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Adele

Trilha sonora do dia. Marido diz que é música de cortar os pulsos. Tá bom, eu sei que é bem baixo astral, mas eu ADORO!

Lyrics

Outro dia eu estava dirigindo e ouvi uma música internacional bem bonitinha no rádio. Comecei a pensar: nossa, que música lindinha, gostosa de ouvir… Daí passei e prestar atenção na letra do refrão. Broxei. Uma música tão bonitinha e com uma letra que não diz nada com nada… Tirem suas próprias conclusões, a música é Daughters de um cara chamado John Mayer.

Mal entendido musical

Aquele que nunca cantou um trecho, ou vários, de uma música qualquer, nacional ou internacional, de maneira errada, que atire a primeira pedra. Causados talvez por problemas de audição, dificuldades no entendimento ou ainda um pouco de loucura, não tem quem não tenha soltado o gogó para cantar o refrão daquela música ma-ra-vi-lho-sa e notado que alguma palavrinha se perdeu.

Tudo bem que existem certos artistas da música popular brasileira que pecam um pouco na dicção, mas a grande maioria dessas “escorregadas” musicais não tem nenhum nexo. Tanto é verdade que até mesmo os cidadãos que os inventam, sequer fazem idéia de onde surgiu tamanha criatividade. E aí é que está a graça do negócio!

Tenho que confessar que quando eu era criança, todas as vezes que tocava no rádio o hit Há dois passos do paraíso da banda Blitz, eu cantava “Estova do espaçoooos… do paraíso”. O que são as estovas do espaço? Não faço a mínima idéia, mas era o que eu escutava, vai entender. Outra pérola do meu repertório infanto-juvenil era a música Meu erro do Paralamas do Sucesso. Na frase em que o Herbert Vianna canta “E o meu erro foi crer que estar ao seu lado bastaria”, eu entoava a plenos pulmões “E o meu erro foi ter que estar ao seu lado…”. Nesse caso, eu estou perdoada, afinal, a frase faz todo sentido! Desde que a música termine por aí, claro. Na música Alagados, por exemplo, descobri com o passar do tempo que eu não era a única a escutar absurdos. Enquanto eu entendia (e cantava) “Alagados, tristão”, há quem entendesse “cristal”, “frinstal” e ainda “cristão”. Bom, cada louco com sua mania.

Depois de crescida, ao ouvir no rádio a música Palpite da Vanessa Rangel, eu podia jurar que ela falava “alpiste”. Nesse caso fiquei um bom tempo tentando entender por que diabos ela falava em alpiste no meio de uma balada romântica. Só depois de prestar atenção ao nome da música é que fui entender que eu tinha feito confusão. O mesmo não aconteceu com a Coração pirata do Roupa Nova onde eu só descobri que cantava “Se errar é o meu sucesso” ao invés de “Se errar eu não confesso” há um par de dias atrás depois de assistir ao DVD deles. Só eu mesmo para achar que alguém iria considerar o erro um sucesso.

Mas existem dois casos de mal entendido musical que giram no topo da lista de absurdos um dia já mencionados. O primeiro foi da minha amiga de infância Thearlene. Tinha sido lançado o filme Top Gun – Ases indomáveis e na época, ela tinha uma prima teoricamente aprendendo inglês. Como não parava de tocar nas rádios o tema do casal romântico do filme, Take my breath away do grupo Berlin, e a minha amiga não tinha grandes noções da língua falada pelo Tom Cruise, foi correndo perguntar à prima qual era o nome da tal música. A prima da Thearlene, mais do que depressa falou: wena wina way!

Para superar essa, só mesmo a façanha de um amigo do Roberto que, no meio da balada, “mandou o cavalo chorar” quando tocou uma música do grupo Harmonia do Samba. Bom, só pelo mau gosto musical, já valeu a tiração de sarro.

A minha última gafe musical aconteceu bem diante do marido, só para variar. Tocava no rádio do carro a música Ilê Aye do Rappa onde o Falcão começa a cantar “ô ô ô soul power” e eu cantarolando “ ô ô ô São Paulo”! Nem preciso dizer que tive que agüentar gozação por causa disso por um longo e tenebroso inverno.