatos…

 

Gatinho, gatinho… vem cá!

O que restou do meu pinheirinho

Bozó não gosta de Natal

A gangue lá de casa

Semana passada comprei um pacote novo de ração para os bichanos. O outro estava no fim. Como sempre, deixei dentro da sacola do pet shop mesmo, no chão, mocado ao do lado da geladeira. Não queria guardar bem guardado se teria que abrir dali uns dias. No dia seguinte à aquisição, vejo Jogita enfiada no vão ao lado da geladeira fuçando, fuçando, fazendo barulho na sacola. Me bateu aquela curiosidade, sabe? Que diabos ela tanto fuça ali? Arrastei a sacola e… ela tinha rasgado sacola e o pacote de ração e estava se servindo diretamente da fonte. Ah, fiquei bem feliz! O potinho de comida cheio de raçãozinha e a bonita rasga o pacote novo.

Escondi a sacola na lavanderia, no meio dos baldes, bacias e demais tranqueiras. Mais uns dois dias e lá está Jogita e Bozó no maior fuça-fuça na lavanderia. Não deu outra, tinham descoberto o esconderijo e abriram mais uma porção de rasgos no pacote de ração!! Marido me ajudou a remendar o pacote TODO furado e mordiscado com fita adesiva e dessa vez eu escondi de verdade, lá no armário dos livros e documentos, no quartinho do computador.

Na 5a feira chegamos em casa tarde, pois era o último dia do curso de pretendentes a adoção e o que é que eu vejo ao entrar no quarto do computador?? Os ladrõezinhos abriram o armário (não me perguntem como) e o pacote de ração estava no chão com dois buracos imensos, um de cada lado. Fiquei begíssima! Daqui a pouco vou chegar em casa e eles estarão na minha cama, com a TV ligada comendo meus chocolates e tomando uma cervejinha!

A história da Jogita

Eu sempre curti muito mais os gatos do que os cachorros. Não que eu não goste de cães, não é isso, mas prefiro a personalidade dos bichanos, o jeito deles de amar e de demonstrar carinho, além de preferir um bichinho que fique muito bem sozinho, obrigado. Eu cresci com gatos, tivemos um bichano que viveu 16 anos, ele era um ano mais novo que eu, foi adotado pelas minhas irmãs quando eu ainda era bebê. E quando me mudei para Curitiba, deixei a Greta, minha gatinha sob os cuidados dos meus pais. Depois que minha mãe faleceu, meu pai achou melhor dá-la para alguém que conseguisse cuidar melhor dela do que ele estava fazendo. Morri de tristeza…

Bom, depois que eu e marido nos juntamos eu sempre falei sobre a minha paixão pelos gatos e ele, ao contrário de mim, foi uma criança que só teve cachorros. Ele cresceu com todos aqueles preconceitos que a maioria das pessoas possuem a respeito dos bichanos: são interesseiros, são bichos nojentos, passam doenças, machucam as pessoas, dão alergia, passam asma (pasmem!) e não gostam dos donos. Preciso dizer também, muito a contragosto, que o marido fez muitas maldades com gatinhos quando ele era criança e hoje sei que ele se envergonha horrores.

Eis que a vida dá muitas voltas, não é verdade? Depois que perdi a minha primeira gravidez e algumas semanas depois ainda perdi o emprego, quase enlouqueci. Estávamos com uma viagem de férias marcada, passagens compradas, acomodação reservada e resolvemos não desistir dela, afinal seria bom para desanuviar a cabeça. E lá fomos nós para Buenos Aires! Num dos nossos passeios eu vi um gato e me aproximei para brincar com ele. Naquele momento o marido falou: “quando voltarmos pra casa, a gente vai procurar um gatinho pra você. Você está muito sozinha, precisa de companhia.”

Fiquei perplexa! No começo tive dúvidas, achava que não teríamos como cuidar de um bichinho, pois como somos apenas nós dois, não temos horários pra nada, saímos à noite, e eu acho que ter um animal implica em se responsabilizar totalmente por ele. E eu nunca tive um bicho em apartamento, nem fazia ideia de como seria. Mas realmente ele cumpriu a promessa e passamos alguns dias procurando um gatinho para adotar. Nisso sempre fomos parceiros, somos contra comprar animais já que existe tanto bichinho precisando de um lar. E um belo dia, num sábado, depois de almoçar num restaurante de massas que a gente adora e que fica bem ao lado de um pet shop, resolvemos passar pelo pet e ver se eles não tinham um gatinho para doação. E não é que tinham! Foi assim que a Jogita entrou nas nossas vidas.

Detalhe que precisa ser esclarecido, a única exigência que o marido fez foi de que ele escolheria o nome e ele é chegado em nomes engraçados e diferentes. Jorgito era a marca de um alfajor delicioso que provamos na Argentina e ele achou bacana chamá-la de Jorgita que acabou virando Jogita. Nem preciso dizer que ela virou o xodó do marido. Sempre que chegamos em casa, a primeira coisa que ele faz é dar uns amassos nos peludos. E quando saímos para o trabalho, lá vai a Jogita para a janela dar “tchau”. Marido sempre passa pertinho da janela, dá um “cheiro” nela e vamos embora.

Pode parecer bobagem o que vou dizer, mas essa foi a maior prova de amor que o meu marido já me deu. Ele nem gostava de gatos, não tinha nem ideia de como era interagir com animal desses e, por minha causa, para me fazer um mimo naquele momento tão complicado, ele cedeu. São nas pequenas atitudes que moram os grandes feitos.

Jogita filhote

 

Aqui já uma moça feita