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DR

Esse mês eu e marido amado completamos 9 anos de união. Quase uma década em que dividimos nossas vidinhas, nosso orçamento, nossas alegrias e frustrações. E para coroar esse momento (alem de termos saído para comemorar) tivemos uma pequena crise que terminou com uma belíssima DR.

Eu passei dias emburrada, chateada com pequenas coisas que foram se somando e que culminou numa boa crise existencial. Para piorar, um belo dia, marido meu queria dividir algo comigo, contar coisas relativas ao seu trabalho e a bocuda aqui simplesmente falou o que não devia e o magoou. No momento em que ele precisava de um par de ouvidos, eu usei a minha boca grande e ele me passou um sermão de doer.

Minha terapeuta já dizia que eu sei racionalizar como ninguém,  mas na hora de lidar com o emocional eu sou uma negação. Fiquei uns 3 dias remoendo os sentimentos, me auto-flagelando, argumentando comigo mesma, procurando os porquês de tudo ser assim. Depois de mais uma conversa atravessada, resolvi parar de remoer os sentimentos, pois eu estava muito cansada de dormir com dor de cabeça de tanto pensar. Sim, escalei marido para uma DR. E foi ótimo!

Ele me explicou que nunca iremos completar um ao outro, ou seja, em algum momento tanto eu quanto ele vamos deixar a desejar em algum aspecto da vida a dois. E ele já sabe em que momentos ele não pode contar comigo. Ele tem raiva, ele fica puto, tem vontade de bater com a minha cabeça na parede. Mas essa raiva dura 15 minutos. Passados esses 15 minutos de fúria,  tudo fica no passado e ele quer ficar perto de mim de novo e seguir a nossa vida adiante. E o mais importante de tudo, ele sabe que essas minhas pisadas de bola não são propositais, fazem parte da minha personalidade e não vão deixar de acontecer. O mais importante eh que, em comparação a todas as coisas em que eu sou muito boa com ele, esses momentos não passam de pequenos acontecimentos.

Eu então percebi que tenho exatamente os mesmos sentimentos que ele descreveu. Com uma pequena diferença. Ao invés de eu passar por 15 minutos de fúria assassina e deixar tudo no passado, eu potencializo as pisadas de bola (as minhas e as dele) e fico 3 dias remoendo sentimentos ruins. Combinamos então que, agora que eu tenho uma visão mais clara de como as coisas funcionam para ele, vou me esforçar para ser mais light, me cobrar menos e sofrer menos nessa vida com coisas tão pequenas.

Ah, quem mandou eu ser tão dramática…

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Saudades

Hoje se completam 9 dias que marido está de férias viajando. E eu estou sentindo uma saudade tão grande…

Quando nós nos conhecemos, ambos vinhamos de relacionamentos complicados, cheios de ciúmes, sem compreensão, sem companheirismo. Uma das primeiras regras estabelecidas no nosso “contrato pessoal e intransferível” de casório é que nós não deixaríamos de ser dois, ou seja, era importante manter a nossa individualidade. É saudável ficar um pouco longe, ter atividades que cada um faz sozinho, o futebolzinho da semana só pra ele, o  boteco com as amigas só pra mim. Não me imagino vivendo de outra forma, construímos o nosso relacionamento sobre essa verdade e temos sido felizes assim.

E durante muito tempo não conseguimos bater as agendas das férias, outra coisa que não é assim uma coisa tão necessária para nós dois. Inclusive acho até gostoso ficar um pouco sozinha com os meus gatos e meus pensamentos, mudar a rotina, fugir do cotidiano. Teve um ano que a coisa foi até um pouco além, a coisa estava meio desgastada, a rotina consumindo comigo e com os meus sentimentos. Foi imperativo dar um tempo de 15 dias para renovar o nosso astral e o nosso romance. Quem nunca passou por um momento assim no casamento que atire a primeira pedra.

Mas dessa vez estou sentindo tudo diferente… Estou incomodada, não estou vendo muito sentido nas coisas do dia a dia, tá faltando alguma coisa. E fiquei surpresa com isso, pois desde o início sempre lidei muito bem com o afastamento do escolhido marido e dessa vez a coisa não tá fluindo não. É como se alguma coisa estivesse sempre faltando… Quando penso em sair, me dá uma sensação vazia de querer que ele estivesse comigo para fazer o que fazemos sempre, tomar café na padaria, sempre correndo, antes de ir pro trabalho,  resolver jantar fora e ficar um tempão discutindo em que lugar a gente vai pra terminar sempre no mesmo lugar: churrascaria.

Ter mais alguém que acha graça de tudo o que esses bichanos fazem, ver os programas toscos de TV juntos torcendo para alguém ficar no American Idol ou alguém sair do Top Chef…

Enfim, tô com uma saudade imensa do meu bichinho. Amore, volta logo!

Mais um ano de amor

Aniversário de casamento hoje, quase passou despercebido pelas agruras do cotidiano. Marido chegou ontem à noite, depois do futebol, deitou do meu lado e sussurrou: parabéns! Eu meio dormindo não entendi o por quê do comentário. Ele então me falou e eu retruquei: mas não é hoje, é amanhã! E ele sussurrou novamente: já passa da meia-noite, agora já é amanhã.

Nunca sonhei com um príncipe num cavalo branco, nunca sonhei em me casar de branco na igreja, nunca imaginei uma porção de coisas que as meninas casadoiras geralmente fantasiam quando são solteiras. Pelas minhas andanças enquanto moça avulsa me fazia falta o carinho, a gentileza e a sutileza de perceber quando algo não vai bem lá no fundo da minha alma. Uma parceria.

