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Eu e a acupuntura

Esses dias atrás eu resolvi ir ao médico. Tava com uma dor no ombro há meses (acho que tinha até mais de um ano), dores nas costas que me acompanham desde a adolescência, resolvi que era hora de procurar um ortopedista.

Sou bem prática para escolher prestadores de serviços, médicos, manicures, cabeleireiro: tem que ser perto, tem que dar pouco trabalho. Se der muito trabalho eu evito. E com o ortopedista não foi diferente, procurei uma clínica num bairro próximo e que tivesse como me atender rápido.

O doutor era um senhorzinho muito simpático, me examinou rapidamente, pediu pra eu me mexer, virar, corrigiu minha postura e deu o parecer: você vai fazer 10 sessões de acupuntura e uma recomendação para o Pilates para arrumar essa postura. Só faltou dizer: tá toda torta, minha filha!

Confesso que no início o meu lado natureba (que é bem incipiente ainda) adorou a coisa toda, sem remédio, acupuntura, coisa chique, muito legal isso! Mas e agora, como faz? Já tava me vendo ter que arrumar um lugar lá no fim do mundo e complicar toda a logística da família e eu desistir na primeira sessão. Mas o doutor senhorzinho simpático disse que nada disso seria necessário, ele mesmo aplicaria as 10 sessões ali naquela bendita clínica. E vai já pra salinha ali do lado que eu vou te aplicar a primeira sessão agora mesmo! Assim, sem perguntar se eu tava a fim, se eu tinha disponibilidade, sem preliminares.

E eu fui. E eu odiei. Simples assim. Odiei porque dói, tá. Quem disser, todo pimpão, que acupuntura não dói nada, tá mentindo grandão. Dói a “picadinha” da agulha, dói se você mexer qualquer músculo minúsculo do seu corpo que estiver na mira da tal da agulha, uma dor filha da puta. E pra não doer tem que ficar imóvel por 30 minutos (mas o doutor senhorzinho simpático teve dia de me deixar uns 50 minutos lá toda fincada de agulha). E eu descobri que isso era praticamente impossível pra mim.

No fim o que era pra ser uma experiência bem legal se transformou num tormento e arrastei as 10 sessões em quase 2 meses. Não, doutor, não dá pra vir todo dia… Dá pra vir duas vezes na semana. E teve umas duas semanas que eu desapareci e por muito pouco não joguei a toalha e desisti de completar o que faltava.

Terminei bravamente as 10 sessões e na última saí vazada da clínica com a pretensão de nunca mais voltar. Analisando mentalmente a minha lista de coisas que um dia eu gostaria de fazer/tentar: acupuntura…check! Never more.

 

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Pensamentos

Hoje fui ao ginecologista. Consegui marcar com o Dr. Sheldon depois de uma ajudinha divina de uma colega minha de trabalho. Ela tinha uma consulta agendada para hoje e não precisava ir, então ela passou o horário dela pra mim! A consulta foi bacana, ele é muito tranquilo e me passa segurança. Tenho algumas opções para interromper meus ciclos menstruais: pílulas de uso contínuo, um anel que é inserido lá dentro da vagina e tem duração de 21 dias ou DIU.

Sempre ouvi coisas horríveis sobre o DIU, pois ele era feito com cobre e todo mundo dizia que as mulheres podiam desenvolver doenças, fora o fato de que ele não era assim tão seguro para evitar a gravidez. Minhas duas irmãs engravidaram com DIU. Dr. Sheldon explicou que agora existe um bem mais moderno e que contém hormônios que vão sendo lançados no corpo continuamente. Posso menstruar até  uns 3 meses depois da instalação do DIU, mas depois disso fico 5 anos com o bichinho lá dentro sem me preocupar com mais nada. Estou tentada. Tentadíssima eu diria. Mas não é um negócio barato, não. Só o dito aparelho sai por volta de R$ 650,00 + as custas médicas para colocar lá dentro de mim com segurança. No final das contas a soma chega a astronômicos R$ 1 mil reais.

Portanto, se eu realmente quiser colocar o DIU preciso me preparar financeiramente e não vai ser pra já. Enquanto isso, vou tentar esse tal desse anel. Não me parece muito prático, o único benefício é não ter que tomar comprimido todo dia, mas quem sabe eu me adapto bem. Vamos ver.

Enquanto isso, alguém que usou ou usa DIU Mirena, por favor, me dê opinião! Vai me ajudar muito saber se você teve algum efeito colateral, se foi tranquilo colocar e se houve uma boa adaptação.

Serviço público

Hoje madruguei no postinho de saúde para coletar sangue e fazer os exames que o médico me pediu. Quero aproveitar e fazer um balanço do que tem sido essa experiência e do por quê de eu estar seguindo esse caminho.

