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Infecção urinária

Coisa chata de falar e de sentir. Aliás, chatíssima! Não conheço nenhuma mulher que nunca tenha tido uma crise de cistite e sofrido horrores com ela. A questão é que de uns tempos pra cá virou lugar comum pra mim, ou seja, no último ano tive umas 4 ou 5 crises. É sofrimento demais para uma pessoa só.

E eu sou daquelas que me auto-medico, então antigamente eu já sabia qual antibiótico comprar, era só dar uma corridinha na farmácia e no dia seguinte já começava a sentir o alívio. Hoje em dia, não dá mais! Antibiótico sem receita não rola, então tem que correr pro atendimento de emergência no hospital antes de conseguir a bendita receitinha. Na penúltima crise fui num hospital FDP onde tive que esperar umas 2 horas pra ser atendida, peguei uma médica mais FDP ainda que me receitou um analgésico específico pra bexiga e pediu pra eu fazer um exame de urina antes de receitar qualquer remédio mais sério. A infeliz me deixou sofrendo mais uma noite inteira até que saísse o resultado do exame “confirmando” a infecção. Jurei que nunca mais colocava os pés ali.

Na última crise fui no hospital dos ricos e famosos que fica aqui pertinho do meu trabalho e o atendimento foi digno demais! O médico me explicou, pela primeira vez em toda a minha vida, que é normal ter uma ou até duas crises de cistite em um ano. Mais do que isso é preciso investigar, pois pode ser algum problema relacionado à minha imunidade. Saí do consultório com guia para um ultrassom do aparelho urinário, receitinha de antibiótico (aleluia!) e já colhi urina ali mesmo para fazer um exame minucioso e descobrir qual foi a bactéria que me atacou. Nunca tinham me pedido nada disso…

Fiz todos os exames entre novembro e dezembro e marquei consulta com um urologista também indicado pelo médico da emergência. A conclusão é que a bactéria que me atacou é supercomum e não tenho problemas no meu sistema urinário. O que eu preciso é mudar meus hábitos, beber muita água (coisa que não faço), ir ao banheiro com frequência e outras pequenas medidas para evitar abafamento no local. Coisa simples, né… Mas que eu não faço e terei que fazer daqui pra frente. Se mesmo depois de colocar em prática essas mudanças eu continuar tendo crises, aí terei que investigar possíveis problemas de imunidade. Mas acho que não vai ser necessário. Outra dica que o médico me deu foi tomar suco ou cápsulas de cramberry, aquela frutinha vermelha que não é muito comum no Brasil. Fica a dica!

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E lá vou eu outra vez

A minha ideia era deixar o barco correr até dezembro desse ano, mês em que eu deveria repetir o meu preventivo e aí teria uma conversa séria com o médico para estudar a melhor maneira de interromper os meus ciclos menstruais e cuidar para que a minha endometriose não volte. Isso significa realmente abandonar toda e qualquer possibilidade de tentar engravidar outra vez.

Diante dos últimos acontecimentos resolvi antecipar essa decisão e estou em busca de um médico que me atenda. Nessa minha caminhada tenho pulado muito de médico em médico, procurando alguém que me ajude a entender e a enfrentar essa situação da melhor maneira possível. E tá difícil. O último ginecologista que eu fui, o Dr. Sheldon, é especialista em endometriose e me disse com todas as letras que eu dificilmente engravidaria naturalmente. Péééééé! Errou feio. Mas por ser especialista em endometriose e já que o consultório dele é pertinho do meu trabalho, eu gostaria de continuar sendo atendida por ele. Impossível. Semana passada fui atendida pela secretária eletrônica que dissse que eles estavam de férias (??) e retornariam somente ontem. Hoje eu liguei novamente e ele só tem horário para OUTUBRO. Enfim, suspiro. Não dá pra esperar tanto.

Pedi indicação de um médico para uma colega de trabalho e deixei marcado para 10 de agosto. E aqui estou eu, chateada e cansada. Estou MUITO cansada de perambular de médico em médico, com a minha pastinha cheia de exames, com a minha cabeça cheia de pensamentos e o meu coração apertadinho. Estou cansada de fazer toda a retrospectiva e ouvir a 10a opinião sobre o mesmo assunto e geralmente não é o que eu gostaria de ouvir… E aí quando eu preciso de suporte do dito cujo, ele tá de férias ou não tem horário, ou tá em cirurgia. Que saco!

Será que é muito difícil encontrar, hoje em dia, um médico que realmente escute a gente, que tenha boa vontade de ajudar, de pesquisar,  que não me dê respostas prontas e cuja consulta não demore apenas 10 minutos?  Será que existe por aí um médico que realmente se importe com seus pacientes e que tente achar uma boa solução para o meu problema junto comigo? Estou à procura. Enquanto isso, vou apostar minhas fichas nesse Dr. Gerson. Suspiro profundamente.

Serviço público

Hoje madruguei no postinho de saúde para coletar sangue e fazer os exames que o médico me pediu. Quero aproveitar e fazer um balanço do que tem sido essa experiência e do por quê de eu estar seguindo esse caminho.