Foi isso que encontrei e é o que nos faz estar juntos há exatos 7 anos. Obrigada pela parceria! Apesar de a sabedoria popular dizer que esse é o ano da crise conjugal, que mais sete anos venham, parceiro.

 

É nóis, queiróis!

A mesa

Há um bom tempo atrás, quase um ano, eu acho, me apaixonei por uma mesa para computador que eu vi no supermercado. Ela tinha exatamente o tamanho que eu queria e tinha uma bancada giratória que permitia mudar o formato do móvel, além de caber tudo o que hoje existe na atual mesa do meu computador. É preciso explicar que a atual mesa do meu computador foi comprada numa loja de usados há 6 anos atrás pelos meus sogros quando vieram nos visitar e deram de cara com um apartamento mais vazio que geladeira em fim de mês. Na época que eu vi a tal mesa no supermercado, não dava pra comprar e fui embora fazendo beicinho.

Outro dia eu encontrei a tal mesinha num site e não pensei duas vezes, comprei! Daí que a tal da loja virtual demorou 15 dias corridos pra entregar o móvel. Que belo conceito de e-commerce, hein. E o marido já foi logo abrindo a caixa, mexendo nas peças e encheu a boca pra falar: “pode deixar que eu monto”. Tive lá minhas dúvidas, mas não quis contrariá-lo nesse momento em que ele anda tão sensível. Separou as peças, abriu o manual e começamos (sim, eu tive que ajudar) a juntar A com B com C com D. Lá pelas tantas nos demos conta de que não era assim tão fácil quanto ele pensou. Resultado? Enfiamos todas as peças num canto e hoje liguei pro montador. Suspiro.

O que você faz?

Marido voltou ontem! Assim de surpresa! Adorei.

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O que você faz quando a pessoa cheia de boa vontade resolve te ensinar como gravar um CD ou DVD e age como se você nunca tivesse visto esse tipo de tecnologia avançadíssima na vida?

E quando a pessoa se assusta com algo que você faz no excel porque ela pensava que você ia “estragar” a planilha e na verdade você só queria facilitar as coisas?

E quando você percebe que a pessoa não sabe usar nenhum atalho do teclado e para copiar e colar qualquer informação, ela clica com o botão direito do mouse o tempo todo?

Eu suspiro.

Terça-feira

Marido querido ia voltar de Floripa só na Páscoa. Nos falamos no sábado e ele antecipou para o próximo fim de semana (eu ia até pedir substituição nas minhas aulas para ir encontrá-lo e voltarmos juntos). Me mandou uma msg ontem dizendo que até 6a feira tá de volta! Ou é muita saudade ou a coisa lá tá complicada… rs

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Surgiu uma outra entrevista ontem! Agora desencantei geral! Mas era para algo pior do que tenho agora. Uma coisa é quando você não tem nenhuma perspectiva, que era o meu caso. A partir de agora, eu tenho uma referência, menos do que recebo agora, no way.

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Eu acho o fim da picada aquele povo que até hoje não sabe o mínimo das regras de etiqueta da internet e dos emails. Dia desses recebi um email de uma amiga cujo filho ia passar por uma cirurgia delicada e importante. Como ela não usou o “cópia oculta” e a mensagem foi pra uma cacetada de gente, agora tem um bando de dementes respondendo a todos e lotando minha caixa de entrada com mensagens de pessoas que eu nunca vi na vida e nem faço ideia de quem seja. Isso me irrita profundamente.

Bode preto

Essa semana foi de bode preto amarrado. Desde domingo estou deprimida, chateada, com insônia. Para piorar, abri o bocão com o marido, chorei, reclamei, aquele mimimi todo. E levei bronca. Levei bronca porque ele acha que eu devo me preocupar com o fim do dinheiro só quando ele realmente acabar. E ele também acha que chorar não adianta nada, não vai me fazer conseguir um emprego e além do mais, a minha choradeira o irrita profundamente. Pra finalizar a comida de r**** ele ainda disse que tenho que concentrar minhas energias em ações que me façam voltar para o mercado e não sentada choramingando que a vida é injusta.

Delicado, não. Chorei mais um par de horas em silêncio digerindo tudo o que ele me disse. Ele tem razão. Ele só não sabe como é difícil. Ou talvez ele até saiba como é difícil, mas não passou a mão na minha cabeça como eu queria.

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Fiz uma entrevista ontem e, apesar de não ser a oportunidade que eu sonhei, trata-se de uma empresa grande, estruturada e que oferece possibilidade de crescimento. Detesto esse tipo de situação, quando você não está muito certo de que é isso mesmo o que você quer. Não estou torcendo muito para que dê certo, mas também não queria que desse errado. Fico tentando enxergar sinais que me ajudem a decidir. De qualquer forma, nesse momento, a decisão não está nas minhas mãos porque eu ainda não fui aprovada no processo seletivo. Vamos ver o que vai dar.

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A nova turma de inglês aos sábados deu certo. Assumo a partir do dia 13 de março! Com esse din-din acho que dá pra voltar pras aulas de Body Balance!

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Depois de aproximadamente 70 dias de espera, o convênio liberou minha guia para fazer o tal exame de DNA, certo? Fui ao laboratório ontem e descobri que a liberação estava errada. Agora me diz, de que ponte que eu pulo?