O marido tem plano de saúde, graças a Deus, e eu sou dependente dele no plano e posso fazer uso quando eu quiser e quantas vezes eu quiser. Porém, sob o argumento de evitar exageros, a empresa que o marido trabalha disponibilizou para os funcionários um plano com co-participação, ou seja todos os procedimentos  (consultas e exames) têm uma porcentagem cobrada de nós a cada utilização. Não é assim um valor muito exorbitante, mas considerando que eu enfiei o pé na jaca no início desse ano ao fazer o tratamento para engravidar, pagamos uma quantia considerável a mais de plano de saúde até o mês passado.

E daí que resolvi usar os serviços públicos, pois o postinho fica muito perto da minha casa e das vezes que precisei usá-lo para tomar vacinas, fui muito bem atendida. Primeiro eu liguei e perguntei como fazer para passar com um ginecologista sem ser consulta de urgência. A pessoa que me atendeu foi muito gentil e explicou que o posto abre às 7h e basta ir até lá para agendar a consulta.

Foi exatamente o que eu fiz. Cheguei às 7 em ponto e estranhei o fato de já estar tão cheio de gente em plena 2a feira. Levei uns dois “pitos” das atendentes, pois eu só queria uma informação, mas mesmo assim deveria respeitar a fila, então peguei fila e agendei a consulta para as 8h10 do mesmo dia. Fui pra casa, afinal eram 7h10 da manhã e na hora marcada voltei ao postinho. Exatamente no horário, o médico chamou meu nome. A consulta foi rápida, o médico foi atencioso, perguntou algumas coisas bem gerais sobre mim e além de solicitar o Beta-HCG, pediu também outros exames laboratoriais e uma ecografia.

Até esse momento eu estava maravilhada com a eficiência do SUS! Pois foi só sair da sala do médico e falar com a atendente para agendar os exames que o meu mundinho caiu. Lógico que antes eu levei mais um pito por desrespeitar a fila. Mas eu só queria saber se era preciso mesmo pegar fila outra vez! Enfim, achei que daria para coletar sangue ali no mesmo dia, que era só pegar uma senha e aguardar. Que nada! Meus exames laboratoriais ficaram marcados para dali uma semana e a ecografia ficaria em lista de espera. Quanto tempo de espera? Uns dois ou três meses. Oi, até lá não precisa mais, viu.

Bom, na data marcada para os exames cheguei no postinho um pouco mais cedo, às 6h50 da manhã crente de que no mais tardar 7h30 eu estaria de volta em casa, ia dar tempo tomar um banho e me arrumar para o trabalho. Entreguei o papelzinho para a atendente toda feliz e disse: tenho exames marcados hoje às 7h! Ela só me olhou e entregou uma plaquinha com a senha de atendimento, nr 12. Ok, se é por ordem de chegada e o que vale é a p#$@@ da senha, por que diabos que eles marcam data e horário??? Não sei, eu realmente não sei. O que aconteceu é que já eram 8h e somente a senha 3 tinha sido chamada. Pedi para remarcar, pois não podia esperar e ficou agendado para hoje.

Hoje eu acordei às 6h e cheguei no postinho às 6h30 confiante de que pegaria a senha 1!! Não foi dessa vez, mas consegui pegar a senha 2. Que horas será que essa pobre infeliz chegou pra pegar a senha 1 ??? Nem faço ideia. Sangue coletado às 7h30 e agora tenho que esperar 5 dias úteis, minha gente, para pegar os resultados.

Balanço geral? Existem pontos positivos sim no atendimento do SUS, as consultas são rápidas, é possível ter atendimento médico (não necessariamente de qualidade) e de maneira geral fui bem atendida pelos funcionários do posto. Os pontos negativos são gritantes, infelizmente, pois a demora nos exames diagnósticos é uma vergonha e os funcionários devem viver numa realidade paralela onde ninguém tem mais nada pra fazer a não ser ficar ali esperando a boa vontade deles em finalmente te chamar.

Mas no caminho para o trabalho fiquei pensando em todas as ocasiões em que não recebi um atendimento assim tão legal em hospitais, clínicas e laboratórios particulares. Já fiquei 3 horas esperando por um encaixe para fazer uma ecografia num hospital particular sendo atendida pelo convênio e já cheguei em um laboratório em jejum e peguei umas 20 pessoas na minha frente, o que me consumiu muito tempo e insatisfação. Ou seja, a diferença é que se você não tem assim tanta pressa, no serviço privado, pode voltar outra hora e com certeza será atendido. E se o médico só tem horário para daqui 3 meses, você consulta o caderninho do convênio e procura outro.

No SUS é isso que se tem para oferecer e pronto, acabou. Felizmente não me custa muito acordar mais cedo, pegar meu carro e em menos de 5 minutos chegar no postinho. E ainda bem que em caso de emergência, basta passar a mão na carteirinha do convênio e bater na emergência do hospital mais próximo. Mas agora eu sinto ainda mais pelas pessoas que só possuem a primeira opção.

Remédios

Não é segredo pra ninguém que eu adoro um remedinho. Esse negócio de ficar “esperando a dor passar” não é comigo não. Eu detesto sentir dor ou qualquer desconforto que seja. Afinal de contas, remédio foi feito pra isso, não é verdade? O marido quando me vê tomando um relaxantezinho muscular ou um analgésico, já solta o verbo, diz que sou uma viciada.

