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A novela do piso novo

Logo depois do estresse que eu tive com a empresa onde eu comprei o piso lá de casa, resolvi dar entrada numa reclamação formal no Procon. Para saber o começo dessa história, leiam aqui. O que eu acabei não escrevendo nesse post anterior é que no final do “selviço”, ficou faltando rodapé e nós combinamos que eu pagaria o material faltante e que a instalação desses rodapés aconteceria no dia 15 de dezembro. Ninguém deu as caras no dia 15 de dezembro e ao ser questionada, a dona da loja disse que só se deu conta de que não tinha o material a pronta entrega no dia 16. Ahá, tá bom, senta lá Cláudia. Pedi que ela cancelasse tudo e me devolvesse o dinheiro dos rodapés. Estou até hoje esperando.

Dia 26 de dezembro, euzinha de férias, fui bater lá no Procon para registrar minha insatisfação e pedir providências. Amarguei 2 horas e meia de espera, mas abri o processo e saí de lá com 3 documentos: 2 vias iguais de uma carta contendo todas as informações do ocorrido e um documento com a data da primeira audiência.

Uma das vias da carta eu deveria encaminhar para a empresa, sendo que, a partir da data de recebimento, eles têm 10 dias para dar retorno diretamente para mim e resolver a pendência. No mesmo dia eu coloquei a carta no correio com aviso de recebimento. O prazo da empresa se encerrou em 07 de janeiro e no dia 08 houve uma tentativa de contato por parte da proprietária maluca. Ela me mandou um email com informações absurdas dizendo, entre outras coisas, que meu dinheiro já tinha sido devolvido. Coisa que não aconteceu! Tentei conversar por email, reafirmei que só desejo meu dinheiro de volta, mandei pela segunda vez meus dados bancários e a pessoa simplesmente desapareceu, não fez mais contato.

A audiência agendada para o dia 21 de janeiro só vai acontecer se a empresa não tiver resolvido o problema diretamente comigo até lá. Deu pra perceber que vou ter que me fazer presente nessa data, não é verdade. Daí o Procon então vai abrir um processo administrativo que pode terminar com multa para a empresa.

É chato fazer esse tipo de coisa? Sim, é muito chato. Afinal tive que ficar 2 horas e 30 minutos de um dia de férias com a bunda numa cadeira dura para abrir a reclamação. Mas eu acho que é meu direito como cidadã e consumidora e está sendo muito absurda a maneira como essa senhora está me tratando. Fico admirada como ela ainda tem um comércio em funcionamento!

Ao comentar com uma colega de trabalho sobre essa história toda, ela me disse que esse tipo de situação serve para que a gente aprenda a desconfiar de empresas pequenas e de orçamentos baratos. Eu discordo completamente dessa linha de raciocínio. Eu acho que todos nós, como consumidores, temos direito à oferta de bens, à pechincha e à possibilidade de pagar mais barato pelo que compramos. Quer dizer que agora, para não ter que me incomodar com uma empresa desonesta eu tenho que sempre pagar mais por um produto? Eu sei que na prática é assim que acontece, mas a lógica real não pode ser essa. Temos que ter acesso a preços mais acessíveis, porém com um atendimento digno, honestidade e transparência.

Não devemos privilegiar as empresas pequenas, auxiliar no crescimento dos empreendedores locais? Então esses empreendedores precisam aprender a agir de maneira respeitosa com os consumidores. Ou vão sumir do mercado.

 

Indignação

Olha, minha gente, tá complicado demais resolver o assunto do meu carro. Pensei que o Procon fosse mais eficiente, que era só ir lá, abrir uma reclamação e pronto, a empresa reclamada seria obrigada a aceitar as minhas condições ou, no mínimo, negociar comigo. Eis que eu não quis pagar os 200 dinheiros para o contador fazer o recálculo do meu leasing, marido pediu para um amigo fazer e você sabe como é coisa que amigo faz, né. Tem mais de uma semana que não temos retorno de nada.

Além disso, conversando com uma pessoa aqui e outra ali, nos indicaram um advogado que poderia nos dar alguma orientação. O cara foi super atencioso e me explicou que o Procon abre uma reclamação administrativa e não jurídica. Isso signifca que a empresa reclamada pode simplesmente ignorar o contato efetuado por eles e, depois de meses de espera, eu terei de qualquer forma que entrar com um processo na justiça. Para entrar com um processo na justiça eu tenho que arcar com custos e honorários, coisa que não quero fazer de jeito nenhum. Além do mais, um processo de revisional pode demorar de 2 a 3 para ser finalizado e nesse período eu não posso fazer nada com o carro.

Enfim, como sempre acontece nesse país, os mais fortes e mais ricos vencem e todo mundo continua ganhando às minhas custas. No final das contas, já faz 2 meses que estou nessa situação, com o dinheiro parado na conta pra quitar o contrato e passando perrengue porque minhas finanças não fecham no final do mês. Vou acabar deixando de lutar pelos meus direitos e pagando o que esses exploradores exigem. Ah, que indignação! Tô begíssima, passada e engomada.

Novidades

Semana passada fui ao Procon aqui de Curitiba. Liguei alguns dias antes e me disseram que o atendimento começa às 9h, mas às 8h30 são distribuídas as primeiras 50 senhas do dia. O atendente me falou que era bom chegar uns 20 minutos antes das 8h30 pra garantir. Estacionei o carro às 8h, cheguei  na frente do Procon eram 8h10 e já tinha 5 negos na minha frente. Às 8h30 já éramos 15 na fila. Às 8h40 eles abriram as portas e eu peguei a senha nr 5. Às 9h o rapaz começou a chamar o povo pra ver quais eram as reclamações. Quando expliquei o meu caso o infeliz me disse que o Procon não faz cálculos de financiamento ou leasing. Eu tenho que procurar (e pagar) um contador para fazer o recálculo e só depois de ter esse documento em mãos é que posso ir ao Procon para abrir um processo. Hummm, fiquei mega feliz.

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Marido falou com um amigo dele que é contador para quebrar esse galho pra gente. O cara falou que dificilmente vamos conseguir reverter essa situação. Super animador. Minha irmã indicou um contador que, por sua vez, me indicou um segundo profissional especialista em perícias contábeis. O cara vai me cobrar 200 dinheiros pra fazer a tal planilha de recálculo e também foi super otimista. Na boa, é por essas e outras que a gente se acostuma a não correr atrás dos nossos direitos!

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Jogita tomou vacina no sábado. A última desse ano, graças a Deus. A veterinária disse que ela está grande, bonita e com o pelo brilhoso. Obrigada, doutora! A gente agradece! Isso foi antes dela virar uma onça e quase arrancar meus dedos com os dentes na hora que a agulha entrou em ação.

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Pra comemorar as vacinas e pra tentar poupar meu sofá, nós compramos um arranhador pra ela. Na hora de comprar, falei pra moça da loja que se ela não gostasse do brinquedo eu ia ser obrigada a transformá-lo em um objeto de decoração. É lógico que eu fui irônica. Pior de tudo foi a atendente cheia de boa vontade concordar comigo e dizer que realmente aquele arranhador se tornaria um lindo objeto de decoração. Prefiro não comentar.

Procon

Se tudo der certo, amanhã eu vou ao Procon pra saber se as contas da Aymoré estão corretas. Da última vez que falei com eles, a atendente me pediu para dar um voto de confiança à financeira antes de procurar um outro órgão. Bom, eu já dei esse voto de confiança no dia em que pedi que eles revisassem o valor e fui informada de que não existe nenhum erro. Se o Procon me disser que tá tudo em ordem, eu pago, fazer o que.