O marido tem plano de saúde, graças a Deus, e eu sou dependente dele no plano e posso fazer uso quando eu quiser e quantas vezes eu quiser. Porém, sob o argumento de evitar exageros, a empresa que o marido trabalha disponibilizou para os funcionários um plano com co-participação, ou seja todos os procedimentos  (consultas e exames) têm uma porcentagem cobrada de nós a cada utilização. Não é assim um valor muito exorbitante, mas considerando que eu enfiei o pé na jaca no início desse ano ao fazer o tratamento para engravidar, pagamos uma quantia considerável a mais de plano de saúde até o mês passado.

E daí que resolvi usar os serviços públicos, pois o postinho fica muito perto da minha casa e das vezes que precisei usá-lo para tomar vacinas, fui muito bem atendida. Primeiro eu liguei e perguntei como fazer para passar com um ginecologista sem ser consulta de urgência. A pessoa que me atendeu foi muito gentil e explicou que o posto abre às 7h e basta ir até lá para agendar a consulta.

Foi exatamente o que eu fiz. Cheguei às 7 em ponto e estranhei o fato de já estar tão cheio de gente em plena 2a feira. Levei uns dois “pitos” das atendentes, pois eu só queria uma informação, mas mesmo assim deveria respeitar a fila, então peguei fila e agendei a consulta para as 8h10 do mesmo dia. Fui pra casa, afinal eram 7h10 da manhã e na hora marcada voltei ao postinho. Exatamente no horário, o médico chamou meu nome. A consulta foi rápida, o médico foi atencioso, perguntou algumas coisas bem gerais sobre mim e além de solicitar o Beta-HCG, pediu também outros exames laboratoriais e uma ecografia.

Até esse momento eu estava maravilhada com a eficiência do SUS! Pois foi só sair da sala do médico e falar com a atendente para agendar os exames que o meu mundinho caiu. Lógico que antes eu levei mais um pito por desrespeitar a fila. Mas eu só queria saber se era preciso mesmo pegar fila outra vez! Enfim, achei que daria para coletar sangue ali no mesmo dia, que era só pegar uma senha e aguardar. Que nada! Meus exames laboratoriais ficaram marcados para dali uma semana e a ecografia ficaria em lista de espera. Quanto tempo de espera? Uns dois ou três meses. Oi, até lá não precisa mais, viu.

Bom, na data marcada para os exames cheguei no postinho um pouco mais cedo, às 6h50 da manhã crente de que no mais tardar 7h30 eu estaria de volta em casa, ia dar tempo tomar um banho e me arrumar para o trabalho. Entreguei o papelzinho para a atendente toda feliz e disse: tenho exames marcados hoje às 7h! Ela só me olhou e entregou uma plaquinha com a senha de atendimento, nr 12. Ok, se é por ordem de chegada e o que vale é a p#$@@ da senha, por que diabos que eles marcam data e horário??? Não sei, eu realmente não sei. O que aconteceu é que já eram 8h e somente a senha 3 tinha sido chamada. Pedi para remarcar, pois não podia esperar e ficou agendado para hoje.

Hoje eu acordei às 6h e cheguei no postinho às 6h30 confiante de que pegaria a senha 1!! Não foi dessa vez, mas consegui pegar a senha 2. Que horas será que essa pobre infeliz chegou pra pegar a senha 1 ??? Nem faço ideia. Sangue coletado às 7h30 e agora tenho que esperar 5 dias úteis, minha gente, para pegar os resultados.

Balanço geral? Existem pontos positivos sim no atendimento do SUS, as consultas são rápidas, é possível ter atendimento médico (não necessariamente de qualidade) e de maneira geral fui bem atendida pelos funcionários do posto. Os pontos negativos são gritantes, infelizmente, pois a demora nos exames diagnósticos é uma vergonha e os funcionários devem viver numa realidade paralela onde ninguém tem mais nada pra fazer a não ser ficar ali esperando a boa vontade deles em finalmente te chamar.

Mas no caminho para o trabalho fiquei pensando em todas as ocasiões em que não recebi um atendimento assim tão legal em hospitais, clínicas e laboratórios particulares. Já fiquei 3 horas esperando por um encaixe para fazer uma ecografia num hospital particular sendo atendida pelo convênio e já cheguei em um laboratório em jejum e peguei umas 20 pessoas na minha frente, o que me consumiu muito tempo e insatisfação. Ou seja, a diferença é que se você não tem assim tanta pressa, no serviço privado, pode voltar outra hora e com certeza será atendido. E se o médico só tem horário para daqui 3 meses, você consulta o caderninho do convênio e procura outro.

No SUS é isso que se tem para oferecer e pronto, acabou. Felizmente não me custa muito acordar mais cedo, pegar meu carro e em menos de 5 minutos chegar no postinho. E ainda bem que em caso de emergência, basta passar a mão na carteirinha do convênio e bater na emergência do hospital mais próximo. Mas agora eu sinto ainda mais pelas pessoas que só possuem a primeira opção.

Momento desabafo

Ontem era pra eu ter ido numa consulta médica. Era pra eu ter ido porque a secretária dele me ligou de manhã dizendo que “o doutor” não ia mais atender. Eu não ficaria tão p da vida com essa situação corriqueira se  eu não tivesse marcado essa consulta em agosto.

Na próxima encarnação eu quero ser médica.

#prontofalei