Ok, pode ser que eu exagere um pouquinho e tenha o mal hábito que todo brasileiro tem de se auto-medicar, mas é por uma boa causa!

*

Ontem o marido se machucou jogando bola. Lá fomos nós para a clínica de fraturas tarde da noite, eu dirigindo como louca pra chegar antes da meia-noite porque depois desse horário não tinha mais raio-x. Apesar desse pequeno detalhe, gostei da clínica. Foi a primeira vez que pisamos nesse lugar e eu juro por tudo que é mais sagrado que se ficamos 30 minutos lá dentro foi muito. Trinta minutos incluindo o tempo que o atendente levou para fazer o cadastro e liberar as guias do convênio, o atendimento médico em si e o raio-x. Nunca antes na história desse casal as coisas se resolveram de maneira tão rápida e eficiente.

Da última vez que o marido teve um “passamento” fomos para o Pronto Socorro do Hospital Sugisawa e ficamos 3 horas esperando um “encaixe” pra ele fazer uma ecografia. Chegamos no recinto às 7 da noite e saímos de lá quase 11 horas. Foi uó! Parece atendimento pelo SUS! Não posso reclamar do atendimento em si, os médicos foram bons, as enfermeiras também, mas o processo do hospital é uma bagunça. Primeiro pega senha, faz cadastro, assina guia, espera. Chamam o seu nome e é pra fazer uma tal de “triagem”, perguntam os sintomas, medem pressão, tiram temperatura e você volta pra sala de espera. Mais algumas horas e o médico chama, se for necessário pede exame e aí começa a palhaçada… Processo, minha gente, processo é tudo.

Se fosse fácil…

Eis que tudo ficou resolvido para eu começar o tratamento de indução de ovulação no meu próximo ciclo que começou exatamente hoje. Fiz alguns exames de sangue há alguns dias atrás e tenho que fazer outros até o 4o dia do ciclo, ou seja, até sábado.

Liguei na Unimed hoje para solicitar a liberação da ecografia e eis que a atendente me diz que eles só liberam um exame desse tipo a cada 6 meses. Para liberar mais do que isso tenho que pegar uma justificativa médica e solicitar a liberação PESSOALMENTE num posto de atendimento do convênio. Gente, quase chorei… Pra que é que eu pago esse negócio mesmo??? É pra poder usar quando for preciso, certo???

Caras, que burocracia é essa?? Como se as pessoas fossem viciadas em tirar sangue e fazer exames ecográficos e conseguissem guias assinadas por um médico ali na esquina. Se o médico solicitou é porque é necessário, pombas!

Enfim… liguei no consultório, expliquei tudo à recepcionista e ela ficou com o meu telefone, pois o médico só vai estar lá amanhã. Gente, mais uma vez eu vos digo: se fosse pra ser fácil, não era comigo.

Terapia

Logo depois que a minha mãe faleceu, eu surtei um pouco. Só um pouco viu. Não tentei me matar e nem matar ninguém. Só vivi uma fase meio auto-destrutiva. Na época, minha irmã me indicou uma conhecida dela que era psicóloga e que seguia uma linha de tratamento bem alternativa baseada em técnicas de relaxamento e etc.

A Beatriz salvou a minha vida. Me colocou no eixo. Agora que eu estou passando por essa fase emocional turbulenta, procurei a Beatriz de novo. E ela, prontamente me atendeu. Conversamos por uma hora e por mais uma hora ela aplicou algumas técnicas de relaxamento em mim e um tratamento de acupuntura. Saí da casa dela me sentindo outra pessoa, incrivelmente leve, como se tivessem tirado um peso de cima (e de dentro) de mim.

Tô com a orelha que parece que vai cair de tanto que doem essas bolinhas da acupuntura, mas tá valendo a pena. Semana que vem eu tenho outra consulta com esse anjo.

Tudo de novo

Hoje foi a minha consulta com a nova ginecologista. Já saí de casa mentalizando um mantra: tomara que eu goste dela, tomara que eu goste dela, tomara que eu goste dela! E felizmente, a consulta foi superboa. A Dra. Silvia foi gentil, tranquila e muito paciente comigo. Ouviu minha história, anotou no meu prontuário todas as informações importantes dos meus exames e, o mais importante, me deu bastante atenção.

Ela concorda que o melhor tratamento para evitar que a endometriose volte é tomar anticoncepcional continuamente até que eu decida tentar engravidar. Porém, vendo todo o meu histórico, as imagens da laparoscopia e das ecografias, ela disse que tenho boas chances de engravidar naturalmente. Exatamente como eu pensava! Combinamos que, por conta da minha atual situação profissional, volto a tentar a partir de julho e volto ao consultório uns 2 meses depois para dar uma olhada a quantas andam os meus ciclos e a ovulação.

Ufa! Ainda bem que eu coloquei a cabeça no lugar no dia em que saí do consultório do Dr. Marcelo e resolvi tomar um rumo diferente daquele que ele me propôs.

Cheers!