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Artes

De uns tempos pra cá passei a gostar de atividades manuais, kraftwork e etc. Quando fiquei sem emprego, comprei alguns materiais, fiz pesquisas na internet e coloquei a mão na massa. No começo não coloquei muita fé em mim, mas o resultado final ficou tão legal que me animei a publicar fotos das minhas criações aqui. Ah, estão todas à venda, basta consultar.

Tulipas de tecido

Tulipas de tecido - vista aérea

Chaveiro - coração de feltro

Chaveiro - estrela de feltro

Colar vermelho

Colar - flores de feltro

Colar - flor de feltro

Colar - flor e miçangas

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Coisas que eu não gosto

Esses dias eu fui ao salão de beleza cortar meu cabelo e fiquei abismada com a “delicadeza” desse tipo de profissional com as madeixas alheias. O povo esfrega a cabeça da gente com o mesmo cuidado com que lava um pano de chão no tanque. E com certeza eles não têm orelhas em suas próprias cabeças, pois se as tivessem não judiariam das nossas dessa maneira. Ave Maria! Por um momento achei que sairia de lá igual ao Van Gogh…

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Não tem coisa mais difícil de suportar em salão de beleza do que o papo das manicures! Eu aguento esperar para ser atendida, aguento quase arrancarem minhas orelhas com o pente e as esfregadas frenéticas no couro cabeludo, mas não aguento as conversas das manicures.  Se eu pudesse entrar muda e sair calada nas minhas idas ao cabeleireiro, eu o faria!

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O que é essa reforma ortográfica, meu Deus? Não me faz falta nenhuma aposentar o trema, mas tirar o acento de ideia, assembleia e demais “eias”?! Como é que nós, macacos velhos, alfabetizados nas décadas de 70 e 80 vamos nos adaptar a isso? Tanta coisa melhor pra esse governo fazer… Lavar uma roupa, fritar uma coxinha, bater um bolo… Tem um bolo não pra bater, Lula?

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Tem gente que não perde a oportunidade de ser chato nessa vida, não é mesmo. O que é aquele ser que larga a famosa piadinha: é pra ver e não pra comer, quando servem um pavê de sobremesa? E sempre tem um infeliz pra dizer: Amanhã? Amanhã não, hoje, pois já passou da meia-noite! Mas outo dia tive vontade de roer meus cotovelos de tanta indignação quando minha assistente atendeu ao telefone e disse: Chora, fulano, o que é que você quer? Que coisa mais chata gente que atende o telefone dessa maneira!

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E gente do contra? Ai como é difícil conviver com gente do contra! Tá na boca do povo que o político é corrupto, mandou dinheiro pro exterior e quase vendeu a mãe, mas a criatura larga o texto: “Ah, tem que ver até onde é verdade isso tudo…” Tá fervendo na mídia que a Fulana botou o chifre no namorado na cara dura e a pessoa fala: “Mas tem que ver o outro lado da história, vai saber se esse cara era um bom namorado pra ela.” Gente, pelo amor de Deus! Eu sei que temos sempre que analisar as situações por todos os ângulos, mas às vezes, só às vezes, o que a gente quer mesmo é falar da vida alheia. Somos ou não somos filhos de Deus?

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E gente que repete o que lê nas revistas, blogs, sites e afins como se o texto fosse da sua própria pessoa? Acho que ela nunca parou pra pensar que deve ter mais gente no mundo que lê, assiste, escuta, enfim, que tem acesso ao mesmo conteúdo que ela. Além de ser feio e atestar falta total de personalidade.

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Gente que gosta de frio! Eu não AGOENTO gente que gosta de frio. O camarada chega todo feliz do seu lado e diz: “Que friozinho bom, né. Detesto calor. No calor tudo incomoda, a gente sua demais… Além disso, no inverno as pessoas ficam mais elegantes.” Não sei onde uma pessoa vestida com duas meias, três blusas, um casaco, cachecol e luvas fica elegante. Fica parecendo um boneco de neve com o nariz vermelho e fungando, isso sim.

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Trabalhar com criação é tudo de bom. Só não é tão bom trabalhar com os criativos. Até o designer mais medíocre pensa que é um artista. E age como tal. E a vontade que eu tenho é estourar os miolos dessas criaturas abomináveis.

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Gestão de pessoas é uma coisa realmente difícil. Você conversa com a criatura, explica pra ela como é que o trabalho deve ser feito, repassa várias vezes os prazos, diz com todas as letras que o tempo é curto, mas que vai ter que ser feito mesmo assim e, no final das contas, o infeliz te entrega um trabalho porco e sem um pingo de criatividade. Até eu, que sou uma arte finalista mequetrefe, teria feito melhor. Dá vontade de sair correndo pela rua pelada e gritando…

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Há alguns dias eu simplesmente me irritei com a minha falta de capacidade de ser uma pessoa normal! Eu errei o caminho umas 2 vezes, estacionei em lugar proibido sem perceber, recebi multa, fiz barbeiragem no trânsito mais um par de vezes e na hora de entrar em casa ainda perdi a chave! Fiquei que nem uma idiota procurando dentro da bolsa, voltei pro carro, virei a bolsa do avesso, fucei embaixo dos bancos, tapetes, laterais pra finalmente descobrir que a chave estava dentro da sacola de compras. Esse foi o meu limite. Não aguento mais essa minha cabeça de bagre.